ALE GARATTONI

Mãe da Maria Helena, profissional de branding e apaixonada por moda e beleza! Meu blog é o espaço "hora do recreio" no qual divido dicas, inspirações, apostas no universo das it girls e minha vida primeira pessoa na maternidade.

Lifestyle

O novo colunismo social: um papo com Clarissa Wagner

23 de setembro de 2015

Nos últimos anos, vivemos um boom de blogs de estilo pessoal. Super pessoal. Na paralela dos looks do dia, o tema da página era, única e exclusivamente, a vida da autora. Como um reality show que nós, leitores voyeurs, adoramos acompanhar. Mas a fórmula dá sinais de esgotamento, é verdade. Há algumas meninas ultra-carismáticas que sempre terão sucesso com esta receita, mas um algo mais – em termos de informação e inspiração prática – já é pedido e esperado por quem acompanha o conteúdo na internet.

E foi por esse motivo {mostrar um conteúdo variado e bem apurado, como no antigo colunismo social} que o site de Clarissa Wagner me chamou a atenção. Formada em Marketing e por anos responsável pela reportagem social do site RG, ela criou recentemente sua própria página. No The Passionist, há fotos e registros seus também. Mas os grandes focos e diferenciais são notas sobre os casamentos, galerias sobre as festas e até furos quentes sobre um nicho específico de público – super bem-relacionada em SP, ela consegue cobrir com domínio esse papel. Um novo ponto de vista na internet primeira pessoa. Vale conhecer! Para saber um pouco mais sobre a criação e seu processo de trabalho, batemos um papo com ela. Eis o resultado…

The Passionist

* Em uma era de blogs pessoais, com looks do dia e textos em primeira pessoa, você optou por um site jornalístico, que faz coberturas sociais e dá notícias em terceira pessoa. Como foi essa escolha e esse processo criativo?
Desde o princípio do blog, quis fazer algo diferente. Queria falar de moda, social e viagens de uma forma pessoal, porém informativa. Exponho minha opinião em primeiro lugar pela minha curadoria (só publico o que realmente acredito) e gosto de fazer ‘provocações’ em meus textos, fazer o leitor pensar. 

* Quais suas inspirações e referências no jornalismo?
Como trabalho há mais de três anos na RG e na Harper’s Bazaar, com certeza fui influenciada por pessoas incríveis com quem trabalhei e trabalho – como o Jeff Ares, a Rosana Rodini e a Maria Prata. Além disso gosto muito da Danuza Leão e do Ricardo Amaral que transitam pelo colunismo social e pela literatura, sempre com humor e elegância. Da nova geração, adoro a Camila Fremder e adoro o trabalho que a Mônica Salgado faz na Glamour: ela soube se apropriar do fenômeno blogueiras como ninguém no mercado editorial impresso.

* Para alimentar seu conteúdo (sempre super diversificado e completo), você precisa circular, conversar com pessoas, estar presente em vários lugares. Como é um pouco da sua (não) rotina?!
Sim, meu trabalho é muito ‘no campo’. Gasto muito a sola do meu Louboutin (ou das minha Havaianas!) por aí. Em média, vou a dois eventos por dia. Geralmente tenho um almoço de alguma marca, sigo direto do trabalho para algum coquetel e termino a noite em um restaurante bacana. 

* Há quem aposte que sites/blogs perderam a relevância frente a redes sociais. Qual sua visão sobre isso?
Hoje você não precisa esperar para ver a galeria de uma festa num site, já que a maioria das pessoas posta suas fotos em suas redes sociais. Cada vez mais os sites e blogs mantêm sua relevância por fazer a curadoria daquilo que é a bacana (quais as melhores festas e quem vale a pena ser fotografado) de descobrir coisas diferentes e de mostrar de forma inovadora conteúdos massificados. Ou seja inovar na forma ou no conteúdo. Eu, por exemplo, quando lancei o The Passionist quis falar de moda de uma forma fresh. Por isso, no lugar dos mais que manjados looks do dia, crie ensaios em que eu me vestia com roupas inspiradas nas editoras de moda mais influentes (Anna Wintour, Anna Dello Russo…) e contava sobre o estilo de cada uma delas a partir das imagens. 

* Em pouco tempo, trabalhando um nicho específico que estava deixado de lado (a BOA cobertura social!), mantendo um posicionamento coerente e produzindo um conteúdo bacana, você está conseguindo conquistar um espaço mais relevante na rede. Que dica daria a quem pretente lançar um site/blog e desiste por achar que o mercado está saturado e é impossível de destacar?
O mercado nunca estará saturado para quem tem novas ideias e quer PRODUZIR (não REPRODUZIR) conteúdo. Você não vai se destacar seguindo fórmulas. Se você quiser ser relevante não tente copiar. Estar atento às macro-tendências também é vital. Quando comecei o The Passionist o normcore estava no auge. Então fiz um site que vai no caminho oposto. Você não pode ir atrás da onda para surfá-la, tem que se antecipar.  

Clarissa Wagner

Clarissa, parabéns pelas ideias, pelo trabalho e pela disciplina de buscar o novo dentro do que já existe. Você vai longe!

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  1. rosa rocha Em 23/09/2015

    Amei super antenada




  2. Adriele de Freitas Lima Em 24/09/2015

    Adorei, bela inspiração…vou acompanhar s2




  3. Marina Espindola Em 27/09/2015

    Achei super boa a ideia, tenho sentido que o jornalismo social tem passado por um período de baixa, as pessoas estão cada vez mais críticas em relação a esse tipo de conteúdo. Tô curiosa pra ver o que vem pela frente!




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