ALE GARATTONI

Mãe da Maria Helena, profissional de branding e apaixonada por moda e beleza! Meu blog é o espaço "hora do recreio" no qual divido dicas, inspirações, apostas no universo das it girls e minha vida primeira pessoa na maternidade.

Primeira Pessoa

O que é – e por que – ter um blog em 2016

30 de março de 2016

Eu já tive cinco blogs, contando com o atual. Seis, levando em conta que o ItGirls foi, voltou e foi de novo. Muita gente deve achar que mudo muito de opinião. Há quem deva me julgar instável e não, eles não estão sem razão para tal. Mas isso é muito mais efeito de uma crença que nos é imputada desde que nascemos, de que somos os mesmos do dia zero ao juízo final. E ninguém é. Eu não sou, nunca serei, credo. Eu mudo de opinião, de vontade, de profissão e, na minha humilde opinião, o que vale é que tudo seja infinito enquanto dure. Carreiras, relacionamentos, ideias, que elas me preencham e me façam apaixonada durante suas vigências. Até que, então, possam dar lugar aos próximos das respectivas filas.

dica blog

Aí o mundo muda. Aí a comida preferida, de tão consumida, passa a nos causar enjoo só de sentir o cheiro, quem nunca passou por isso? Aí aquela quase-certeza se desconstrói quando a gente adquire mais repertório na vida. Aí dá vontade de começar do zero em algo que traga mais desafios do que certezas. Zona de conforto, nunca entendi por que essa expressão leva esse nome, já que para mim essa marola inofensiva e previsível não tem nada de confortável. Mas cada um cada um…

Comecei a rascunhar esse texto depois de me deparar com a chamada de uma matéria do YouPix, que diz exatamente algo sobre o que tenho conversado há tempos com amigas próximas que também blogam. As eras na internet mudam mais rápido do que em qualquer outro universo (culpa da fibra ótica, quem usou a discada é que sabe!). E agora é a hora e a vez do real. Do humano. Do opinativo e do primeira pessoa. Da identificação.

frase YouPix

Em 2007 – quase vida passada se tivermos um bom 4G como parâmetro –, eu comecei um blog que se chamava ItGirls e mostrava a vida de meninas que tinham estilos de vida que nunca seriam os nossos, a maioria que escrevia e consumia aquele conteúdo. Aquilo fazia um super sentido. Era a força do aspiracional, do recreio que divertia só por inspirar e mostrar o belo. O inatingível. Esse blog saiu de cena no auge e claro que eu tive momentos em que quase acreditei nos que me chamavam de doida, por deixar pra trás algo tão forte. Quer saber? Aquele mesmo blog, se feito daquela exata maneira, em terceira pessoa, com vínculo próximo de zero com a autora, não seria nada representativo hoje. Para os desejos de consumo de informação de hoje.

Algumas pessoas pegaram a onda do aspiracional e se tornaram, elas próprias, personalidades que inspiram e engajam. O fizeram por mérito, por carisma, por timing, tudo junto. Mas mesmo elas, com suas vidas distantes da realidade da maioria, são relevantes porque mostram o que são em primeira pessoa. E mesmo elas, com todos os milhões de pessoas que as acompanham fielmente, já começam a dividir a preferência da plateia com outros perfis TÃO antônimos – Jout Jout no YouTube e Thaynara no Snapchat, só para citar os mais fortes e recentes fenômenos.

Ruth Manus

A verdade é que quem me acompanha já percebeu que sem muito alarde eu adaptei pela enésima vez (enésima e não última, porque eu sou assim!) a pegada editorial do meu blog. Ela tem seguido o que eu mais tenho gostado de ler, ou seja, textos super pessoais sobre o que penso, o que testo, o que consumo de informação, o que gosto, onde vou – o blog que mais amo hoje é o Tem a Ver Comigo, que é exatamente um diário normal de uma pessoa normal com uma vida normal que divide dicas tão aleatórias como um livro, um lugar, um serviço.

É o que eu tenho chamado intimamente de “blogando como se fosse 2006”. Depois que nossos wwws ganharam as redes sociais como concorrentes, os looks e imagens bonitas não precisaram de nada além de um instagram. As notícias? Se resolvem em 140 caracteres de um tweet. Tá visto, tá suficiente. O que resta a um blog? A primeira pessoa real. O compartilhamento de algo que vai ser útil na prática também para quem lê. A identificação. O espectador não quer mais ser um mero receptador de conteúdo, ele quer ser parte da conversa.

E essa percepção de momento me inspirou também a quebrar um auto-bloqueio profissional…

Sempre havia me impedido de oferecer cursos ou serviços específicos para blogueiros porque temia a expectativa de entrega de algo que não existe {como a fórmula para criar a próxima Thássia, que muitas aguardaram e tentaram mesmo}. Mas hoje, encantada e inspirada por esse novo momento de blogar, sei que a ferramenta blog tem mil e uma utilidades. E é para quem quer criar uma voz, se posicionar dentro de um nicho e se valer de técnicas reais para fazer bem feito que eu vou estrear a mentoria Dica-Blog. Não é para quem quer acumular dez milhões de seguidores nem para quem quer disseminar o lifestyle esteticamente perfeito inatingível, mas certamente vai divertir, agradar e ser útil para quem quer se comunicar e usar o poder da rede para conquistar coisas incríveis, na vida ou na carreira!
{sobre a Mentoria Dica-Blog, conto mais até o fim de semana, aqui, no Facebook e no instagram @agbranding, combinado?! Só aproveitei a deixa para linkar uma coisa a outra.}

Carol Ruhman

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  1. Mariana G. Em 30/03/2016

    Te acompanho há tempos e nunca comentei. Esse texto, especialmente, me fez comentar: adorei! Muito bom! Inspirador! Parabéns 🙂




  2. Mi Silva Em 30/03/2016

    Ótimo texto!
    #prarefletir muito!!!
    Bjs
    Mi




  3. Claudia Ribeiro Em 30/03/2016

    Ale, por gostar muito do seu estilo, fui checar a dica de blog; a frase ” diário normal, de uma pessoa normal” a priori , pareceu irresistível. Que decepção! Eu esperava me reconhcer nessa “pessoal normal”. Dessa experiência tirei duas lições: Eu não sou normal, rs! Pontos de vistas são relativos.
    Sucesso no novo projeto!!!

    Somos todos diferentes! O ‘normal’ que usei foi pra falar que é a uma pessoa que não trabalha com blogs, pouco aparece na internet, não escreve pra ficar famosa e dá dicas bacanas! Talvez eu tenha usado uma palavra pouco apropriada, já que na verdade de perto ninguém é normal!!
    bjobjo, obrigada pela confiança




  4. Ana Cantarini Em 30/03/2016

    Uau! Ler seu texto, nesse momento, foi algo maravilhoso! (Tanto que até resolvi comentar! Sempre leio, mas nunca comentei.) Ele trouxe uma brisa de inspiração e incentivo. Felicidade por estar vivendo nesse momento também. As vezes me sinto desmotivada, mas meu blog é a minha verdade, então acaba que preciso dele pra conseguir continuar a vida, sabe?




  5. Bia Saad Em 30/03/2016

    Parabéns Ale pela reflexão e principalmente pela dica do ótimo Tem a ver comigo.
    Faz falta mesmo esse tipo de leitura real!! Independente de parecer normal ou não,esse tipo de escrita aproxima o leitor pq parece uma conversa que a gente tem com uma amiga,irmã ou colega de trabalho.
    Era assim que me sentia quando acompanhava seu ótimo It Girls.
    Espero sinceramente que esse tipo de leitura tenha sempre espaço na net.
    Bjs




  6. Joana Pacheco Em 30/03/2016

    Ale, adorei o texto e me identifico muito com esse jeito de blogar!
    Beijos!




  7. Fernanda Em 30/03/2016

    Oi Ale!

    Aqui é a Fernanda da Miss Laços! Não sei se você lembra.

    Esse curso seria para blogs específicos (para “primeira pessoa”) ou geral? Por exemplo um blog da Miss Laços?

    Tenho planos para fazer um (dica, claro, no seu curso de Branding!) mas não saberia por onde começar!

    Em falar nisso, tenho muitas novidades e planos para a Miss Laços!!!! Posso te mandar um email te contando?

    Beijos

    Fernanda

    Oi Fernanda, CLARO que lembro!
    O Dica Blog Mentoria será voltado para técnicas e posicionamento, ou seja, qualquer tipo ou intuito de blog. E claro que pode me escrever, quero saber as novidades! ;-))
    bjobjo




  8. Joy Costa Em 31/03/2016

    Adorei o post! Me identifiquei muito, além de inspirador nos faz refletir! Obrigada!!! ❣❣❣




  9. Patricia Cella Em 31/03/2016

    Oi Ale ! Eu tenho um blog e sinto que realmente o que as pessoas mais gostam é o pessoal mas é realmente difícil saber como manter essa linha all the time e por isso eu não vejo a hora deste seu próximo projeto estar a todo vapor para ser uma das suas primeiras clientes 😉 beijos




  10. Roberta Maia Em 31/03/2016

    Bom dia Alê, concordo desde a primeira até a última. Também tenho um blog que vai completar 5 anos agora em Maio, a principio era apenas um diario, considerando que eu tinha uma empresa que ficou ativa por quase 6 anos e por pouco não me levou o juízo, era o meu recreio.

    Depois do encerramento das atividades da empresa, tive vontade de investir no blog, passei um perrengue danado com coisas técnicas (programação/servidor) e pessoais. Sou Publicitária, fui empresária, especialista em Branding e na hora de fazer o meu negócio acontecer foi um deus nos acuda. Quanta insegurança… Patinei, essa é a melhor definição. Fiquei 1 ano escorregando de um lado pro outro, buscando respostas, testando formatos. Resolvi mudar de novo, ainda bem, porque como você disse, e eu concordo, que as coisas sejam eternas enquanto durem.

    Estou neste exato momento passando pelo 4 redesign, não só de marca, mas editorial também. Independente do mercado digital, eu sempre escrevi em primeira pessoa, sou completamente apaixonada por histórias, não consigo fazer diferente. Estou empolgada com este novo momento da internet, vamos ver o que o futuro digital nos reserva!

    Ah, quando meu forever new blog estiver pronto, volto pra te convidar, há tempos desejo fazer uma matéria com você. Topa?

    Com amor,

    Roberta




  11. Marcela Em 31/03/2016

    Alê, eu concordo muito com você! Eu mesma, que sempre amei blogs, tenho ido muito mais praqueles com uma pegada mais pessoal, mais verdadeira. Acho que tudo que ficou muito impessoal perdeu o glamour mesmo, as pessoas procuram algo para se relacionar, e isso é incrível! Fiquei muito curiosa sobre a Mentoria, vou querer fazer com certeza! <3




  12. Sofia Clementino Em 31/03/2016

    Olá Alê!

    mais uma vez, sensacional o seu post! Tenho um blog de beleza (mas nem só, como o nome Nem só de Blush indica!) e fico muito nesse debate interno da utilidade de um blog hoje em dia, onde as pessoas assistem mais vídeos e se viciam nas redes sociais do que lêm! Mas eu amo tanto ler posts interessantes e que acrescentam algo como os seus, que não desisto dessa plataforma! E você, sem dúvidas, me ajuda muito a seguir firme e forte! Sempre venho aqui ler o que você tem a dizer e continuo convencida de que um blog é e sempre será útil, para vários âmbitos da vida! Muito obrigada pelo trabalho incrível e honesto que você faz!

    Um grande beijo, de BH!




  13. Jéssica Em 31/03/2016

    Alê,

    Complementando o início do texto, cito uma frase atribuída a Blaise Pascal que gosto muito: “não tenho vergonha de mudar de ideia, porque não tenho vergonha de pensar”.

    Beijão.




  14. Adriana Em 31/03/2016

    Opa, então agora sai o meu blog “dos 33 aos 40 anos” – a saga de uma perdida na vida e na carreira.




  15. Cynthia Em 31/03/2016

    Esse texto resume meus pensamentos atuais. Não poderia concordar mais. E é por isso que nesse momento estou aniquilando dois blogs para criar o bom e velho diário. Onde eu falo do que gosto, do que uso, faço, vivo, experiencio sem me preocupar com modelos 😀




  16. Kaka Em 31/03/2016

    Sobre o “tem a ver”, antes eu gostava bastante, mas agora acho bem fraco, dá pra notar que não tem mais cuidado, pouca dedicação, nem comentário aceita mais… Já foi legal….

    A Betina trabalha muito e nunca teve pretensões na internet, o blog é total hobby. Tanto que na verdade ela tinha encerrado de vez e hoje em dia posta de vez em quando como se fosse um diário. Eu fiquei tão feliz dela ter “des-encerrado” que mesmo com poucos posts comemoro quando ela publica algo!!




  17. Aline Em 01/04/2016

    Oi Ale,
    Eu já tive vários blogs e também já fiquei muito tempo fora da blogosfera. Mas esse ano resolvi voltar com um blog que demorou para sair do papel e só aconteceu quando eu decidi que ele seria bem pessoal, com relatos, dicas, experiências, mas sem enfeitar muito, porque sou uma pessoa normal que muitas vezes sequer consegue tempo para escrever. O blog está tomando forma, mas ainda assim está acontecendo como eu gostaria!

    Adorei o texto. E concordo com você sobre a questão das mudanças serem lindas e necessárias. Tudo bem não caber mais naquela escolha anterior, tudo bem também mudar de idéia. Significa amadurecimento, autoconhecimento e felicidade!

    Um beijo!




  18. Cláudia Stadler Mikoski Martins Em 01/04/2016

    Adoro o que você escreve, sempre me identifico. Parabéns por seu blog.




  19. Michele Hoster Em 30/04/2016

    Gostei muito deste site. Muito boas as matérias




  20. Debora Em 23/05/2016

    Oie Ale, gostei muito da matéria, como estou começando um blog de viagens, nada como dicas valiosas como esta. Te acompanhando sempre agora. Beijos =)




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