ALE GARATTONI

Carioca em SP, leonina, mãe da MH. Este blog é o meu hobby-recreio e aqui você vai ler posts que agradam aos olhos, à mente, à energia. Com beleza, suspiros e leveza! Cuide de sua alma e inspire-se, para ser & fazer melhor.

Mães & Filhos

Tudo sobre (minha) gravidez

1 de agosto de 2013

Dias atrás, lendo o diário de gravidez no Blog da Mariah, me inspirei em escrever um post geral sobre o assunto. Achei que seria uma bela forma de retomar o blog, né?! Então, puxe a cadeira que lá vem assunto…

O “ANTES” E A DESCOBERTA
Já contei um pouquinho sobre isso aqui no começo do blog. Já estava casada há quatro anos e adiei bastante o início das tentativas. Sei lá por que, sempre achava que devia esperar até depois daquela viagem, daquele trabalho, daquele projeto… e fui adiando, adiando. Hoje vejo que tudo acontece na hora que tem que ser. Saí de férias da semana do meu aniversário do ano passado (exatamente um ano atrás!), “liberei” e, por muita sorte, Maria Helena foi encomendada assim, de primeira. Como sempre fui muito regulada, bastou que minha menstruação atrasasse uns dois dias para que eu desconfiasse. Ia ao Rio, marquei uma consulta com meu ginecologista (que até então era um profissional de lá) e confirmei a gravidez na 5ª semana. Os primeiros a saber foram papai – que estava no Alasca, então só pudemos comemorar remotamente! –, a vovó materna e a dinda (uma prima que é como se fosse a irmã que não tive). Mas, emoções à parte, a ficha demora a cair, viu?!

ALIMENTAÇÃO NA GRAVIDEZ
Sempre fui meio desencanada com alimentação e exercícios, mas desde o dia zero encarei a responsabilidade que era gerar um ser humano e coloquei toda a salada, comida saudável e água que eu podia na minha dieta. Mas também fiquei muuuuito mais faminta e gulosa do que era e passei a sentir vontade constante de doces – não conseguia passar um dia sem chocolate, algo que antes ou depois da gravidez nunca fez tanto a minha cabeça! Tive acompanhamento de uma nutricionista do 4º ao 7º mês de gravidez (depois eu fugi, confesso!), mas nunca fui exatamente disciplinada com calorias. O placar de passar nove meses comendo o certo e complementando com o não tão certo sem restrições? 22 quilos a mais na balança!

BELEZA NA GRAVIDEZ
No primeiro trimestre, fiquei bem neurótica evitando tudo. Não usei UM cosmético. O resultado disso foi uma pele super seca, claro! No 4º mês, busquei a ajuda de uma dermatologista, que me prescreveu o que não faria mal ao bebê e faria muito bem à mamãe! Passei a fazer uma maravilhosa limpeza de pele com frequência e a usar com disciplina os creminhos para o rosto. Para o corpo, mergulhei em cremes e óleos desde o comecinho da gravidez e, ufa!, saí ilesa das temidas estrias. Não inchei quase nada, então só fui passar a fazer drenagem no último mês (aí passei a fazer duas vezes por semana e mantive a rotina nos dois primeiros meses pós-parto, ajudou bastante, acho!).

PREPARATIVOS E ENXOVAL
Eu era um zero à esquerda em tudo que diz respeito ao universo dos bebês. Não tinha ideia de nada de nada! Tive a ajuda da Mi, do Tips for Mommy, para elaborar minha lista de enxoval e digo que foi ótimo ter alguém pé no chão me ajudando – mães de primeira viagem têm uma quedinha pelo exagero e eu odeio desperdícios. Aos poucos quero fazer post dos itens que, hoje, se mostram REALMENTE indispensáveis. Eles estarão dentro da tagenxoval ideal”, ok?!

TEMPERAMENTO E HORMÔNIOS: KEEP CALM!
Não sei até que ponto é mito ou verdade que a criança se influencia pelo ambiente de sua gravidez, mas o que posso dizer é que minha filha é ultra calminha e tranquila. E que, coincidência ou não, eu me tornei, no geral, uma pessoa MUITO mais zen enquanto ela estava na barriga. Consciente e inconscientemente, deixei de me estressar com bobagens e tive reações absolutamente equilibradas a toda e qualquer adversidade – e olha que, passando por processos de venda, compra e reforma de apartamento, esses momentos de adversidade existiram em peso!

A ESCOLHA DO PARTO
Também já contei detalhadamente meu parto aqui. Desde o dia zero, queria o normal. Por sorte, a obstetra que escolhi para acompanhar minha gravidez e fazer meu parto aqui em São Paulo – pré-natal na ponte-aérea não seria viável, né?! – é uma super incentivadora da prática. A dra. Lucila Pires Evangelista e sua equipe maravilhosa de enfermeiras obstetrizes me ajudaram muito e, com paciência e maestria, aguardaram minha baby preguiçosinha até que ela resolvesse descer (a dilatação demorou, a descida demorou, tudo demorou. muitos médicos, nesse cenário, teriam partido para a cesárea)! Foram 13 horas de trabalho de parto sem nenhum sofrimento e no melhor clima do mundo. No mesmo dia (MH nasceu às cinco da manhã) eu já tinha vida normal!

E A CARREIRA?
Essa foi uma das perguntas que surgiram no Facebook quando eu disse que faria esse post. Sou do tipo “pacote completo” – quando estou trabalhando estou trabalhando, quando estou festejando estou festejando. Certo ou errado, não sei, mas sou intensa e gosto de focar em um papel por vez. Por conta disso, já vinha há tempos tentando desligar um pouco meu lado workaholic para me dedicar à família e à ideia de engravidar. Sempre surgia um convite que me balançava e eu acabava embarcando nele por um tempo. Sim, sinto falta de trabalhar, de estar mais envolvida em projetos legais. Mas, por ora, minha prioridade é minha filha. Como tenho meus “trabalhos” nos blogs, que me permitem flexibilidade, pretendo conciliá-los com a maternidade neste começo – porque viver só de fraldas e mamadeiras também não é o que quero nem o que acho saudável para mim e para minha filha!

O CORPO PÓS-PARTO
Tive a maior dúvida do mundo em relação ao uso da cinta. Sinceramente, não sei se por conta do meu biotipo (nunca tive barriga antes, minhas gordurinhas, quando apareciam, curtiam mesmo os meus quadris!) ou se por conta do parto normal (que diminui o útero mais rápido no pós-parto), a barriga voltou ao lugar muito depressa. Nos dois primeiros meses usei calcinhas mais altas e com leve compressão. A tal cinta eu usei por uma meia dúzia de dias e enjoei – senti que ela parecia mais eficiente para moldar cintura do que retornar a barriga na verdade. Dos 22 quilos (!!!) adquiridos, perdi 12 nas primeiras duas semanas. Os outros 10? “Tamo junto!”. Há um mês parei de ficar me pesando, sei que ainda tenho um longo caminho para recuperar o peso de antes. Mas sinceramente não estou encanada com isso não! Estava bem magrinha antes da gravidez, então, mesmo com esse, digamos, sobrepeso, estou ok com meu corpo (só quero retomar o peso de antes porque senão vou perder meu armário inteirinho! #EikeDrama!).

AMAMENTAÇÃO
Deixei pro fim o assunto que é um tabu máximo pra mim – e, desde já, peço que sejam gentis ao tocar nesse meu ponto fraco! Na minha cabeça de leiga, sempre achei que amamentar era igual nas novelas e filmes: o bebê saía, o leite imediatamente descia, você encostava a criança no peito e se dava o milagre da vida! Hoje, sei que esse tema é tabu para mais gente, pois os julgamentos são imediatos (eu mesma já julguei em pensamento mães que não amamentavam, como fui tola!). Só depois do que passei, vim a saber que amigas próximas não tinham amamentado também. É o tipo da coisa que, acho, só se conta quando se sente uma empatia sobre o assunto no outro. Meu leite demorou a descer, minha filha (talvez por isso) desenvolveu um misto de preguiça e impaciência para o processo e eu não tive inteligência emocional para deixá-la berrando de fome até que tudo entrasse nos eixos. Sinto culpa, tenho isso como algo mal resolvido, não indico meu comportamento a NINGUÉM – sonhava com amamentação exclusiva até os seis meses. Mas o resumo da ópera é que logo nas primeiras semanas ela começou com o complemento e passou a ficar ainda mais difícil aceitar o peito. Ainda consegui manter o leite materno na dieta dela até um mês e pouco, com a ajuda da bombinha elétrica (tirava na bombinha e dava na mamadeira). Li bastante sobre isso, aprendi a pesar todos os lados, mas aos poucos estou aprendendo a lidar com esse fato sem ficar me justificando o tempo todo. Porque taí um ditado certo: nasce uma mãe, nasce uma culpa!
p.s. para as grávidas, indico desde já: BUSQUEM AJUDA sobre amamentação ainda na gravidez. Não é tão automático como mostram nas novelas da Globo e hoje eu imagino que, talvez, se eu tivesse mais conhecimento e preparo, minha história poderia ter sido diferente!

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  1. Dani Oliva Em 01/08/2013

    Desde que eu engravidei coloquei seu blog no meu blog roll, para acompanhar seus posts. =)
    Ai..eu to no inicio do sexto mes, ainda não fui na nutricionista que meu medico indicou, primeiro pq não é do plano..mas tem reembolso (demora dias) e porque eu nem estou comendo muito, mas engordar…to demais!
    Cortei por mim mesma algumas coisas e praticamente todos os doces existentes e já engordei 8 kg. Meu medico fica me falando que vou ter depressao pos parto e que ficarei chorando e bla bla bla.
    Não acho que isso va acontecer, mas me irrita! rs
    Escolhi cesarea pq nao quero imaginar nada saindo da vagina! tenho pavor…mas nada contra! rs
    Quanto ao enxoval, estou comprando coisas muito essenciais. Não sou daquelas maes deslumbradas! rs
    Adorei seu post! Beijos




  2. Patricia Em 01/08/2013

    Também não consegui amamentar, meu filho já tem 1 ano e 5 meses e até hoje me sinto mal com o assunto…




  3. Tatiana Em 01/08/2013

    Alê, adoro o misto de informação + experiência que você mantêm nos posts. Leio sempre, mas nunca comento! Hoje deu vontade… Parabéns pelo profissionalismo nos blogs, pela sensatez mesmo nos assuntos mais delicados e polêmicos. Adorei o resumão sobre a gravidez… mesmo ainda não estando grávida! Te admiro!




  4. Dani Em 02/08/2013

    Ale, queria te deixar um beijo e um conforto em relação à amamentação. Você fez o seu melhor. Nessa hora as pessoas são impiedosas com a mãe – primeiro forçam a barra para que você “decida” entrar com o complemento (a gente sabe que não é exatamente uma decisão, a mãe simplesmente cede à pressão externa). Depois, quando as coisas desandam, a mãe foi a culpada, egoísta, preguiçosa que não quis amamentar.
    Ninguém senta contigo, ninguém está disposto a te escutar, a entender o que está acontecendo, a te acalmar e a tentar resolver o problema. É só pressão “você tá deixando o nene passar fome, dá logo o complemento” e depois cobrança “mas parou de insistir porque?”.
    Você não foi a primeira nem será a última. E a sua relação com a sua filha em nada irá se alterar. Você faz o seu melhor, você se doa, ela é segura (pode ter certeza) do seu amor por ela.
    Beijão grande




  5. Camila Em 02/08/2013

    adorei o post e mais ainda o relato sobre a amamentação.
    tenho um bebe de cinco meses que chorou por 30 dias sem parar. ao consultar um especialista em amamentação, descobri que nao tinha leite suficiente. passei a complementar com a sondinha e então ele ficou no peito por mais dois meses, ate que a sondinha se tornou impraticável. tentei colocar no só no peito, mas o bebe nao tinha paciencia com o baixo fluxo do leite. daí passei a tirar meu leite na bombinha e dar na mamadeira. tiro metade do que ele mama e complemento o restante. e assim tenho vivido, tirando leite cinco vezes por dia. Ahahaha foi muito dificil aceitar. ainda nao aceito.
    isso é bem mais comum do que imaginamos, o que meio que ameniza a culpa.
    amei ler esse post e, como você, estou aprendendo a lidar com isso sem me justificar tanto ! ja julguei demais quem nao amamentava e estou pagando minha língua. alias, parece que a maternidade é um eterno pagamento de língua !
    obrigada por compartilhar !




  6. Gabelita Em 02/08/2013

    Amei, já mandei pra minha irmã gravidinha! 😀
    Parabéns pelo blog.




  7. Hebe Em 02/08/2013

    Oi Ale,
    Sinta se abracada e compreendida quanto a amamentacao. So quem passou por muita dificuldade entende e respeita. Tambem sofri muito, muito mesmo com isso, sei como e demora do leite em descer…a dor das fissuras, tive fungo tambem, o que piorava a dor e a cicatrizacao das fissuras… Enfim, meu parto normal foi fichinha diante da amamentacao. Vc ja leu sobre relactacao? Da uma olhada. Eu fiquei pessima de nao ter conseguido e resolvi tentar a relactacao. Busquei ajuda com uma consultora excelente para comecar. E desgastante, desanumei muitas vezes, mas quando minha filha fez cinco meses conseguimos parar com o leite artificial e ficar so no peito. Tem sido gratificante. E mesmo que ela ainda precisasse de complemento teria valido a pena pelo vinculo atraves da amamentacao que a relactacao ajuda a resgatar. Mas como disse a consultora que me orientou, o que importa sempre e o vinculo com seu bebe, independente do que e como ele mame. Perdoe se. PS: leio seus blogs ha um tempao…e adoro! Bjo grande




  8. Erika Hamada Em 02/08/2013

    boa tarde

    acabei de ler o post. Estou grávida de seis meses e estou aguardando todos esses momentos, e como estou de licença médica estou conseguindo ler e me informar bastante sobre esse mundo de ser mãe. Não sabia que tinham tanto tabus em relação a amamentação e outros assuntos.
    Eu sou uma pessoa mais tranquila e e sou positiva, entao digo a voces futuras mames que nao se preocupem, o que voces estao fazendo, ou fazem já demonstram o quanto vocês estao preocupadas com o bem estar do seu filho. Amamentando ou nao, o importante é nao deixar o bebe sem leite, e hoje existe mil tipos de leites que chegam perto do leite materno.
    Eu digo isso porque nunca fui amamentada no peito pela minha mae e quando eu tinha quinze anos eu vi o quanto ela sofreu em saber que nao teria leite para a minha irmao que nasceu.
    Eu sei que nao estou sofrendo na pele e posso pagar a minha lingua, mas tambem tenho ciencia que existe uma mae nasce a culpa e isso vai com a gente até o resto de nossas vidas. O importante é nao deixar essa culpa consumi-las. Pensem que somos vitoriosas em conseguir o dom de ser mae, de carregar um nene, pois um nene nao é facil nem em sua concepcao e enquanto mais o resto.
    Parabens por serem maes…por ficarem de noites e madrugadas acordadas, por cuidaresm dos seus filhos com a força divina porque nao deve ser facil acordar de 3 em 3 horas pra amamentar! parabens a todas voces.
    Ale continue com seus posts..nao some nao! adoro sua desconstraçao no seu blog sobre suas experiencias de vida!
    bjoksss
    Erika Hamada




  9. Ana Em 02/08/2013

    Melhor post que já li sobre as experiências vividas na gravidez! Parabéns pela sua clareza, simplicidade e honestidade!




  10. maria clara Em 05/08/2013

    ale, se a amamentação é um assunto mal resolvido pra você, o meu parto também não está resolvido pra mim. acho que vou precisar de terapia para aceitar o que aconteceu comigo. na verdade, muita gente, incluindo familiares, acha frescura o que eu sinto, mas na verdade eu sempre sonhei em ter minha filha de parto normal. as circunstancias favoreciam para isso, mas a médica me “convenceu” dizendo que a bebê poderia sofrer. eu cheguei na maternidade com 39 semanas e 5cm dilatada, mas após 4 horas (SÒ 4 HORAS), eu não tinha evoluído, ela então fez o cardiotoco (batimentos do bebê) e viu que estava bem. daqui a pouco ela volta e diz que o bebê poderia sofrer pq estava demorando muito, e que não se responsabilizava se acontecesse algo errado por ter esperado o PN. pronto, conseguiu “me convencer”. fui pra faca chorando. meu pai achou que eu tava nervosa, mas eu tava triste de saber que eu poderia esperar mais. detalhe: esse dia era sábado a tarde, dias antes do natal, e a médica tava doida pra ir pro shopping. só de falar isso pra você já me dá vontade de chorar! #tamojunto bjs




  11. Cristiane Em 08/08/2013

    Excelente post Ale!!!
    A forma como vc escreve é muito bacana, esclarecedora e inteligente.
    Obrigada por ter voltado a escrever este blog.
    Você não tem idéia de quanto esse seu post tem ajudado muita mamães de primeira viagem. Parabéns!!!
    Agora, por favor, fale sobre os produtos de beleza que sua dermato lhe indicou.
    É bom pra se ter uma idéia de quais produtos podem ser usados durante a gravidez. Tem muita gente que não tem oportunidade de procurar um bom dermatologista.
    Vai ajudar demais todas as mamães.
    Um beijo grande pra vc e sua filhota. DEUS as abençoe.




  12. Daniela Lobo Em 30/09/2013

    nao consegui neste post seguir os links ajuda da Mi e a maravilhosa limpeza de pele…. voce pode passar para mim os posts? Obrigada Daniela Lobo

    Ixi, to no celular e não vou conseguir buscar agora, mas os links não tão funcionando porque ainda tão direcionados pro site antigo. Mas eles já foram todos importados pra este novo site, então coloca a palavra na busca aqui do lado direito que aparece o link certo. Qq dúvida, me fale!




  13. Ana Beh Em 09/10/2013

    Olá, maravilhoso o post!
    Aliás seu blog é muito bom, estou devorando.

    Gostaria de falar sobra a amamentação, minha experiência.

    Minha mãe amamentou muito pouco todos lá de casa, dizendo que não tinha leite, que é difícil e mil coisas e em resumo que eu também não ia conseguir.
    Eu não quis aceitar isso, mas no fundo achava que não ia conseguir também.
    Fiquei de repouso os dois ultimos meses de gravidez e não fiz o tal curso de amamentação que me recomendaram como fantástico.
    Então li mil coisas, me afundei no assunto.
    Sem conficança em mim mesma, contratei uma enfermeira especialista para me “ensinar” e ela combinou 3 visitas de uma hora cada uma, uma no dia seguinte ao parto, uma no dia da descida do leite e uma quando o bb tinha 20 dias. Tá, então vamos tentar.
    Foi tão bom, mas tão bom, mas tão bom, que eu amamentei até meu filho completar 1 a e 10 meses e tivemos um desmame muito tranquilo.
    É claro que senti dor, tive peito rachado, peito duro, bb chorou, minha mae comprou uma late de leite, porque era um absurdo eu não ter uma em casa.
    Mas tudo foi contornado.
    Nem eu acredito que deu certo. Não sei se foi a mulher ou se fui eu ou se foi o bb ou se foi milagre.
    Só sei que deu certo.
    Agora estou esperando o segundo, mas continuo com frio na barriga… não me acho especialista em amamentação nem nada, acho que vou seguir a mesma receita.
    Vamos ver.

    abraços!

    Ana




  14. Ana Em 12/11/2013

    Ale, leio vários blogs há bastante tempo. Confesso que é uma delícia passar o tempo assim. Lia bastante sobre moda e dicas do dia a dia ( viagens, restaurantes,..), mas desde que fiquei grávida, mudei um pouco o foco e passei a ler mais (e quase SOMENTE) sobre gravidez e bebês. Mas NUNCA comentei em nenhum deles. Enfim, como falei era mais um passatempo, mas esse post não tive como comentar (até bem tarde por sinal…) e vocês vai entender o pq.

    Bom, assim como vc também sou carioca e estou morando em São Paulo, E TAMBÉM, acabei de ter um filho (bem pertinho da MH por sinal… 30/04).
    Coincidências à parte…
    Concordo com TUDO que vc falou, mas meu comentário aqui vai mais para a parte de amamentação.
    Costumo dizer que quando nasce um bebê, nasce uma mãe, uma culpa E UMA LINGUA MORDIDA.
    Nossa… quantas vezes “mordi minha lingua” por fazer coisas que achava que não iria fazer, não fazer coisas que achava que iria fazer… enfim… por acontecer tudo ao contrario do que achava que aconteceria.
    Mas como disse, meu comentário é sobre amamentação.
    Minha mãe teve 3 filhas e desde que engravidei ela sempre me falou para não ter tanta culpa com relação a amamentação, pois o leite dela praticamente não desceu para mim, para minha irmã do meio ela teve leite normal e para a minha irmã menor o seio dela rachava de tanto leit. Uma gravidez totalmente diferente da outra. Ela sempre me disse que ela tentava sempre dar o peito, mas nunca se privava de fazer as coisas, ou seja, se precisasse sair e tinha que amamentar uma de nós 3, tirava o leite e deixava para a minha avó dar, mas se não tivesse tempo para isso (dava a fórmula mesmo). Hoje estamos aqui, graças a Deus, com muita saúde e não foi o leite de fórmula que prejudicou em alguma coisa.
    Enfim… Quando meu filho nasceu ainda queria muito tentar amamentar e confesso que no começo até levei jeito e cheguei a gostar ( pode parecer loucura para muitas mães eu sei), mas meu filho parecia um mini dinossauro e tinha muita fome. Logo na maternidade (mesmo amamentando toda hora que fosse necessário), meu colostro não estava sendo suficiente para ele. Sim, os bebês nascem com uma reserva boa, mas mesmo assim não estava sendo suficiente e antes mesmo de sair da maternidade, viram que ele tinha perdido o peso que era para perder em 3 dias, já no segundo dia. Resumindo, sai da maternidade já completando meu leite com a fórmula ( ai AQUELA culpa bateu bastante, ficava pensando pq meu corpo não havia produzido leite suficiente para meu filho, se eu deveria ter comido alguma coisa na gravidez que não comi e etc). Mas, pelo menos, me consolava que estava dando também o leite materno. Ok… para completar meu peito ficou muitooooo machucado ( eu sei que todos ficam, mas o meu foi algo além do normal), e eu sempre pensava “isso vai passar… vamos Ana vc consegue”, mas, infelizmente, um belo dia vi que meu filho estava engolindo um pouco de sangue que saia do meu seio e isso para mim foi o fim. Depois disso passei a tirar o leite com a bomba e dar na mamadeira. Não durou muito tempo. Com a falta de estimulação do seio por meios naturais, meio leite começou a secar e quando os machucados cicatrizaram e eu quis voltar a dar o peite para estimular mais, meu filho ficou preguiçoso ( ou melhor… bem esperto) e percebeu que sugar a mamadeira era muito mais fácil do que o peito. O resultado disso tudo foi: APENAS 15 dias de leite materno, e após esses 15 dias SOMENTE fórmula. Fiquei com muita culpa, mas os médicos me deixaram mais tranquila e falaram que o mais importante mesmo eu tenha dado que era o colostro e que hoje em dia as fórmulas estão muitooo desenvolvidas (mesmo eles tendo me estimulado a amamentar). Hoje meu filho tem 6 meses e meio, é super saudável, super esperto, não é nem um pouco acima do peso ( muita gente acha que se o bebê tomar fórmula vai engordar muito e tal) e NUNCA pegou nem um resfriado (ao contrário de amiguinhos que nasceram na mesma época e inclusive de uma priminha com a mesma idade que já pegaram várias vezes resfriados, febres, etc.).
    Bom o que queria com esse comentário era te tranquilizar ( mesmo sendo bem tarde, já que esse post foi a meses atrás), e falar para vc não ter culpa, pois sua filhota está ai super linda e saudável e aprendi que amamentar é muito importante, mas caso isso não seja possível por qualquer motivo que for, a vida segue e hoje as fórmulas estão super bem preparadas para supri o leite materno.
    Desculpa o super comentário, mas acho que vale por ser algo bem positivo né.
    Muita sorte e felicidade com sua filhota linda, vcs merecem muito.
    beijos




  15. Paula Em 31/01/2014

    Oi Alessandra, comovente seu relato sobre a amamentação, me tocou muito, parabéns pela coragem de ser sem pudor, parabéns por poder assumir suas limitações, acho isso lindo, humano, real! Eu amamentei por 6 meses, depois não tive mais leite, mas para mim, foi sim meio que novelesco. Minha filha nasceu de uma cesária porque eu não tive nenhum contração, nenhuma dilatação e a bolsa estourou, mas assim que ela nasceu, ainda na sala de recuperação eu encostei ela no seio, pedi para que todos que estavam no quarto comigo, exceto meu marido, saísse. Fiquei e eu ela, tentando se ajeitar, veio uma pessoa do hospital oferecer ajuda, orientação mas eu agradeci e disse que eu queria tentar isso primeiro sozinha e que se houve ase alguma dificuldade eu chamaria ela. Ficamos ali, um tempinho, não sei quantotempo ao certo, ela colocou a boca no bico do meu seio, fui ajeitando ela no meu colo, me ajeitando, tudo meio desengonçado mesmo, mas ela mamou, eu não tive dor, meu peito não rachou (mas preparei com banho de luz e esponja vegetal desde o começo, fui orientada por minha ginecologista/obstetra para isso), foi tudo bem até eu parar de ter leite. Voltei a trabalhar depois de 2 meses(não o dia todo, sou autônoma e ia as vezes umas horinhas de manhã e quase sempre umas horinhas à tarde, para esse períodos eu tirava o leite e ela tomava na mamadeira, e contrariando ao me falavam, ela nunca desistiu do seio mesmo mamando na mamadeira de vez em quando. Acho importante nós mulheres entendermos que cada mulher é uma, cada gestação é uma, cada bebê é um. Tenho certeza que sua filha será tão feliz e saudável quanto a minha, ou quanto outra criança que mamou ainda mais no seio. As vezes acho que essas campanhas de aleitamento exageram e acabam por promover essa culpa, como se quem não amamentasse fosse alguém ruim, ou desinformado, ou egoísta; muitas mulheres não amamentam pq não têm leite, outras pq não conseguem, e ainda existe aquelas que se sentem invadidas (já conheci alguém assim e acho que é legítimo, é um direito da mãe, independente da minha opinião pessoal sobre essa decisão, não me dou o direito de desrespeitar, e acho que ninguém deveria se dar esse direito, acho que cada um tem direito e condição de reger sua vida, de fazer suas escolhas). Não fique tão presa com essa questão, sua filha crescerá feliz e saudável, e seu vínculo com ela, certamente, assim como toda relação mãe/filha se dará por inúmeros outros meios. Uma mamadeira dada com amor, com troca de olhares, com afeto e aconchego pode ser um alimento melhor que um seio oferecido quase como uma condição, dá para entender o ponto que eu estou tocando? Já pensou nisso? Somos humanos, para nós, tudo passa pelas relações. Um beijo




  16. Pingback: Pot-pourri “meus posts atemporais” (parte 5/5) | Ale Garattoni | Moda, Beleza, Viagens, Gravidez, Carreiras e Coisas de casa

  17. Jussiane Azevedo Em 09/08/2014

    Oi Ale, ainda não sou mami mas estou na tentativa.
    vai parecer engraçado o que vou dizer mas, vou contar “minha experiência” com a amamentação.
    Minha prima, tb se chama Ale, teve o primeiro filho e eu e minha Mãe fomos as primeiras a visitá-la no hospital.
    Fomos nós que fomos buscar o bb no berçário pra levar pro quarto.
    Fui ajudá-la a dar mamá pro bb e ela nem tinha bico. Enfim, imagine eu, solteira e sem filhos, dizendo como ela tinha que segurar o bb pra mamar. Inclusive disse pra ela segurar com o dedo a boquinha dele que seria mais fácil.
    Obviamente ela só tinha colostro, e ela começou a ficar nervosa dizendo que não tinha leite, e eu e minha mãe explicando pra ela que no começo vem o colostro e as vezes demora pra vir o leite. E minha mãe piadista falou: escute menina, vc acha que leite de peito é igual leite de vaca? Vc aperta a “teta” e sai espirrando pra todo lado?
    E ela: não é?
    Acho que ela ficou muito nervosa, mesmo a gente e tb a enfermeira dizendo que era assim mesmo, em uma semana ela disse que o peito secou e passou pra mamadeira.
    Ficou super frutrada. Mas são coisas que podem acontecer não é mesmo?
    Espero que quando chegue minha vez eu esteja mais preparada mas do jeito que sou nervosa… sei não rs
    🙂
    Ah sim, como aprendi algumas coisas sobre bb? Amando bbs e trabalhando duas empresas onde num periodo
    de 4 anos acompanhei a gravidez, cha de bb, n papos de mães, de mais ou menos 30 mulheres! Rs
    acabo até pesquisando sobre o assunto justamente pra poder ter assunto embora algumas coisas eu não possa opinar já que não sou mãe! 😀
    to adorando seu blog! Bjs




  18. INES LAZZARI Em 31/05/2017

    Adorei este roteiro pois me de tranquilidade e vou sempre olhar o artigo para não ficar paranoica rsssss

    Obrigado Amiga

    Sucesso




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