ALE GARATTONI

Mãe da Maria Helena, profissional de branding e apaixonada por moda e beleza! Meu blog é o espaço "hora do recreio" no qual divido dicas, inspirações, apostas no universo das it girls e minha vida primeira pessoa na maternidade.

To Grávida

Por que eu sempre aceitei (e pedi) ajuda para ser mãe

16 de fevereiro de 2016

Vira e mexe surgem textos e polêmicas viralizadas acerca do universo da maternidade. Nem as que floreiam e romantizam nem as que colocam um peso que – para outros olhos – parece exagerado estão mentindo: em quase três anos como mãe eu aprendi que cada experiência é única e que os calos nunca apertam no mesmo lugar para todas as mulheres. Ter que fingir que achou uma fase complicadíssima para não parecer mentirosa ostensiva é tão besteira como ter que colocar lentes pink no que não foi molezinha. Eu, por exemplo, AMEI a gravidez e morro de saudade da minha barriga, ainda que a fase tenha me trazido 22 quilos extras que levaram um ano e meio para ir embora por completo. Mas não fale comigo sobre amamentação, porque taí meu ponto fraco. É isso, entende? O que é fácil pra uma é corriqueiro pra outra. E vice-versa. A única certeza que tenho é que não há certezas, não há padrões absolutos de nível de dificuldade e que não há apenas dois cenários, o da maternidade comercial de margarina e a maternidade sofrida pesada, quase arrependida. Tem uma estrada enorme aí no meio com muitas, muitas paradas e muitos cenários.

MAIS: Sobre o Que Chamam de Maternidade Ostentação

Dito isto, eu falo por mim. A maternidade foi/é fácil? NÃO, nem perto disso. Para uma filha única leonina super individualista {que ama dormir e detesta dar satisfações!}, com fortes tendências a impaciência, foi difícil passar a orbitar em torno de outro planeta que não meu próprio Sol. Especialmente porque, ao menos no meu caso, o amor avassalador – que justifica e explica toda essa doação – foi e segue se construindo com a convivência, com as descobertas. Vejam bem, já era mãe leoa desde o dia um, ok. Mas nada se compara ao amor que sinto hoje e, provavelmente, ao que vou sentir em dois, cinco, dez anos. Até porque, sim, nos primeiros meses estamos vivendo uma queda hormonal que merece observação e atenção. Nem apenas a depressão pós-parto existe e nem apenas o caso extremado que leva até a crimes é depressão pós-parto, há muito mito e preconceito acerca de tudo isso. Não há mulher que não tenha essa variação hormonal (porque é químico/físico, real) e pra cada uma o impacto será diferente.

ale e MH

Amor de mãe só aumenta, esse clichê me permito. Mas voltando: se não é fácil, também não posso dizer que, pra mim, é difícil além dos limites. Tem dias mais puxados, tem momentos de querer se trancar na despensa, tem horas que eu fujo desse plano espiritual com um fone de ouvido. Eu não sou nem nunca serei a Miss Paciência e não tenho o perfil de mãe popular da porta da escola. Mas me aceito. E peço/aceito ajuda. Taí o que considero meu trunfo, meu curinga, meu álibi para manter minha sanidade.

MAIS: Charlotte, Eu e Você Somos Ótimas Mães

Não tive babá até MH chegar perto dos dois anos. Mas, mesmo assim, nunca me vi como auto-suficiente. O pai sempre participou ativamente de todas as funções. Eu não tenho nenhuma culpa de contar com as avós para dormir até mais tarde no fim de semana. Isso não é uma regra nem um padrão do certo, é o que funciona PRA MIM. É a mãe que eu posso ser. O peso em geral está muito mais nas expectativas e nas dificuldades de atender o que se julga o certo (em detrimento das suas próprias convicções e possibilidades) do que no dia a dia em si. Tenho certeza que muita gente até na família deve me achar aquém da média. Mas eu escolho ser julgada em vez de sacrificar minha sanidade mental. Porque no fim é ela – e não o número de sacrifícios – que vai fazer de mim a melhor mãe para minha MH…

MAIS: A Melhor Mãe Que Eu Posso Ser

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To Grávida

Cinco coisas que ensinarei a minha filha…

25 de novembro de 2015

Já tinha escrito um post sobre o que quero pra minha filha, que não vai muito além dos clichês básicos que toda mãe pensa logo que coloca um bebê no mundo. Mas dia desses comecei a pensar em mais valores muito, muito importantes – nem todos ensinados na infância, nem sempre aprendidos fora da situação em que se fazem necessários. Não sei ao certo o quanto pode se passar isso na teoria fora da prática, mas quero tentar mostrar tudo isso antes que ela precise vir a sofrer pela falta de qualquer uma destas coisas…

MH coração

RESILIÊNCIA
Acredito ter aprendido de forma inconsciente, por observação. E como faz diferença… É ela que nos permite entender e aceitar que tudo muda, que há altos e baixos, que planos desvirtuam. E nos faz entender tudo isso como crescimento e aprendizado, jamais como problema.

EXERCÍCIO: NÃO JULGAR
O pai muito sábio de uma amiga sempre dizia:  “toda história tem três lados – a versão da primeira pessoa, a versão da segunda pessoa e a versão verdadeira”. E é exatamente por isso que eu acredito no (difícil) exercício diário de não julgar. Ao menos não antes de conhecer no mínimo dois lados. A gente se surpreende – e/ou se decepciona – todos os dias quando parte daí. Mas certamente se torna uma pessoa mais justa e com menos telhado de vidro.

PACIÊNCIA, (QUASE) SEMPRE
Calma, tenha calma. Lembro que ia morrer de amor aos 15, de tédio aos 24 e de desesperança aos 29. E é essa falsa impressão apressada que leva a decisões nem sempre acertadas. Não sei se existem pesquisas oficiais que comprovem, mas a impulsividade leva a 90% dos erros!

IMPULSIVIDADE, POR QUE NÃO?
Por outro lado…um pouco de impulsividade também não mata – quando muito, fortalece. Quem pensa e planeja demais perde o melhor da vida, que costuma vir no susto sem avisar.

AUTO-ESTIMA, SEU MELHOR VALOR
Dias atrás, conversando com um amigo e questionando certos porquês, concluímos que tudo, quase tudo parte da auto-estima. Ela parte da base de amor que se recebe e também do fortalecimento da personalidade de maneira saudável, sem exageros. Porque o que vem do mundo – especialmente o que a gente se predispõe a aceitar – e como vamos lidar com isso dependem desse valor tão subliminar.

Por fim, que ela entenda cedo que nem sempre podemos ter tudo nem mesmo todos que queremos. E isso não tem a ver com dinheiro nem mesmo com vontade recíproca. Às vezes é preciso abrir mão, às vezes é preciso entender que a vida nos tira o outro (supostamente) antes da hora, às vezes é preciso aceitar que nem tudo que se deseja é o certo quando se pensa no cenário. E aí voltamos lá pra cima, pro papo tão importante da resiliência!

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To Grávida

Mamãe, conta aí: Ale Garattoni (sim, sou eu!)

3 de novembro de 2015

Hoje a tagMamãe, conta aí’ completa um ano de existência e 30 mães entrevistadas. Encerrar sessões, momentos e ideias e começar novos é uma rotina por aqui, você já deve ter notado. E esta virada de ano promete muitas, muitas reinvenções, sem perder jamais a essência do que você gosta de ler. Achei que já tinha conseguido cobrir todos os perfis e perguntas que desejava neste bate-bola semanal, cuja terça-feira dá lugar agora a uma coluna mais pessoal, Vida de Mãe, com crônicas do meu olhar sobre minha experiência com a maternidade. Mas não sem antes fazer a despedida da tag que trouxe tanta gente que adoro e admiro – amigas, ‘ídolas’ e mães diferentes compuseram o elenco destas três dezenas de mulheres.

Como ideia para o encerramento, resolvi brincar de ser eu a entrevistada {já é até um esquenta para a tag que vai ocupar este espaço, né?!}. Fiz um chamado no Facebook, juntei com perguntas deixadas em comentários que estavam em um arquivo de rascunhos antigos para o Periscope, acrescentei as perguntas-default da sessão e o resultado é esse momento ‘você me entrevista’. Se eu conto?! Ahh, claro que sim…

Ale e MH

* Mães modernas e empreendedoras precisam de pais participativos. Você tem essa ajuda do seu marido? Dividem tarefas para cuidar da M.H.?! {por Vivian Pontes, do blog Viv(it)}
Eu não diria que ele me ajuda – e sinceramente nem gosto muito desse conceito. Eu digo que nós nos ajudamos! Com base no bom-senso, há semanas em que um precisa assumir mais e vice-versa. Ele é um paizão e eu não faço ideia de como seria se não fosse assim. Sei que há muitos pais que não são exatamente participativos na rotina e, sem nenhum julgamento, digo apenas que eu não me vejo num relacionamento dessa forma. Tive apenas três namoros super longos antes de me casar com meu marido e todos os meus namorados sempre tiveram esse quê de cuidar {acredito que todos eles também sejam super-pais hoje}. Enfim, acho que os casais se unem por afinidades e também por características complementares. Eu só posso ser uma boa mãe porque tenho um ótimo pai ao meu lado – e sei que isso irá além do nosso estado civil!

* Você é uma mulher jovem, inteligente, independente e vaidosa. Já desejou muito algo (uma bolsa, um sapato, uma roupa por exemplo) e, na hora que teve disponibilidade para adquirir para você este algo tão desejado, abriu mão e comprou algo para sua filha? {por Cláudia, da Mini Encanto}
Eu não sou uma pessoa muito consumista já faz uns bons anos e (quase) tudo que compro – pra mim ou pra MH – é de forma bastante planejada. Posso dizer que hoje compro mais pra ela basicamente por uma questão de necessidade {meu tamanho de roupa não aumenta a cada seis meses, graças a Deus!}. Mas sei separar e respeitar minha individualidade e minhas necessidades. Não compito com MH, jamais, mas também não me lembro de abrir mão do que realmente quero ou preciso.

* Como você concilia a maternidade com o seu próprio negócio e como a Maria Helena te inspira profissionalmente? {por Soleane Pinto}
Eu faço aquele exercício diário para jamais cair no abismo da famosa culpa materna, de verdade! Repito pra mim todos os dias que sou a melhor mãe que posso ser. Mas, dito isto, tenho sim aqueles momentos de profundo questionamento, em que me pergunto se não estou vivendo uma dualidade que faz de mim uma mãe mediana e uma empreendedora mediana – por não poder mergulhar de cabeça em apenas uma das duas Ales. Sim, já houve algumas vezes em que pensei em desistir de todos os meus objetivos profissionais para acompanhar (bem) mais de perto os primeiros anos de vida de MH, tal e qual fiz em seus primeiros doze meses. Existe um lado de mim que gostaria de ser assim. Mas há também um propósito pessoal diferente, que me traz muito prazer em me realizar profissionalmente. MH me inspira a ser uma pessoa que dê orgulho a ela. No geral, acho que esse é um jogo de tentativa e erro, porque as duas funções nos exigem muito. Eu reconheci que neste segundo semestre de 2015 pisei muito forte no acelerador profissional e quero recuar um pouco e aumentar o tempo com minha filha. Mas mãe em tempo integral foi um período com data marcada em minha vida. Não seria bom pra mim nem pra ela.

* Como você age quando sua pequena não te obedece e faz cara feia? {por Letícia}
Eu sou a militar da família – levando em conta que falamos de filha única, neta única, sobrinha única e temporã depois de anos e anos sem bebês na minha família! Ela é muito mimada e, à parte do medo que tenho dela crescer sem limites ou, pior ainda, sem educação, eu não quero que ela sofra no futuro por ter tido tudo que queria na infância (o mundo real não costuma ser tão generoso). Digo tudo isso pra explicar que sou adepta de deixar de castigo pensando, de mostrar que atitudes feias têm consequências e de ignorar ataques de birra. Não me desequilibro. Criança quer e pede por limites. Eu não tinha ideia do que era o tão famoso terrible two, mas, aqui em casa, ela já sabe que comigo só dá chilique até a página três. Depois da bronca, descobri que a teoria de oferecer o abraço-bandeira-branca tem funcionado bem! Ela entende que são limites, mas limites com amor.

* Gostaria de saber como você faz atualmente e como é a rotina de dormir de MH na prática. {por Tatiana}
Já fiz alguns posts sobre o sono de MH, que foi do inacreditável ‘dorme a noite inteira desde os dois meses’ ao modelo cama compartilhada, com avanços e retrocessos no percurso desde então. Não abro mão que ela vá mamar entre oito e meia e nove da noite – nos fins de semana, férias e/ou em viagens, podemos estender um pouco. Desde que conheceu a possibilidade da cama dos pais (por conta das primeiras febres, com um ano), ela acorda em boa parte das madrugadas querendo ficar com a gente. Não acho certo, consegui cortar o hábito, mas ele teve efeito-rebote. Como ela só vem no meio da madrugada e como eu acredito que essa fase passa rápido e eu ainda vou sentir saudade, estou flexibilizando. 

* Se você fosse garota-propaganda de um produto baby, qual seria?
O livro azul da coleção da Encantadora de Bebês me ajudou MUITO, quando eu cheguei em casa sem ter ideia de rotina de recém-nascidos e com todos os problemas relacionados a amamentação. Já diretamente para bebês, eu gostaria de dar um abraço ao inventor de lenços umedecidos, que facilitam muito o processo de trocas a partir de seis meses. Adoro os da Mustela, mas em tempos de dólar não-muito-amigo o Johnson’s rosinha nos atende super bem. Por fim, o ofurô BabyTub, para crianças de um a quatro anos, é maravilhoso e facilita muito o banho no dia a dia.

* O que você faz quando quer se desligar um pouco da vida corrida de mãe?!
Durmo! Sempre amei dormir (muito) e aquela ideia de que mãe não dorme nunca mais me apavorava um pouco. Os primeiros meses foram de sono picado mesmo, porque eu estava mãe-leoa demais, queria fazer tudo sozinha. Hoje, não tenho nenhum problema em aceitar ajuda – me revezo com o pai nos horários, conto com as avós, mas dificilmente ‘pego’ o turno da manhã {viro a noite numa boa, mas não sou ninguém às sete, oito da manhã}! E, especialmente quando minha mãe vem do Rio, eu aproveito o fim de semana para dormir tanto quanto antes de ter minha filha. Nada recarrega mais minha bateria do que isso.

* O que (em você) te surpreendeu depois que virou mãe?!
Eu, que sempre fui anti-clichês, passei a ser um clichê ambulante – repito todos eles! Com toda e qualquer dificuldade, é o maior único verdadeiro eterno amor. Também me tornei bem mais paciente e entendi que a minha individualidade 100%, que eu tanto prezava, é parte de um passado que não volta mais. Por fim, eu aprendi que, com filhos, qualquer decisão é um processo muito mais pensado. Toda e qualquer ação ou atitude minha afeta a vida dela e isso é o suficiente para me amansar e me fazer repensar o que em outras épocas seria pura impulsividade.

Para matar a saudade, vale a pena ver de novo nosso vídeo para o Canal Coração de Mãe, que eu AMO!

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