ALE GARATTONI

Carioca em SP, leonina, mãe da MH. Este blog é o meu hobby-recreio e aqui você vai ler posts que agradam aos olhos, à mente, à energia. Com beleza, suspiros e leveza! Cuide de sua alma e inspire-se, para ser & fazer melhor.

Lifestyle

A {minha} fórmula anti-ansiedade em 2016: livros que curam!

19 de julho de 2016

Taí um post que estava rascunhado há semanas no meu computador, com uma espécie de bloqueio criativo para ser desenvolvido. Posterguei, reconsiderei, avaliei mil vezes se deveria seguir em frente ou deletar de vez qualquer linha pré-listada. Um lado pensa que ninguém vai querer ler tamanho texto de Itu sobre mim, mas outro teme que alguém venha de fato a ler – por ser algo tão íntimo, pessoal, que expõe tanto uma vulnerabilidade. Mas a ideia de colocar para fora e, quem sabe, fazer com que as ações e referências que me ajudaram possam ajudar uma única pessoa já me sacudia suficientemente. E lá vim eu…!
p.s. leiam com carinho! 😉

Uma rápida introdução para situar o começo de tudo: em 2015, eu, para evitar “arrumações na casa”, acelerei demais, trabalhei demais, comprei demais. O resultado disso? Minha ansiedade, que sempre esteve presente na minha personalidade, foi a níveis incômodos. E foi assim que eu comecei este ano, ansiosa, de uma maneira que isso atrapalhava o foco e a produtividade. Como já comentei en passant por aqui, foi também nessa virada 2015/16 que me separei e, depois de dez anos, isso – mesmo que feito com toda a leveza e carinho – implica numa reprogramação mental. Ou seja, o primeiro trimestre desse ano foi de crescimento, desafios e autoconhecimento (este último, o antídoto que escolhi para encarar todo o resto). Como converso com amigas e sei que a ansiedade e todos os sentimentos que vêm colados nela são muito comuns nos dias de hoje, vou compartilhar aqui o que me ajudou.

fórmula anti-ansiedade

O COMECINHO DO PROCESSO: OBRIGADA, CONSUELO!
Não desejo prolongar esse assunto, mas uma separação – leve ou dura, com ou sem sentimento, querendo ou não – é sempre difícil. No meu caso, que emendei apenas relacionamentos super-longos desde os 17 anos, era um cenário novo, que pedia a tal reprogramação do cérebro. E isso sempre vai nos chacoalhar, não tem jeito. Tudo isso pra contar que lá atrás li um post sobre divórcio da ótima Consuelo Blocker que veio na hora certa e, entre todas as linhas, me marcou por três dicas que ela apresentava como parte da sua receita: terapia, ler muito e fazer muita ginástica. Troquei a terapia por coaching, ainda sigo com a parte da ginástica na lista de metas imediatas, mas me apeguei com força à leitura. Busquei essencialmente livros de mulheres fortes e inspiradoras. E, como relacionei mais adiante, cada um desses livros lidos me ajudou em uma questão!

A VIRADA DA CHAVE: PENSAMENTO TRANSFORMADOR
Entre todas as mudanças, o incômodo maior vinha da… ansiedade, claro! Taí o mal do nosso século e, com tanto estímulo e informação, a gente fica com dificuldade de manter o foco, fundamental para produzir e ficar bem no geral. Daí que li em algum lugar {e já tentei lembrar onde de todas as formas, mas memória de Dory não conseguiu!} que o nosso grande problema hoje é não querer entrar em contato com a sensação que causa incômodo. No caso, não querer sentir a ansiedade, buscar algo que a elimine como mágica. Nunca houve tantos medicamentos e medicados, os estudos comprovam. Com TODO o respeito e pedindo licença para o que é apenas uma opinião pessoal, eu hoje posso dizer que sou contra a banalização de remédios para ansiedade (atenção à palavra “banalização”, para já evitar mal-entendidos!). Eles aliviam, mas trazem dependência e efeitos colaterais, não acho que em muitos casos se justifique a causa-efeito. Por isso, ler que devemos sim entrar em contato com a dor e senti-la nos ajuda a curá-la foi libertador. Bem-vinda, ansiedade, venha aqui e vamos conversar! Foi assim que passei a, sem pressa, buscar tudo o que podia me trazer a desaceleração.

AS AÇÕES: MINHA RECEITA PESSOAL
Ao me permitir ser ansiosa para poder, então, me livrar da ansiedade, eu relaxei! e comecei a listar as mudanças que eu desejava…
* Coaching: me ajudou a fortalecer meu ideal de propósito e, assim, conseguir ser mais produtiva (produtividade é algo que tem altos e baixos e… tá tudo certo, devagar e sempre!). Também me ajudou a ser menos exigente comigo e mais gentil nas auto-narrativas. Excesso de auto-cobrança aumenta a ansiedade, sabia?
* O poder da lista: fazer a lista de pendências esvazia a cabeça e libera a ansiedade. Aí é só tratar cada tópico como único, cumprindo, pensando e ticando um por vez.
* Mudanças valiosas: buscar alimentos que nos dão mais energia, controlar os horários de sono, ter planos que te alimentam a alma (olha a planilha de metas atualizada!), controlar a reatividade e ser mais tolerante, calma, zen mesmo (um livro em especial ajudou muito nessa parte, veja mais adiante). E chá à noite é um santo remédio também, eu tenho amado o Chá da Nina, que vende na Talchá, em SP.
Também recomendo fortemente – a quem se cobra muito – a “cabular umas aulas”, se permitir mais e, mesmo com uma lista de pendências cheia, largar tudo para assistir a um filme!

AS LEITURAS: LISTA MESINHA DE CABECEIRA
Relaciono aqui um top 5 (que virou top 6 na semana passada) com livros que foram referência mais específica para o assunto tratado aqui no post!

A Arte da Arrumação: o comentadíssimo best-seller de Marie Kondo foi praticamente um ponto de partida para as arrumações – internas e externas – que precisei fazer. Há quem ame (como eu, que contei aqui!), há quem não curta tanto, mas eu acredito que se ele se encaixar no seu momento pode ser transformador (e vai muito além das lições estereotipadas de “jogar tudo fora”!). Comecei hoje a ler o novo da autora, Isso Me Traz Alegria, uma espécie de guia explicativo mais detalhado do método.

Ansiedade: um clássico sobre o tema, eu já havia lido metade um tempo atrás, mas só neste começo de ano eu resolvi reler e seguir até o fim (é leitura rápida, coisa de uns dois dias!). O livro apresenta os motivos que tornam esta geração tão ansiosa e traz sugestões rápidas para aplacar esse modo de vida.

Um Brinde a Isso: outro que eu já tinha indicado aqui, este livro conta a história de uma mulher que se descobriu forte depois dos 40. É deliciosa e apaixonante a história de Betty Halbreich, que se reprogramou depois de um divórcio e até hoje, aos quase noventa anos de idade, dá expediente como personal shopper especial na Bergdorf Goodman. Mostra como todo mundo pode mudar e tomar a dianteira total de sua vida!

GirlBoss: outro que eu já tinha começado a ler um tempão atrás, mas só nesta nova tentativa fui até o fim e consegui me inspirar com lições (acho que o livro meio que “pula capítulos” e acaba, assim, sonegando informações valiosas sobre o processo de construção do império de moda NastyGal – mas segue com dicas úteis). A maneira como a empreendedora Sophia Amoruso se reprogramou, resolveu seguir em frente com força e determinação e encara a importância da excelência no negócio sempre inspira.

Os Quatro Compromissos: no finzinho da lista, um livro que foi decisivo para que eu me tornasse mais compreensiva e menos reativa! Ele foi tema de um dos encontros mensais que minha coach-musa-guru Ana Raia promove para os ex-participantes de seus programas e, em um dia, me transformou! Tipo de livro que, se você permite, entra na sua alma e te sacode de uma vez. Até Gisele Bündchen já disse que ele ajudou em sua escalada. As lições da sabedoria ancestral tolteca se baseiam em como usamos nossa palavra e em como absorvemos a palavra alheia (“não levar nada para o pessoal”, segundo dos quatro compromissos, abriu um novo universo para mim!).

O Ano Em que Disse Sim: para terminar, um livro que li – e falei dele em todas as mídias sociais possíveis! –, amei e mais do que recomendo. Mostra como Shonda Rhimes, a poderosa criadora de Scandal e Grey’s Anatomy, mudou sua vida ao passar a dizer… sim! Perfeito para a gente observar como sair da zona de conforto e aceitar mais as oportunidades pode nos trazer resultados incríveis. Estou ainda engatinhando na “experiência do sim”, longe de ser fácil, viu?!

PRÓXIMOS CAPÍTULOS!
Alguém chegou até aqui?! Devo dizer que o primeiro semestre de 2016 valeu por uns cinco anos para mim e, embora eu ainda tenha MUITAS lições para completar, eu chego aqui bem diferente de como comecei. Satisfeita! Porque eu acredito firmemente que a gente deve buscar melhorar, crescer, aprender. Amadurecer. Daqui em diante, quero finalmente aprender a cozinhar um pouco (o que vai ajudar a melhorar minha alimentação, ainda nada exemplar), engatar na tal liberação de endorfina dos exercícios físicos e começar a meditar e/ou tentar yoga. Com essa fórmula, tenho certeza que a tal ansiedade incômoda vai ser apenas uma mera lembrança.

Se algum desses livros puder ajudar alguém, já valeu a super-exposição da vulnerabilidade!

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Lifestyle

O coaching e como (re)nasceu este blog!

1 de junho de 2016

No momento em que este post é publicado, eu estou na última aula do Paixão em Ação, programa baseado na filosofia do coaching de carreira criado por Ana Raia. Quando ele começou, no fim de março, eu estava encerrando um dos trimestres mais difíceis que já vivi no âmbito pessoal e queria reorganizar tintim por tintim meus objetivos e metas profissionais. O intuito, até ali, era puramente focado na AG Branding, que é hoje o meu trabalho, digamos, remunerado. Pensava em desenvolver mais serviços basicamente. Mas no meio do caminho o blog, que era um plano B mantido por puro hobby e desacelerado na virada para 2016 por questão de prioridades, acabou roubando a cena!

Plum Sykes

Exercício após exercício, valores como compartilhar e paixões como escrever foram se juntando a feedbacks de que eu tinha jeito pra isso – o coaching traz também respostas de pessoas que te conhecem pessoal e profissionalmente e… ao participar de um processo assim, se prepare para esta parte, que é desafiadora e quase doída, mas traz muitas respostas úteis. No meio do Paixão (recomendo, recomendo, recomendo!), eu já tinha me dado conta que o mais difícil para muitas pessoas – saber o que faz seu coração bater profissionalmente – era uma conclusão quase óbvia dentro mim. Meus momentos de flow {atividades que te fazem perder a noção do tempo} eram todos em torno de blogar, algo que eu enterrava basicamente por crenças limitantes e narrativas duras comigo mesma. Flow, crenças e narrativas foram para mim os conceitos mais importantes de se aprender e estudar neste processo.

ItGirls por Ale Garattoni

Neste mergulho de auto-conhecimento que dei durante todo o primeiro semestre deste ano (além do coaching, com muitas leituras), eu voltei lá pro meu primeiro blog e para o motivo pelo qual tenho um espaço online desde 2004: amo consumir conteúdo, filtrar e dividir do meu jeito. No meio do caminho, vêm novas perpectivas para a ferramenta, existem pretensões não-atingidas que nos fazem desanimar e as tais crenças sussurrando que não há por que seguir fazendo aquilo com empolgação. Mas, oras, que volte a mesma blogueira que em 2007 criou um blog de moda apenas para desopilar, sem nenhuma intenção de ser lida ou de ter retorno. É mais pra mim, sabe?! E se servir para mais alguém… aí já tô no lucro puro!

meu look com MH

O programa de coaching, a Ana Raia e a minha turma me inspiraram por dez semanas. Muitas vezes vi respostas a perguntas que eu nem sabia que tinha nas falas de outros participantes contando sobre suas próprias questões. Muitas vezes encontrei meus auto-boicotes nas narrativas pessoais dos colegas de turma. E outras tantas vezes percebi como é mais óbvio enxergar talentos e paixões com clareza quando o dono deles é outra pessoa que não a gente! Mas foi exatamente olhando os talentos e paixões de outras 25 pessoas que reencontrei os meus e lembrei que, olha que sorte, eles são reconhecidos por gente que está perto de mim e casam direitinho com todos os meus principais valores.

palestra Casar por Estúdio Caixa de Retratos

Lancei este novo layout para marcar mais uma nova fase na minha vida profissional. A AG Branding segue com programação de workshops (incluindo novos temas e formatos na área de branding) que me permitem compartilhar meu repertório e minhas experiências com outras pessoas, até porque também sou apaixonada por esta parte. Mas o blog, que eu opto por manter como não diretamente comercial, renasce como o espacinho no qual vou dividir tudo que testo, tudo que amo, tudo que aprovo, tudo que indico. E se um texto meu ajudar uma pessoa – a que lê ou a que é divulgada espontaneamente –, eu já posso dizer que além de paixão existe também motivo para muito mais ação!

We Rise

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Lifestyle

Seis dicas para reduzir a ansiedade

23 de março de 2016

É impressionante como a ansiedade, definitivamente, está presente na vida de TANTA gente nos dias atuais. Estamos nos acostumando a ser ansiosos e nem nos damos conta da quantidade de efeitos colaterais que isso traz – insônia, dores musculares, dor de cabeça e perda de memória, apenas para citar alguns da enorme lista apresentada no ótimo Ansiedade, de Augusto Cury, livro que TODO MUNDO deveria ler! Foi lendo a publicação que montei uma espécie de auto-prescrição para minha essência ansiosa, agora compartilhada aqui…

ansiedade
imagem: ansiedade via Shutterstock

1) Não usar aparelhos eletrônicos em excesso à noite: tenho uma amiga que, ao anoitecer, desliga tudo; numa única noite em que consegui seguir essa regra já senti que dormi bem melhor – é meta fazer disso um hábito definitivo.

2) Não dormir ao lado de aparelhos eletrônicos, em especial o celular: as pessoas nem têm mais relógio ou despertador no quarto, já que o telefone celular acaba cumprindo essa e outras funções; a verdade é que com o vício ali à mão fica bem mais difícil de não entrar naquele looping de uma última olhadinha nas redes sociais na hora de fechar os olhos e/ou na mania de ler os e-mails praticamente antes de abrir o olho, o que acelera qualquer um – vale a pena comprar um radio-relógio vintage para evitar esse mau hábito!

3) Selecionar a quantidade de informação consumida: entre livros, revistas, redes sociais, links e mais links, consumimos MUITA informação diária. Muito mais do que precisaríamos consumir. O livro Ansiedade já aponta que pessoas comuns têm, hoje, muito mais repertório acumulado que grandes pensadores e teóricos tinham no século passado – e nem por isso se produz materiais mais relevantes. Fazer uma espécie de curadoria do que se vai adquirir como informação ajuda a fazer uma higiene mental que favorece a criatividade.

MAIS: Você Já Ouviu Falar em Síndrome de Burnout?

4) Fazer exercícios físicos ao menos quatro vezes por semana: dez entre dez pessoas que inseriram a prática de atividades físicas em suas rotinas garantem que melhora o sono, a saúde, a mente; espero em breve poder fazer coro a este time!

5) Criar rotinas e horários para atividades, sempre: ficar perdido sem saber por onde começar paralisa e traz mais ansiedade; liste suas atividades, separe as obrigações habituais em blocos definidos do seu dia (responder e-mails, responder mensagens no celular, escrever, fazer reuniões, ler…) e estabeleça rotinas em sintonia com suas metas. A produtividade e a predisposição à ansiedade agradecem.

6) Esvaziar a mente e dar pausa em estímulos, uma espécie de pré-meditação: para quem ainda tem dificuldade em aderir ao estado de meditação, simples paradas de cinco minutos esvaziando a mente já ajudam a oxigenar o cérebro; em um dia a dia rodeado por estímulos, se desligar é preciso!
{este último tópico veio do grupo Como Saber Viver, que a coach Ana Raia ministra mensalmente para ex-participantes de seus outros programas}

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