ALE GARATTONI

Mãe da Maria Helena, profissional de branding e apaixonada por moda e beleza! Meu blog é o espaço "hora do recreio" no qual divido dicas, inspirações, apostas no universo das it girls e minha vida primeira pessoa na maternidade.

Primeira Pessoa

É hora de verão 2017 no Rio!

18 de janeiro de 2017

fabio minduim Rio
imagem: Fabio Minduim

Rascunhei um milhão de linhas, mas resolvi apenas abrir com essa foto do carioca Fabio Minduim, fotógrafo que melhor registra as praias do Rio e cujo trabalho eu amo. Tô indo pra minha temporada carioca anual, tomar ar, me inspirar, ver coisas novas para indicar e me permitir uma pausa – tão necessária para fechar 2016, o ano furacão! Volto no fim de janeiro com a corda toda, empolgada com essa nova fase dos meus blogs em lares separados e querendo cada vez mais homenagear de alguma maneira o ItGirls, blog que mudou tudo na minha vida e completaria uma década em 2017.

Enquanto isso, estarei lá pelo instagram @alegarattoni, ok?! Até já, já!

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Primeira Pessoa

De repente, 40: agora é pra valer!

4 de agosto de 2016

Lembro que em 2006 fiquei muito animada de fazer 30 anos, contando os dias mesmo. E, veja só, me peguei exatamente na mesma empolgação às vésperas dos 40, falando da nova idade desde janeiro. Tive “crise” (bem entre aspas mesmo) dos 29 e devo dizer que meu ano dos 39 foi um dos mais desafiadores em muitos sentidos, mas a virada de década propriamente dita só me traz alegria e um otimismo parecido com o da agenda de páginas branquinhas que abrimos pós-réveillon. Aniversário é um réveillon particular, aliás, sempre enxerguei assim. E mudar a dezena traz um fôlego do tipo passar fase difícil no videogame. É vitória!

Lembro também que quando viralizou aquele discurso do “Filtro Solar” eu estava nos meus vinte e poucos anos e me reconfortava muito a parte do “as pessoas mais interessantes que conheço não têm ideia do que querem fazer da vida aos 22”. Mas eu julgava um pouco mal o complemento que dizia que “alguns dos mais interessantes seguem sem saber aos 40”. Como assim alguém não sabe o que quer quando já é tão adulto assim, era isso que eu pensava. Lá atrás, ter 40 parecia como uma fase em que só gente muito perdida não tem tudo 100% definido e sob controle.

filtro solar discurso

Eu não me considero perdida, mas tampouco sou tão adulta como eu na época imaginava que alguém de 40 anos invariavelmente seria. Tenho experiências, gosto do que faço e estou bem satisfeita com a caminhada até aqui, mas estou longe de saber o que e como será todo o resto da minha vida. Ainda posso (e provavelmente vou!) mudar de ideia, tal e qual eu fazia aos 25. Ainda posso – e certamente vou – errar, tropeçar e dar com a cara na porta, tal e qual eu fiz aos 30. Já tiquei muitas linhas da planilha de metas, é verdade, mas ela, a planilha, nunca para de ganhar novas abas.

Sou menos reativa, menos ansiosa e menos mimada do que era na casa dos 20, mas tenho certeza que ainda faltam muitos pontos nesse boletim de vida. Não cometo aqueles mesmos erros impulsivos de dez anos atrás nem me chateio com o que me incomoda, como era em 2010, mas sigo certa de que ainda tenho muito, muito o que aprender.

40 anos
imagem bola 40’s via Shutterstock

Por outro lado, se não consegui um monte de coisa que eu dava como certa, dou conta de situações que nunca imaginaria conseguir. E mesmo com tantas tarefas ainda não-concluídas vejo que sou capaz de forças, evoluções, decisões e responsabilidades que nem sonhava assumir. Os 40 surpreendem pra mais e pra menos, afinal!

Chegando aqui no andar dos 40, eu vejo que ele não é tão alto – e maduro – como parecia ser visto lá de baixo.

O que vale, ao menos na minha concepção de aniversário, é saber que não somos os mesmos de um ano atrás. É enxergar que não estamos mais no mesmo lugar. É perceber que doze meses serviram para alguma coisa. Passar de ano, ainda que seja com a média ali raspando, como foi com Física na oitava série. Quando fiz 30 eu escrevi no blog da época sobre maturidade, sabedoria e leveza {trecho abaixo}… como somos pretensiosos aos 30! Eu não sabia que eu não sabia nada sobre isso naquela época. Mas agora eu sei – sei que aos 40 ainda há muito o que se caminhar até esse tal domínio de existência! Que venha a nova década…

ale garattoni 2006

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Mães & Filhos

Mães mimadas não mimam filhos, não!

3 de agosto de 2016

Dia desses pulou no feed do meu Facebook um post que falava de uma nova geração de pais que mimam filhos. E é preciso reconhecer que o texto fala verdades, claro que fala. Cita exemplos de criações nas quais a criança é o centro da casa, do universo em que vive. Cita casos reais de pais que deixam a decisão da (não)rotina na mão do pequeno. Cita comportamentos exagerados de falta de limites e excesso de distrações em tempo integral que, sim, todos já vimos na vida real. O texto seria integralmente verdadeiro, não fosse por um importantíssimo porém.

Para um pai mimado, a vontade do filho não precisa ter limites. (…) Uma educação de mimados para mimados”, diz um trecho que aponta que tal criação é fruto de uma repetição de hábito. Que sugere que é uma herança em cadeia. Que supõe que quem mima hoje é o que recebeu o mimo igual na infância. E aí, com o máximo respeito à autora, eu preciso dizer que faltou conhecimento real da causa: pais e mães realmente mimados jamais vão mimar seus filhos.

O adulto mimado já descobriu que a vida real é bem diferente daquela que ele tinha no seu quarto cheio de brinquedos. Já se deparou com o mercado profissional, tão menos disposto a se dobrar a suas vontades. Já perdeu amigos, oportunidades e amores porque ele não era assim tão indispensável como sua criação na infância sugeriu. A mãe que foi foco de mimos aprendeu que a vida ensina as lições duras que faltaram em sua cartilha familiar. O pai que foi poupado das adversidades se depara com elas no susto, sem nenhum tipo de preparação ou aviso prévio. Eles conhecem na pele a falta que um não bem dado faz mais adiante…

Pais mimados não mimam filhos. Eles sabem que a conta chega lá na frente e não querem que a história se repita. Um pai e uma mãe sempre pouparão seus pequenos no que estiver a seu alcance e, nesse caso, preservam o futuro justamente por permitir que crianças entrem em contato com o não, com a frustração, com o limite. Tantas e quantas vezes forem necessárias.

E, assim, ele será o menos sujeito a reproduzir tudo isso com os filhos. Posso garantir com toda convicção. Palavra de uma mãe mimada e, hoje, quase militar na educação, rotina e criação infantis!

MH princesa bela
Filha, você é minha princesa só enquanto a hora da brincadeira durar…!

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