ALE GARATTONI

Mãe da Maria Helena, profissional de branding e apaixonada por moda e beleza! Meu blog é o espaço "hora do recreio" no qual divido dicas, inspirações, apostas no universo das it girls e minha vida primeira pessoa na maternidade.

Lifestyle

As ilustrações fashionistas de Erisha, do A Thing Created

10 de junho de 2016

Não me lembro desde quando amo, amo ilustrações fashionistas – Jason Brooks tinha meus traços favoritos na década passada e, não por acaso, o trabalho dele me serviu de referência no layout do finado blog ItGirls (as bonequinhas do cabeçalho eram arte da ótima ilustradora brasileira Nice Lopes). Por isso, quando a americana Erisha começou a me seguir em alguma rede social – acho que no Twitter, não lembro direito! – semanas atrás, me peguei passeando por seu trabalho em todas as mídias.

A Thing Created

A Thing Created

Erisha tem a marca A Thing Created, que vende no Etsy não apenas seus desenhos lindos, mas também vários produtos estampados por eles: caderninhos, cases de iPhone e canecas, só para citar alguns. Seu traço consegue ser delicado com um quê meio bold, por mais contraditória que possa soar a frase. Artes lindas para decorar um home-office ou para animar e inspirar mais qualquer ambiente. Vale acompanhar também seu instagram @athingcreated, que é de onde vêm estas imagens que ilustram o post. Trabalho lindo!

A Thing Created

A Thing Created

A Thing Created

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Lifestyle

Conheça Elaine Welteroth, nova diretora da Teen Vogue

8 de junho de 2016

Substituir nomes icônicos do mercado editorial americano: essa parece a missão oficial de Elaine Welteroth, promovida ao posto de Diretora de Redação da Teen Vogue no mês passado. A vaga era ocupada desde a criação da revista, em 2003, por Amy Astley, considerada pupila e sucessora de Anna Wintour. Amy, segundo consta, assumiu a direção da Architectural Digest com o objetivo de aumentar a base digital da publicação, algo que faz com muito talento. Voltando a Elaine, esta não é a primeira vez que ela encontra o desafio de herdar postos antes ocupados por nomes fortes e carismáticos. Sua chegada na Teen Vogue, quatro anos atrás, foi para comandar a cadeira de diretora de beleza deixada por Eva Chen – um dos nomes mais populares das mídias sociais, hoje à frente do departamento de moda do Instagram, como você leu aqui no ano passado.

Elaine Welteroth

BIO
Elaine estudou comunicação na Universidade da Califórnia, em Sacramento, antes de atravessar os Estados Unidos rumo à costa leste para se estabelecer em Nova York. Já em Manhattan, mora hoje em um apartamento no West Village e, aos 29 anos, é a Diretora de Redação mais jovem na história de mais de cem anos da Condé Nast. Antes de chegar a Teen Vogue em 2012, passou um ano no posto de editora de beleza da Glamour, título que faz parte da mesma empresa.

Elaine Welteroth

DICAS DE CARREIRA
Na época em que assumiu o posto deixado por Eva Chen, Elaine contou ao site Fashionista que recebeu preciosos conselhos de sua antecessora famosa: “Eva me disse para encontrar minha própria fórmula. Me encorajou a dizer sim a jantares, galas e importantes eventos do mercado mesmo que isso me fizesse ficar no escritório até mais tarde”, contou. “Mas que eu também tivesse tempo para o pilates!”

Elaine Welteroth

MODA & BELEZA
Apesar do currículo até então mais focado no universo da beauté, os looks da jornalista são cheios de personalidade e chamam atenção dos fotógrafos de street style. Botinhas, saias midi, cores e estampas fazem parte do closet nada-básico, recheado de acessórios Chanel, MiuMiu e Manolo Blahnik – segundo registrou o site The Coveteur.

Elaine Welteroth

ONLINE 24/7
Quase um ano atrás, quando deu entrevista para o The Coveteur, contava estar obcecada pelo Snapchat, rede social à qual ela tinha aderido meses antes. “Eu poderia usar Snap o dia inteiro. Estou sempre convertendo as pessoas e ensinando a elas como funciona o aplicativo!”, explicou. Os “antigos” Twitter e Instagram – sempre com o username @ElaineWelteroth – também fazem parte de sua rotina super online.

Elaine Welteroth

Elaine Welteroth

imagens: The Coveteur, Fashionista, Refinery29

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Primeira Pessoa

Do que – materialmente – a gente precisa para ser feliz?

5 de junho de 2016

Estou há uma semana mexida com a matéria da jornalista Melissa Januzzi (de quem, aliás, eu já era fã pelo ótimo trabalho!) na edição de junho da revista Vogue. Em uma sinopse bem resumida, a carioca estava em casa quando seu apartamento começou a pegar fogo; Melissa só teve tempo de descer correndo, ainda descalça. Só um tempo depois se deu conta de que a perda era tamanha – o imóvel foi inteiramente consumido pelas chamas – que ela não tinha mais sequer um par de sapatos. Adianto (não é spoiler, está na chamada!) que o fim da história é feliz e fala de resiliência, reconstrução e… a relação com bens materiais.

Gosto muito de tirar onda de desapegada e de dizer que não há nada material em minha casa sem o qual eu não viveria. Nada aparentemente naquele rol de “o que eu salvaria de um incêndio”. Inclusive sou phd em desapegos e semestralmente faço baixas consideráveis em meu armário para doação. No ano passado, tomada pelo espírito de Marie Kondo, coloquei a casa abaixo, mandando embora tudo que não parecesse indispensável. Mas quando li a matéria de Melissa, me flagrei angustiada pensando na situação.

De repente 30

Foi quando me dei conta de que não sou 100% desapegada: posso não ser apegada a um item específico, mas quando o contexto tira todos de uma só vez a coisa muda de figura. Terminei a leitura do texto aplaudindo mentalmente a autora e me sentindo inspirada por seu exemplo de resiliência. Mas os dias que vieram depois me trouxeram reflexões – diga-se de passagem que estas reflexões são bem parecidas com a de muitas pessoas que conheço, que, mesmo sem seguirem a princípio uma filosofia de vida sustentável já se propõem a querer viver com menos e/ou a vender/doar acúmulos e peças que estão fora de uso.

De que a gente precisa para ser feliz? De quanto? Qual o limite, qual o básico necessário, qual o supérfluo? Já faz tempo que tenho comprado muito menos, me dei conta de que neste ano todinho adquiri três peças de roupa. E não passei vontade nem exatamente me privei, eu de fato não senti desejo de nada. E meu armário pode ser bem enxuto, mas ainda há MUITA coisa parada aqui dentro. Aquela peça na qual você inve$tiu mais, o item ainda com etiqueta que você ainda acha lindíssimo; a calça de couro maravilhosa (e cara!) que vestia como uma luva antes de você emagrecer e descer dois manequins, o sapato obra-de-arte que te deixa com aquele 1m90 de altura que você nunca vai assumir. Eles vão, baixa após baixa, ano após ano, ficando no fundo do acervo, já que abrir mão de um acessório é também abrir mão da história que ele eventualmente conta. Isso me incomoda.

cabides
Cabides via Shutterstock

Entre referências e reflexões sobre o tema, li este post da Barbara Resende, do blog Living Gazette. Ela narra como passou dois anos se desapegando de peças e como isso criou até um hábito de querer ver mais itens indo embora para outras mãos. A blogueira criou até uma lojinha online num site que pareceu bem bacana (aliás, achei super boa sacada e admito que fiquei com vontade de copiar a ideia, rompendo meu auto-bloqueio financeiro de vender coisas), o que por um minuto me lembrou do começo da Nasty Gal da super-empreendedora Sophia Amoruso. Até brinquei de relacionar o que eu colocaria à venda, só listando o que não sai de dentro do meu armário. Por ora, estou pensando em seguir a dica da Barbara de por tudo numa mala e deixar ali “marinando” até tomar coragem de vez. A verdade é que cada vez mais vejo que a sensação de ter menos pode ser até viciante. Tal e qual foi a mania de adquirir mais e mais em outras fases da vida…

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