ALE GARATTONI

Mãe da Maria Helena, profissional de branding e apaixonada por moda e beleza! Meu blog é o espaço "hora do recreio" no qual divido dicas, inspirações, apostas no universo das it girls e minha vida primeira pessoa na maternidade.

Emprego dos Sonhos

31 dias no Rio: um papo com ‘o’ RP carioca!

28 de outubro de 2015

Se você mora ou vai ao Rio e quer saber as melhores programações, tem que conhecer Ricardo Dale. Ele é aquele tipo de pessoa carismática, agregadora, que conhece Deus e todo mundo no mundo todo e, não por acaso, fez das suas características o seu trabalho. Ele, que já morou em São Paulo e Miami, se fixou no Rio há alguns anos e, por lá, comanda as listas, festas e eventos mais bacanas e disputados da cidade.

O início da atual carreira foi quase por acaso: ‘Tudo começou cinco anos atrás, quando timidamente organizei uma festa semanal no Bar do Copa, no Copacabana Palace’, conta. ‘Resultou em quase quatro anos e mais de 150 festas, isso sem contar os Réveillons e Bailes de Gala no Carnaval. Foi incrível e, definitivamente, mudou minha vida e a de muitos que ali começaram a trabalhar, principalmente DJs.’ Desde o ano passado, Ricardo tem uma parceria muito forte com a rede Sofitel, na qual, além do posto de RP, faz cross-networking com seus outros clientes: ‘O trabalho tem se estendido por todo o Grupo Accor, um dos maiores no nundo em hotelaria, que, inclusive, comprou o Caesar Park. Atualmente comecei também um projeto no Fasano Londra com o grupo da Geração Alpha, com conteúdo de arte contemporânea em palestras diversas e festas periódicas com curadoria musical.

Ricardo Dale

E não para por aí! ‘O Fashion Mall sempre foi presente em minha vida. Não desmerecendo qualquer outro shopping da cidade, mas pela privacidade e seleção de marcas sempre foi o que mais frequentei. Até porque sempre morei perto e isso também influencia muito. Fiz vários eventos, Vogue FNO, Fashion Trends, campanha publicitária institucional… Recém comprado pelo Grupo Saphyr e com uma nova administração, passamos por uma reformulação incrível, da qual tenho o maior carinho em fazer parte. Não tenho um posto fixo, mas é uma parceria que tem dado muito certo, pois tenho uma identidade muito grande com o público alvo.

Ricardo Dale

* Como você faz para transitar entre grupos tão ecléticos?
Acredito existir uma variedade e riqueza imensa de conteúdo envolvendo arte, hospitalidade, moda e arquitetura/design que é pouco estimulada. Em épocas de crise, é necessária uma reinvenção constante. A partir daí, minha área de atuação se tornou mais abrangente e com grupos tão ecléticos. E eu adoro.

* Quais são as pessoas que nunca faltam nas suas listas?
Gente feliz. Nas minhas particulares ou private clubs, vip areas etc, não tenho como fugir à minha origem. É e sempre será um público muito selecionado. 

* Que tipo de pessoa nunca entra nos seus eventos?
Obviamente num evento privado, corporativo, quem determina a seleção é o cliente. Pessoalmente, não acho que toda festa deva ter um mix de pessoas. Isso é uma hipocrisia. Alguém tem que organizar isso e dizer não. O sim é muito fácil. Qualquer um faz. O não tem uma responsabilidade enorme.

* Qual a receita pra uma lista perfeita de um evento no Rio?
Acredito que uma lista perfeita não exista, mas festa boa é aquela que nunca acaba em briga, confusão. É aquela que todo mundo se diverte, desde a equipe que trabalha aos convidados. É aquela em que o cliente fica satisfeito, que tem DNA e uma função social.  

* Qual seu trabalho/cliente dos sonhos?
Acho que todo trabalho novo, cliente novo é um novo sonho!

Ricardo Dale

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Lifestyle

O novo colunismo social: um papo com Clarissa Wagner

23 de setembro de 2015

Nos últimos anos, vivemos um boom de blogs de estilo pessoal. Super pessoal. Na paralela dos looks do dia, o tema da página era, única e exclusivamente, a vida da autora. Como um reality show que nós, leitores voyeurs, adoramos acompanhar. Mas a fórmula dá sinais de esgotamento, é verdade. Há algumas meninas ultra-carismáticas que sempre terão sucesso com esta receita, mas um algo mais – em termos de informação e inspiração prática – já é pedido e esperado por quem acompanha o conteúdo na internet.

E foi por esse motivo {mostrar um conteúdo variado e bem apurado, como no antigo colunismo social} que o site de Clarissa Wagner me chamou a atenção. Formada em Marketing e por anos responsável pela reportagem social do site RG, ela criou recentemente sua própria página. No The Passionist, há fotos e registros seus também. Mas os grandes focos e diferenciais são notas sobre os casamentos, galerias sobre as festas e até furos quentes sobre um nicho específico de público – super bem-relacionada em SP, ela consegue cobrir com domínio esse papel. Um novo ponto de vista na internet primeira pessoa. Vale conhecer! Para saber um pouco mais sobre a criação e seu processo de trabalho, batemos um papo com ela. Eis o resultado…

The Passionist

* Em uma era de blogs pessoais, com looks do dia e textos em primeira pessoa, você optou por um site jornalístico, que faz coberturas sociais e dá notícias em terceira pessoa. Como foi essa escolha e esse processo criativo?
Desde o princípio do blog, quis fazer algo diferente. Queria falar de moda, social e viagens de uma forma pessoal, porém informativa. Exponho minha opinião em primeiro lugar pela minha curadoria (só publico o que realmente acredito) e gosto de fazer ‘provocações’ em meus textos, fazer o leitor pensar. 

* Quais suas inspirações e referências no jornalismo?
Como trabalho há mais de três anos na RG e na Harper’s Bazaar, com certeza fui influenciada por pessoas incríveis com quem trabalhei e trabalho – como o Jeff Ares, a Rosana Rodini e a Maria Prata. Além disso gosto muito da Danuza Leão e do Ricardo Amaral que transitam pelo colunismo social e pela literatura, sempre com humor e elegância. Da nova geração, adoro a Camila Fremder e adoro o trabalho que a Mônica Salgado faz na Glamour: ela soube se apropriar do fenômeno blogueiras como ninguém no mercado editorial impresso.

* Para alimentar seu conteúdo (sempre super diversificado e completo), você precisa circular, conversar com pessoas, estar presente em vários lugares. Como é um pouco da sua (não) rotina?!
Sim, meu trabalho é muito ‘no campo’. Gasto muito a sola do meu Louboutin (ou das minha Havaianas!) por aí. Em média, vou a dois eventos por dia. Geralmente tenho um almoço de alguma marca, sigo direto do trabalho para algum coquetel e termino a noite em um restaurante bacana. 

* Há quem aposte que sites/blogs perderam a relevância frente a redes sociais. Qual sua visão sobre isso?
Hoje você não precisa esperar para ver a galeria de uma festa num site, já que a maioria das pessoas posta suas fotos em suas redes sociais. Cada vez mais os sites e blogs mantêm sua relevância por fazer a curadoria daquilo que é a bacana (quais as melhores festas e quem vale a pena ser fotografado) de descobrir coisas diferentes e de mostrar de forma inovadora conteúdos massificados. Ou seja inovar na forma ou no conteúdo. Eu, por exemplo, quando lancei o The Passionist quis falar de moda de uma forma fresh. Por isso, no lugar dos mais que manjados looks do dia, crie ensaios em que eu me vestia com roupas inspiradas nas editoras de moda mais influentes (Anna Wintour, Anna Dello Russo…) e contava sobre o estilo de cada uma delas a partir das imagens. 

* Em pouco tempo, trabalhando um nicho específico que estava deixado de lado (a BOA cobertura social!), mantendo um posicionamento coerente e produzindo um conteúdo bacana, você está conseguindo conquistar um espaço mais relevante na rede. Que dica daria a quem pretente lançar um site/blog e desiste por achar que o mercado está saturado e é impossível de destacar?
O mercado nunca estará saturado para quem tem novas ideias e quer PRODUZIR (não REPRODUZIR) conteúdo. Você não vai se destacar seguindo fórmulas. Se você quiser ser relevante não tente copiar. Estar atento às macro-tendências também é vital. Quando comecei o The Passionist o normcore estava no auge. Então fiz um site que vai no caminho oposto. Você não pode ir atrás da onda para surfá-la, tem que se antecipar.  

Clarissa Wagner

Clarissa, parabéns pelas ideias, pelo trabalho e pela disciplina de buscar o novo dentro do que já existe. Você vai longe!

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Lifestyle

O que a editora de moda da Vogue nos ensina sobre estilo

9 de setembro de 2015

Formada em história da moda na Inglaterra, Emma Elwick-Bates começou sua carreira em revistas há dez anos – entrou como assistente na Vogue inglesa e, há algum tempo, foi convidada por Anna Wintour para assumir a editoria de reportagem de moda na edição americana da revista, mudando-se, então, para Nova York.

À frente do posto que define e/ou vê antes tudo que vamos desejar nas próximas temporadas, pode-se dizer que Emma tem acesso a muitas, muitas informações de moda. E é com esse olhar e curadoria de expert-editora de moda que ela tem lições que podem nos inspirar…

Emma
imagem: site Hey Woman

A IMPORTÂNCIA DO TOQUE FINAL
A paixão pelos acessórios veio de sua mãe, uma fã declarada de óculos de sol gigantes, sapatos e bolsas. As Vogues que estavam sempre em sua casa também foram uma forte influêcia de sua escolha da moda como carreira.

Emma

Emma

UNIFORME? BÁSICOS, POR FAVOR!
Mesmo com toda informação e todas as possibilidades de moda ao seu alcance, Emma privilegia branco, beges, tons claros e neutros em geral. Um bom trench-coat, como não poderia deixar de ser para uma legítima inglesa, está na lista de peças favoritas da moça. Segundo declarou à Vogue americana, “a peça faz parte da essência britânica – vai do uniforme das alunas inglesas à parte importante do look dos intelectuais da Oxbrigde”.

Emma

Emma

MENOS É MAIS
Emma é uma típica inglesa quando olhamos para seu estilo clássico, chique, sem exageros. A postura de não-excessos se estende a outras áreas. Em entrevista ao site Hey Woman, contou que sua loja favorita no mundo é uma farmácia francesa e, no instagram, o filtro mais usado é… sem filtro! Livro para ler e reler? Um autêntico clássico: The Go-Between.

Emma

Emma

imagens: Hey Woman, Vogue americana

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