ALE GARATTONI

Carioca em SP, leonina, mãe da MH. Este blog é o meu hobby-recreio e aqui você vai ler posts que agradam aos olhos, à mente, à energia. Com beleza, suspiros e leveza! Cuide de sua alma e inspire-se, para ser & fazer melhor.

Lifestyle

Os segredos de beleza – e negócios – de Emily Weiss

20 de março de 2017

Se você costuma passear por este blog, certamente já deve ter lido algum(ns) post(s) sobre Emily Weiss – a fundadora do blog IntoTheGloss e da startup de beleza Glossier já poderia até ter uma tag com seu nome, de tanto assunto e tantos textos que já inspirou. Pois depois de aparecer aqui por conta de seu casamento, de seu case profissional e até de seu passado na moda, Emily retorna como grande destaque do empreendedorismo. A americana é a personagem de estreia de uma série sobre empreendedoras que inovam na indústria de beleza no site Violet Grey.

negócios de emily weiss
imagem via Glossier

Democratizar a beleza, com uma série de produtos acessíveis (em comparação com algumas das principais marcas deluxe, a Glossier tem preços bem convidativos) e, claro, num formato cool. Esse é apontado como o objetivo número um de Emily ao lançar seu negócio em 2014. O ambiente do IntoTheGloss, blog que ela fundou quatro anos antes, a ajudou a identificar necessidades e conhecer de perto seu público-alvo. Na sede da empresa, em um espaço charmoso no SoHo (NY), cerca de setenta pessoas trabalham para movimentar as vendas, quase todas feitas via e-commerce – em alguns períodos do ano, o escritório abre suas portas e faz as vezes de showroom para clientes finais comprarem in loco.

Emily Weiss para Violet Grey
imagem via Violet Grey

Na entrevista para o site Violet Grey, Emily falou por telefone sobre beleza e negócios. E, entre seus produtos favoritos e seu atual livro de cabeceira, ela compartilhou também um pouco de sua rotina e dos bastidores e curiosidades da empresa. Eis uma seleção de destaques…

PLANO DE CARREIRA
Uma de suas ex-assistentes foi contratada ao se apresentar como fã da marca no metrô de Manhattan! Depois de um ano e meio no posto, foi promovida à área de Desenvolvimento de Produto e acabou desenvolvendo três dos quatro itens mais vendidos da linha.

DA JANELA LATERAL…
Luz natural, paredes e lençóis brancos da marca Matteo e uma pilha de 10 a 15 livros na mesinha de cabeceira: assim é seu quarto, que tem vista para a região downtown.

AM-PM
“O máximo possível” é a resposta para a pergunta de quantas horas de sono ela precisa. Emily acorda com o alarme do celular, que ela descreve como o pior som do mundo!

MUSA-FIT
Ela prefere fazer exercícios físicos no fim do dia, depois do trabalho – “para desestressar antes de ir para casa” – e elege como favoritos yoga e o método do espaço Physique 57 (aparentemente uma espécie de ballet fitness).

Emily Weiss para Business Insider
imagem via Business Insider

ELEITOS DE BELEZA
Vindo de uma expert como ela, vale pegar o caderninho para anotar: Milky Jelly Cleanser, Priming Moisturizer, Balm Dot Com e Perfecting Skin Tint é o quarteto Glossier com o qual ela começa o dia; o pó da marca coreana Moonshot, o bronzer Hoola da Benefit e o lápis de boca da Nars na cor Het Loo usado como sombra completam o visual. Para os cabelos, aponta o secador-sensação Dyson Supersonic – quase silencioso e super potente, ele é o queridinho do momento entre as beauté-maníacas, apesar do preço nada convidativo (em torno de US$ 500).

MULHER DE NEGÓCIOS
Entre biografias e títulos sobre meditação, Emily destaca sua leitura atual: o livro Mindset – A Psicologia do Sucesso, de Carol Dweck, é o tema da vez no clube de livros que ela e sua equipe mantêm no escritório (em tempo: o livro já tem versão em português e eu acabei de comprar o meu na Amazon brasileira!).

CURIOSIDADES DE ROTINA
Por volta das nove da manhã, Emily chama um Juno – o concorrente do Uber que se auto-descreve como “a empresa que trata melhor seus motoristas” e está fazendo sucesso em Nova York. Antes mesmo disso, tenta responder os e-mails mais urgentes da caixa de entrada e verifica mensagens, DMs de instagram e afins. Também passeia pelas fotos que marcaram sua Glossier e, jura, tenta curtir uma a uma. Fofa!

Para ler a matéria (em inglês) na íntegra, acesse a versão completa no ótimo site Violet Grey!

e-shops-Emily-Weiss
Benefit HoolaSecador Dyson | Livro Mindset | NARS Satin Lip Pencil (cor Het Loo) | Glossier Milky Cleanser

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Emprego dos Sonhos

Só vale empreender? Existe (muita) felicidade na vida corporativa

30 de novembro de 2015

Hoje fala-se tanto sobre empreendedorismo que algumas pessoas criam a ilusão de que é tudo muito fácil, e não é. Tornar-se empreendedor, além te ter uma personalidade específica (espírito de liderança, paciência, muito racionalismo e por aí vai), exige muita dedicação e comprometimento, porque além de um CNPJ você também terá uma equipe e outras mil burocracias para dar conta. Como tudo na vida, há bônus, mas também há lados não tão vantajosos.

Escritório Net a Porter

* Mariana Sabbagk, marketing digital da Chanel
O empreendedorismo é o assunto do momento e realmente há oportunidades incríveis no mercado, mas o fundamental é entender se você tem o perfil e está no momento certo da sua vida de se tornar um empreendedor de verdade. Há alguns anos, eu abri minha marca de nécessaires, a It’s Necessary, e foi um sucesso rápido e inesperado – não havia nada parecido no mercado e a receptividade foi ótima. A marca começou a crescer e chegou num ponto crucial no qual eu precisaria dar um passo maior, contratar uma equipe e tornar essa marca uma empresa de verdade, com funcionários (pois eu que fazia tudo: design, comercial, marketing, comunicação e financeiro). Foi neste momento que parei realmente para ponderar sobre a responsabilidade, prós e contras de ter uma empresa e, pelo momento em que eu estava vivendo, decidi que não era o ideal para mim. Levar a marca como eu estava levando, com os meus horários, minhas tarefas e compromissos, estava ótimo, mas com uma empresa tudo seria diferente: horários, liberdade e sobretudo responsabilidade, especialmente com as pessoas que eu precisaria contratar. Durante seis meses eu analisei muito, pensei demais e tomei a decisão de encerrar as atividades da It’s Necessary e voltar para o mercado de trabalho. Não foi fácil fechar a empresa, especialmente pelos comentários que eram tão positivos, e para voltar ao mercado eu dei vários passos para trás. Eu vi pelo Facebook que uma grande amiga de infância estava contratando uma assistente de marketing para a BO.BÔ e conversei com ela sobre a possibilidade de crescimento – como ela disse que havia a possibilidade, participei do processo seletivo e entrei na empresa, a Restoque S/A. Rapidamente, fui crescendo e, ao fim da minha jornada de dois anos e meio, deixei o cargo de Coordenadora de Marketing Digital das marcas BO.BÔ, Le Lis Blanc e John John para cuidar do e-commerce da Chanel no Brasil. Hoje tenho certeza de que fiz a escolha certa, especialmente quando ouço diversas pessoas reclamando da vida corporativa alegando que seriam felizes tendo seu próprio negócio. Essa certeza vem de saber que todas as escolhas têm seus lados bons e seus lados ruins, e que o que realmente importa é o que é mais condizente com o seu perfil e seu momento de vida. Os dois lados requerem responsabilidades e muita dedicação e isso inclui horários, colegas de trabalho e/ou funcionários, chefes e/ou sócios. E, no empreendedorismo, o fato de trabalhar para si mesma não quer necessariamente dizer que se está ganhando dinheiro para si própria – muitas vezes, e durante anos, acontece apenas o investimento e os frutos financeiros são colhidos após muito tempo. Hoje, eu posso dizer que eu amo o que eu faço, pois tive a sorte de trabalhar numa empresa em que sempre sonhei, na qual admiro a história, a filosofia e a estrutura e me identifico muito, além de estar na área digital, minha paixão (ou vício!). Mesmo trabalhando para outras pessoas, é muito gratificante acompanhar o crescimento da marca como um todo e especialmente da área de minha responsabilidade – a satisfação é a mesma. O que realmente importa é ter a maturidade para entender que tudo na vida tem seu lado bom e seu lado ruim e o importante é se conhecer e entender seus próprios objetivos para tomar a decisão certa!

Mariana Sabbagk

* Andrea Quinteiro, marketing da NK Store
Trabalho há dez anos na NK, onde sou diariamente feliz. Acredito que o ponto inicial para isso seja a admiração pela empresa e principalmente por quem a construiu, a mantém e é a alma do negócio. Essa é a base mais importante de todas as relações. Construir uma carreira corporativa e ser feliz nela exige muita dedicação, esforço, vontade de crescer e menos imediatismo do que se vê hoje em dia. É preciso vestir a camisa e olhar para o negócio como se fosse seu, já que cada funcionário tem um papel fundamental para o seu sucesso. A partir disso, o fato de trabalhar em algo que não é seu passa a ser irrelevante. A valorização interna é algo que sempre me encheu os olhos dentro da NK. Comecei na empresa muito nova e tive a possibilidade de crescer, passar por diferentes áreas, o que me permitiu trazer a visão do que eu já havia vivido para meu dia a dia atual. Isso é um ganho enorme! Essa evolução constante fez com que hoje eu tenha um papel importante em tomada de decisões e que meu trabalho colabore para o crescimento da empresa. É claro que existem os dois lados, positivo e negativo, nas duas situações, mas, mesmo para quem quer ter seu próprio negócio, acho de extrema importância ter primeiro uma carreira corporativa. Você consegue enxergar sob outro ângulo o funcionamento de uma empresa que já existe, as diferentes áreas e setores, o planejamento interno e se isso realmente serve para você. Se servir, você começará sua carreira solo com uma bagagem infinitamente mais rica.

Andrea Quinteiro

* Samantha Simon, coordenadora de moda da MKT Mix
Empreendedorismo é muito mais do que ter seu próprio negócio – é empreender de forma positiva a sua carreira, independente de ser dona ou funcionário. Sou carreirista em empresas de grande porte e tenho certeza que é a melhor escolha que pude fazer, sou muito feliz assim. Não tenho muita paciência para questões financeiras e de recursos humanos, e isso é essencial quando você se torna dona de seu próprio negócio. Sinto-me tranquila em trabalhar para terceiros.

Samantha Simon

* Luiza Souza, editora de beleza da Vogue
Desde o começo da minha carreira trabalho em empresa – já passei por menores e hoje em dia estou numa grande corporação. Em nenhum momento eu me senti menor por estar trabalhando no negócio de outra pessoa. Na verdade, acredito que sou parte de um todo e meu trabalho é vital para que essa empresa vá bem, aconteça. Não que eu me ache – ou ache que alguém seja insubstituível – mas costumo dar tudo de mim para a empresa onde estou pela confiança que me foi dada. Acho que o diferencial da empresa que estou agora, a Globo Condé Nast, é que ela valoriza os empregados e dá espaço para todos brilharem, dando créditos e encorajando que a gente apareça, faça contatos, crie novas coisas para diferentes áreas – e não fique na sombra fazendo apenas o que o job description diz. Já trabalhei em uma empresa com gestores que não valorizam o que eu fazia e era bem frustrante: esse foi um dos motivos da minha saída. Ter um gestor que você admire e que te ensina todos os dias é muito bom. Com o @advoguettes (perfil de instagram do qual é sócia), é a primeira vez que sou dona do negócio. O outro lado da moeda tem coisas boas e ruins e ainda estou começando a engatinhar neste sentido. Ter sócias é maravilhoso, mas pode gerar conflitos. Tem que ir atrás, ninguém vai fazer por você. Tem que querer muito!

Luiza Souza

* Alexandra Sanchez, coach de carreira
Certamente existem algumas habilidades (natas ou desenvolvidas ao longo da vida) que tornam o ambiente corporativo um ambiente mais propício para algumas pessoas e menos para outras. Pessoas com mais resiliência, com maior tolerância às frustrações, maiores habilidades de comunicação e mais proativas tendem a se adaptar melhor ao ambiente corporativo e, portanto, ficam mais aptas a acessar seu potencial para uma carreira bem sucedida. Mas eu defendo uma linha de pensamento que vai além dessa discussão de encontrar a carreira dos sonhos, seja ela empreendedora ou não. Acredito fortemente que a carreira – o trabalho em si – é um caminho de realização e transformação pessoal. É no trabalho (seja ele qual for) que somos estimulados a usar nossos talentos, nossa inteligência e nossa criatividade e, em minha trajetória, tenho observado que as pessoas verdadeiramente felizes são aquelas que percebem o poder de inspiração que o trabalho oferece e trabalham com engajamento e alegria. Independentemente de serem funcionárias ou empreendedoras, todas as pessoas que tive a oportunidade de observar realmente felizes e realizadas enxergam o trabalho como fonte de crescimento, como oportunidade de aprender mais sobre si próprio. Portanto, colocam, com toda energia e entusiasmo, sua contribuição em tudo o que fazem. E é esse engajamento, esse senso de contribuição, que nos faz felizes e realizados. Essas pessoas encontram no trabalho uma profunda satisfação na vida e isso não tem preço.

Alexandra Sanchez

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Lifestyle

Leaf Greener: a fashionista da China

6 de novembro de 2015

Se você acompanha sites de street style são grandes as chances de já ter se deparado com Leaf Greener. A chinesa, que foi editora de moda das revistas Self e Elle chinesas, acaba de trocar o mercado impresso pelo posto de stylist freelancer, na paralela de trabalhos como consultora e diretora de arte.

Leaf

Leaf

Em seu currículo, há projetos e parcerias com grandes marcas, como Chanel, Céline, Louis Vuitton  e Estée Lauder. Hoje, ela também participa como editora convidada de algumas edições da Vogue China.

Leaf Greener

Leaf Greener

O sucesso na carreira já repercute em forma de premiações e perfis mundo afora: em 2013, Leaf esteve na lista das pessoas mais influentes da moda segundo o Business of Fashion. Semanas atrás, foi tema também de matéria no The NY Times.

Leaf Greener

Leaf Greener

O senso estético apurado que é pré-requisito de seu trabalho pode ser visto também em suas roupas. Em Shanghai {onde vive}, em Pequim {onde nasceu} ou nas semanas de muda mundo afora, ela não passa despercebida.

Leaf Greener

Leaf Greener

Imagens: Le 21ème, Elle, instagram pessoal, Style Du Monde

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