ALE GARATTONI

Mãe da Maria Helena, profissional de branding e apaixonada por moda e beleza! Meu blog é o espaço "hora do recreio" no qual divido dicas, inspirações, apostas no universo das it girls e minha vida primeira pessoa na maternidade.

Primeira Pessoa

Para amadurecer a relação com o dinheiro: dez dicas práticas

24 de fevereiro de 2015

Minha relação com o dinheiro já passou por muitas etapas. No tempo em que eu ainda morava com meus pais, não tinha renda própria e gastava em cartões de crédito de dependente cujas contas não chegavam a mim (no máximo chegavam as broncas a cada dia 5!), eu fui uma jovem adulta super irresponsável. Não me lembro ao certo quando me dei conta de que detestava excessos e acúmulos, algo que me mudou de impulsiva para planejada – mas, ainda que de forma planejada, eu sempre precisava de muitas coisas! Ao passar a finalmente lidar com o MEU próprio dinheiro, vivi diferentes estágios:

1) Gastar mais do que ganhar, precisando de ajuda externa (leia-se meus pais e, depois, marido) para conter descontroles maiores
2) Gastar tudo que provavelmente virá a ganhar, num looping eterno de sair do vermelho apenas para entrar de novo – mas já conseguindo me re-equilibrar sozinha
3) Gastar por conta o que sabe que vai ganhar, torrando com antecedência todo o salário/faturamento já certo
4) Gastar depois de ganhar, mas sem direito a deixar um real de troco na conta!

Nunca fiz a loucura de me endividar nem muito menos cheguei ao ponto de deixar o cartão entrar no crédito rotativo (em algum momento da juventude alguém me ensinou que jamais se paga menos que o valor total de uma fatura de cartão de crédito, ufa!), mas, ainda que os quatro estágios mostrem uma evolução, devo admitir que só há pouco, bem pouco tempo aprendi a deixar dinheiro marinando na conta! Isso por acaso aconteceu em um mês em que eu faturei bem acima da média e, quando dei por mim, sei lá como, cheguei no dia 31 quase zerada. Me assustei e resolvi pisar no freio. E já deu pra entender que não ter destinos imediatos para os lucros é algo libertador. Os próximos passos? Guardar e investir!

A introdução super-pessoal (to tímida!) explica por que o livro Finanças Femininas, que eu ganhei da autora Carol Ruhman Sandler no começo da semana, furou a fila de leitura – de muitos outros, porque livro AINDA é algo que eu compro meio compulsivamente – e está sendo devorado em dias. Durante muito tempo, usei brincadeiras como “Deus deposita” e “tem que fazer vácuo na conta pra entrar mais” (que até davam certo, verdade seja dita), mas estou descobrindo que substituí-las pelo prazer de ver a conta com mais dígitos pode ser tão ou mais prazeroso que a satisfação imediata de compras que não darão mais satisfação nem no dia seguinte {o livro explica muito bem esta teoria de como o prazer de curto prazo costuma ser imbatível em comparação com o de longo prazo, vem daí a quantidade de compras por impulso e consequentes culpas}.

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Para dicas mais teóricas e profissionais, recomendo fortemente o livro. Para arrematá-lo com o exemplo de uma ex-quase-Becky-Bloom, compartilho um pouco do que tem funcionado comigo…

1) Trocar o cartão de crédito pelo de débito na maior parte das vezes – perde-se a chance de acumular milhas, mas ganha-se um maior controle sobre saídas (e eventuais exageros)

2) Trocar o “já gastei tanto com a academia, então vou gastar com as roupas da academia” pelo “já gastei tanto com a academia, então vou controlar o resto”

3) Lembrar de tudo que tem no próprio acervo diariamente antes de comprar o novo hidratante, o novo jeans, o novo sapato preto…

4) Arrumar o armário e ver o que está encostado porque precisa de um leve ajuste ou conserto: é quase como fazer compras no próprio closet!

5) Montar painéis de referências de looks e perceber que você tem todas as peças para reproduzir aqueles visuais

6) Não ser irracional com teorias fictícias da compensação materna: “gasto fortunas comigo, então TENHO que comprar pra minha filha o lenço umedecido que custa o quádruplo do preço do outro” (sendo que ambos são igualmente bons!)

7) Dedicar mais energia no planejamento de ganhos do que no planejamento de gastos (parece óbvio, mas não é!)

8) Controle o complexo de Cinderela: pra que mudar corte/cor, ir no dermatologista/nutricionista, colocar cílios, fazer uma nova tatuagem e pagar massagens e tratamentos tudo ao mesmo tempo?! Estabeleça prioridades, monte uma escala e dê um passo por vez!

9) Nos capítulos que li até agora no Finanças Femininas, minha parte favorita é a que fala dos “preços ancorados”, estratégia que nos faz achar uma calça de R$ 1.500 reais barata (!!!) depois de ter visto outra por R$ 3.000. O conceito de caro x barato, eu sempre digo, é super relativo, pois cada um sabe da sua própria conta bancária. Mas analisar preços justos, prioridades e, principalmente, possibilidades pessoais faz parte de um bom senso que nunca podemos perder!

10) Comprar o que de fato é necessário, útil ou atraente, mas não cair na armadilha de levar pra casa “só porque estava com 50% de desconto” – é por esse motivo que dificilmente alguém vai me ver em outlets!

AINDA não consigo ser racional com alimentação (restaurantes, deliveries e afins) e ainda não consigo pensar em investimentos/planos de longo prazo, mas acredito que esta estrada atual me leve para isso no futuro. E, como diz o livro Finanças Femininas, não adianta querer partir para radicalismos, pois eles não duram. Por ora, valorizo os novos passos. Sem exageros. E que venham os próximos no momento certo!

VOCÊ TAMBÉM VAI GOSTAR DE LER…

  1. Carol Ruhman Sandler Em 24/02/2015

    Ale! Você não sabe como amei o post. Tô feliz da vida que você está gostando do livro! Obrigada de coração. Beijo!




  2. Leticia Em 24/02/2015

    Ale,

    Se te consola, eu trabalho com mercado financeiro e sempre fui super indisciplinada com meu dinheiro. Quando percebi que o fato da minha conta estar sempre no vermelho ou zerada no final do mês estava fazendo me sentir pior do que a felicidade em comprar um sapato novo, parei tudo e comecei a elaborar um planejamento financeiro. Hoje tenho metas de gasto para tudo mesmo, desde supermercado, farmácia, restaurante, etc…. Com as metas, passei a estabelecer prioridades e nunca mais fechei o mês no vermelho. Só para constar, sou casada, tenho uma filha de 10 meses e meu planejamento inclui o orçamento da família toda, desde os gastos pessoais, de casa, da minha filha e da previdência que criamos para ela! O sentimento de ter conseguido colocar esse assunto mal resolvido da minha vida em dia é recompensador frente às coisas que tive que abrir mão! Beijos!!!!!




  3. Querlen Em 24/02/2015

    Amo o jeito como você escreve, acompanho desde o it girls, mas é a primeira vez que eu comento.
    Incrível como tudo que você posta se encaixa perfeitamente no meu momento de vida atual.
    Sou mãe de dois, uma menina de 4 anos e um menino de 2 meses e super me identifico com você.
    Leitura diária!!




  4. Mariana Serpa Vollmer Em 24/02/2015

    Ale, muito obrigada por compartilhar esse texto! Sou super reservada para comentar, mas nesse foi inevitável, porque me identifiquei com TODOS os pontos que você listou da tua relação com dinheiro, passada e presente (mentira, a parte de comprar pra filho não, mas só porque eu não tenho filhos, pois se tivesse tenho certeza de que seria 100/100)!

    Descobri no meio do ano passado um programinha de controle de budget simplesmente SENSACIONAL, não sei se você já ouviu falar, chama “You Need A Budget” . Desde que comecei a usar, virei fã e super “garota-propaganda”, fico anunciando pra todo mundo que conheço como ele está me ajudando a mudar a minha relação com o dinheiro. A proposta é super bacana, de dar um shift na mentalidade financeira, e a equipe do site dá um monte de aulinhas grátis e um mega suporte pros usuários. Tem uma curvinha de aprendizado que a princípio parece meio confusa, mas é só impressão, depois que a gente pega o jeito e deslancha, passa a não viver mais sem budgetear no YNAB! Achei que valia a sugestão.

    Também estou muito, muito longe de ser uma poupadora, e nem tenho ainda — ai, pior que estou com quase 36 — a postura financeira que almejo, mas ao longo dos anos venho aprendendo a controlar os gastos, a comprar menos por impulso e a valorizar as compras conscientes — analisando mais o valor relativo do que o absoluto e levando a ideia pra casa pra refletir, isso é lindo demais pra quem há alguns anos não tinha essa consciência —, mas também a me sentir mega vitoriosa quando arremato aquela compra boa, útil e barata! 🙂

    Um beijão!!




  5. Camila Em 24/02/2015

    Amei o post!!
    Tão real e tão necessário esse tema…
    Tenho gostado muito de visitar seu blog…
    Em tempos de consumismo desenfreado tudo tão descartável, sempre muito válida a reflexão.
    No meu caso, a conta bancária diminuiu drasticamente após a maternidade em função das escolhas profissionais… Diminui o ritmo… E consequente meus ganhos… Não tenho dúvidas que fiz a coisa certa mas há q se elaborar um certo luto de não estar tão independente financeiramente!!




  6. Maiara Em 24/02/2015

    Ontem mesmo tive uma crise estérica por pensar aonde está indo meu dinheiro…Faz um ano que sai de um emprego estável para tentar a sorte na carreira solo mas ainda não consegui me estabilizar. O que ganho por mÊs paga apenas a parcela do meu carro, e é inevitável recorrer ao marido, a mãe, a vó…o problema é que no final vira uma bola de neve cada vez mais pesada e difícil de alcançar. Estou grávida e me assusta pensar que o orçamento de gastos mensais só tende a aumentar… Ainda mais com o custo de vida aumentando a todo vapor em nosso país. Só fico aliviada pois muitos dos tópicos por vc citados, já venho colocando em prática, até pq sobra mesmo para gastar mais do que posso…hehe

    já tinha visto este livro, e lido algo a respeito, mas a leitura do seu posto me convenceu a investir meus últimos centavos do mês para tentar encontrar novas saídas para este grande obstáculo chamado dinheiro.

    Obrigada!
    Bjoss




  7. Renata Em 24/02/2015

    Ale! Super legais as suas dicas, pois realmente são coisas bem simples que fazem a diferença. Tenho outro dois livros legais para indicar: Valor Feminino (que é um dos poucos voltados para esse lado das mulheres no controle de suas próprias finanças como o da Carol e o Elas Empreendedoras que conta relatos de várias empreendedoras de sucesso hoje).
    Vale muito a leitura.
    Beijos




  8. Adriana Em 24/02/2015

    Trabalho num banco há 10 anos (!!!) e, só agora, acordei pra questão.

    Em casa de ferreiro, espeto de pau! Sempre me senti muito mal quando um cliente pedia orientação financeira mas eu mesma não sabia lidar com meu dinheiro.

    Hoje, trabalho interno e não faço mais atendimento pessoa física. Minha meta é tirar o pé da lama no próximo ano e meio pois chegou num ponto em que começou a prejudicar a realização de metas e eu quero chegar aos 40 arrasando (tenho 32).

    Vou comprar esse livro hoje!

    Adorei a dica 7, Ale! Tenho muita dificuldade de enxergar o óbvio e adoro quando as pessoas falam desse óbvio que, muitas vezes, não enxergo sozinha.

    Bj

    Adri




  9. Vania Em 24/02/2015

    Oi, Ale!

    Olha, sempre tive uma boa cabeça pra lidar com dinheiro (acho que puxei do meu pai), mas quando comecei a ganhar meu próprio dinheiro confesso que passei por uma fase de achar que podia cmprar tudo o que via pela frente, principalmente roupas e acessórios! Há uns meses descobri o blog un-fancy.com, que fala sobre o conceito de guarda-roupa em cápsulas e super deu certo pra mim! O dinheiro que eu gasto com roupa caiu consideravelmente, consegui dar um up nas economias e ainda arranjei espaço no armário! Acho que vale a dica, minha mentalidade mudou bastante!!

    Beijos,
    Vania




  10. Paola Scott Em 25/02/2015

    Muito legal! Que nem diz um primo meu : “mulher não compra pq precisa, compra pq tá barato”, hahaha. Nem sempre é verdade, mas , né…




  11. ANA CAROLINA Em 25/02/2015

    Adorei o post. Me identifiquei muito com a questão de querer fazer tudo ao mesmo tempo. Aula de inglês, depilação a laser, tratamento capilar, dermatologista (com seus produtos caríssimos), e por aí vai. Agora estou me policiando a fazer uma coisa de cada vez. Enquanto estiver com as aulas de inglês a depilação a laser vai ter que esperar. Acho isso importante mesmo quando você tem o dinheiro para pagar as duas coisas, pois você aprende a dar um passo de cada vez e a não comprometer todo seu orçamento. Saber lidar com o dinheiro (quando se tem e quando não se tem) é dificílimo e vale mesmo a pena estudar o assunto. Meu próximo passo e saber ajustar meu guarda roupa para fazer compras necessárias! Parabéns novamente pelo post. bjo




  12. Daiana Grummt Em 25/02/2015

    Perai, você estava falando de MIM ou de você? eheheh. Me identifiquei!
    Ótimo post. Você é muito boa nisso. Beijos




  13. Andrea Pavlovitsch Em 25/02/2015

    Vergonha…mas eu ainda estou engatinhando nesse quesito. Decidi estudar e me organizar melhor, ainda mais porque meus ganhos são picados e isso complica. Mas é difícil lidar com dinheiro e dom prazeres de forma geral. Mas acho que estou dando conta!




  14. Thais M Em 24/03/2015

    Ale, tudo bem ?!!! Acompanho vc desde a época do It, e não sei como o seu site/blog acabou caindo no esquecimento da minha leitura diária, desculpa, você é ótima.
    Sobre o assunto acima, uma #DICAAMIGA é utilizar aqueles app de celular de controle financeiro diário.
    É impressionante a estatística final do gasto mensal de cada coisa que compramos no mês.
    Assim facilita visualizar onde estamos errando/gastando mais.

    Bjos

    Thais Marcondes




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