ALE GARATTONI

Carioca em SP, leonina, mãe da MH. Este blog é o meu hobby-recreio e aqui você vai ler posts que agradam aos olhos, à mente, à energia. Com beleza, suspiros e leveza! Cuide de sua alma e inspire-se, para ser & fazer melhor.

Lifestyle

Para blogueiros: como ganhar dinheiro com afiliados

3 de agosto de 2017

Quem acompanha meu trabalho já sabe que, por opção, eu não faço publieditoriais. Em todos estes anos de blog, fiz esse tipo de comercialização exatamente quatro vezes – e em todas elas me senti meio contrariada, incomodada, nada à vontade. Dia desses, quando falava sobre isso em uma reunião de trabalho com alguém do mercado digital, ouvi a melhor definição para esta minha escolha: exótica! Não tem a ver com medo da rejeição dos leitores nem mesmo com incapacidade de lidar com isso sem perder minha credibilidade. Em parte pode, sim, ser efeito das minhas crenças limitantes com dinheiro (essa parte, um defeito!). Mas o ponto crucial mesmo é que quando criei o ItGirls em 2007 meu MAIOR desejo e grande motivação para ter um blog era ter um espaço no qual eu escrevesse apenas do que mais amava, sem amarras comerciais nem briefing de anunciante – sonho esse que se devia ao fato de eu trabalhar como jornalista na época e, em sites e revistas, ter sido muito pautada pelo departamento de publicidade.

Tudo isso serve para explicar por que me apaixonei pelo conceito de marketing de afiliados, que uso timidamente desde 2011 e tema no qual ando me aprofundando mais ultimamente. No Brasil, ainda é sub-utilizado, mas nos Estados Unidos, por exemplo, tem muito produtor de conteúdo ganhando um dinheiro considerável mesmo sem ter milhões de acessos ou seguidores. Essa é, eu diria, minha aposta da vez e eu sou fã número um do conceito.

marketing de afiliados como ganhar dinheiro
imagem Marketing de Afiliados via Shutterstock

PROGRAMAS DE AFILIADOS: COMO ISSO FUNCIONA?
Explicando rapidamente para quem ainda não sabe do que se trata. Um programa de afiliados une e-commerces e produtores de conteúdo. Quando um post indica um produto deste anunciante e um leitor compra o que fora recomendado, o autor do texto (e da dica) ganha uma porcentagem da venda. Note que é um ganha-ganha, bom pra todos os lados – e por isso eu amo, uso e recomendo. O blogueiro não tem nenhuma interferência em seu conteúdo (escreve sobre o que realmente quer), a marca conta com um canal extra de divulgação (e remunera por resultado, sem ter que investir no escuro), o leitor tem acesso a uma dica realmente espontânea. Em resumo, ninguém fica devendo nada para ninguém!

QUERO COMEÇAR: QUAIS MARCAS TÊM AFILIADOS?
O marketing de afiliados tem crescido cada vez mais no Brasil – nos EUA, como disse acima, já é fonte número um de renda de muitos blogueiros há anos. Todos os grandes e-commerces têm um, seja individual ou em programas coletivos. Geralmente, no rodapé do próprio site é possível encontrar informações sobre isso. Vale também ir atrás das marcas que têm sentido em seu nicho de atuação.

QUANDO COMEÇAR: AS REGRAS PARA SE CANDIDATAR
Sempre, sempre digo que se a pessoa quer ganhar muito dinheiro deve procurar outra carreira que não a de blogueiro. Acontece que de uns anos para cá houve esse boom e realmente há quem tenha um faturamento bem significativo, mas é importantíssimo ressaltar que – como em QUALQUER outro mercado – estas são exceções, não a regra. Digo isso porque não basta abrir um blog hoje, escrever meia dúzia de posts amanhã e sair pedindo viagem/maquiagem de graça (por favor, não faça isso, queima nossa classe!) ou esperar que os dólares passem a nascer na sua conta. Não é assim! E com afiliados, por mais ganha-ganha que seja, é a mesma coisa. Para ter resultado, é preciso ter engajamento real. O que se constrói com tempo e trabalho. Dito isso, sim, mesmo sem os tais números estratosféricos é possível ganhar dinheiro com afiliados, melhor forma de trabalho para os microinfluenciadores (bola da vez no mercado, dê um Google e leia sobre o assunto!). Cada programa tem suas regras de aprovação, sendo alguns mais simples de entrar do que outros. Mas, generalizando por cima, as empresas analisarão a qualidade do blog, o tempo/quantidade de posts e a identificação com a proposta.

OS PROGRAMAS QUE USO E RECOMENDO
O ideal – até para questões de organização – é concentrar em menos programas que consigam te oferecer o maior número de marcas interessantes para seu nicho. Em alguns, você está automaticamente apto a ser afiliado de todas as empresas associadas; em outros, é preciso aplicar marca por marca. Eu estou a-pai-xo-na-da pelo rewardStyle, empresa que é referência nos afiliados de moda e beleza no mundo todo e chegou ao Brasil no ano passado. Eu inclusive acabei deixando de lado outros que usava, pois ele é bem completo no geral. Para fazer parte dele, é preciso ser indicado (obrigada, The!) e aprovado, mas não há comparação em termos de ferramentas e tecnologia. De programas diretos, hoje uso apenas os da Amazon, brasileira e americana. Veja abaixo os outros nos quais estou inscrita e quais são as principais marcas de cada um.
rewardStyle: Sephora, Onofre, Amaro, Dafiti, Shop2gether, Schutz, Luiza Barcelos, Nike, Net-a-Porter, Farfetch, Renner.
Lomadee: Saraiva, Fnac, FastShop, Sepha, Sephora, Livraria da Travessa, L’Occitane, RiHappy, Livraria Cultura, PBKids, Monama.
ActionPay: Jogê, C&A, Ateen, Verve, AliExpress.
Zanox: Printi, O Boticário, C&A, Dafiti, Nike, Etna, Shop2gether, Reserva, Tricae, Giuliana Flores, Leiturinha, Caudalie.
Linkshare/Rakuten: Net-a-Porter, Luiza Barcelos, Rayban, Udemy.

PARA PRINCIPIANTES: O CURSO QUE ENSINA TUDO SOBRE O TEMA
Quando estava estudando mais sobre o assunto, li uma matéria no site da Forbes americana sobre a Michelle Gardner, blogueira sobre finanças que tinha ganhos mensais de até seis dígitos de dólares por meio do marketing de afiliados. Me inscrevi em sua newsletter (e-mail marketing bem usado, taí outra de minhas apostas) e acabei comprando seu curso sobre o assunto. Achei super bom, mas acredito que ele seja ainda mais útil para principiantes – como eu já sabia mais sobre o assunto, ele não foi totalmente novo para mim (embora eu tenha conseguido também aprender várias dicas e estratégias ótimas). São seis módulos que cobrem desde o beabá inicial para quem quer ganhar dinheiro com afiliados até as estratégias para melhorar sua conversão (percentual de vendas fechadas), passando pelas dicas para ser aprovado nos programas. O conteúdo é todo em lições escritas e traz algumas tabelas para por em prática as lições – como não curto tanto assistir a vídeos, não senti falta deste formato no curso, prefiro mesmo por escrito. Para quem não sabe bem por onde começar, recomendo 100% o Making Sense of Affiliate Marketing (disponível apenas em inglês)! Ao fim do curso, você pode inclusive aplicar para ser afiliado do próprio curso – eu sou e esse é um link taggeado, mas depois de todo esse texto nem preciso reforçar que toda e qualquer recomendação no blog é 100% espontânea!

Ganhar dinheiro com blog mantendo a seriedade e a credibilidade é super possível e eu seguirei sempre defendendo que os blogs são um poderoso meio de indicações e recomendações.

Se você é uma marca: meses atrás, falei sobre Programas de Afiliados sob a ótica do anunciante neste post do Amo Branding!

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Lifestyle

Comprinhas imaginárias, os desejos da vez!

2 de agosto de 2017

Atire a primeira pedra aquela que nunca saiu enchendo um carrinho de e-commerce sem nenhuma pretensão de finalizar o pedido – tem que tomar cuidado, porque na empolgação a gente pode acabar comprando além do que devia/queria! Hoje eu brinquei disso, juntei coisas que já comprei, outras que quero MUITO comprar e algumas que provavelmente preferirei só desejar.

Para ver os meus dez eleitos, passe as setinhas para o lado e coloque o mouse em cima da imagem para conferir loja, preço e meu comentário sobre por que o escolhi.

Daí que em vez de fechar as janelas eu resolvi trazer pra cá e compartilhar! Em que loja você mais ama fazer comprinhas imaginárias?!

 

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Lifestyle

Quinze mudanças de rotina que melhoram a vida!

1 de agosto de 2017

Início de agosto é sempre tempo de balanço geral por aqui, já que dia 4 é meu aniversário – e leonina que é leonina sempre dá um jeito de ir avisando antes assim como quem não quer nada! E neste ano, a semana tem um gosto especial, já que estou prestes a completar dois meses de férias nas quais apostei na introspecção, investi na informação e aproveitei para me conhecer mais e fazer alguns ajustes de percurso.

Estou em pleno #Desafio21Dias {nove já foram!}, no qual trago ainda o hábito do exercício físico e da escrita diária – tarefa pró-propósito domando qualquer armadilha do ego! – e com isso vejo como a gente pode, sim, reconstruir rotinas, basta querer. Ainda estou longe de ser a minha musa do suco verde, que acorda meditando e passa o dia gargalhando, mas graças a muito repertório e inspirações posso dizer que certas mudanças me trouxeram mais leveza, plenitude e felicidade. E aqui compartilho quinze delas!

vida leve
imagem: Girassóis via Shutterstock

DELETAR A CONTA DO WHATSAPP: a primeira foi talvez a mais radical, especialmente por eu ser uma pessoa que não gosta de falar ao telefone. Na primeira semana, apaguei só o aplicativo do celular, mas isso ainda permitia que as pessoas me visualizassem e enviassem mensagens que eu não receberia – e só a imaginação de quantas janelinhas pulariam quando eu reinstalasse me aumentou a ansiedade. Apaguei então minha conta de vez. É provável que eu volte a ter depois que terminarem minhas férias, mas, olha, ganhei um tempo útil muito valioso e, não, não sinto ne-nhu-ma falta desta rede. Continuo acessível para quem realmente precisa falar comigo, o que encerrei foi aquele contínuo senso de urgência do app, que já nos faz acordar com 15 pessoas na sua mesinha de cabeceira!

TIRAR COCA-COLA DA GELADEIRA DE CASA: essa mudança (mais difícil pra mim, com certeza!) tem um sentido mais amplo – o de mostrar que a gente pode e deve mexer nos hábitos diários. Eu não estou proibida de beber refrigerante e sigo tomando na rua, o que eu quis atingir aqui foi a mania de ter essa como a minha água!

BEBER MUITA ÁGUA: a mudança acima levou a esta, que é sempre o primeiro clichê repetido quando se pede dicas de beleza/saúde/estilo de vida. Mas, olha, nem dá para listar todos os benefícios que a gente sente na pele (até literalmente!) quando segue este hábito.

CONTAR ATÉ DEZ – OU EVITAR A REATIVIDADE: sempre, sempre vai valer a pena evitar atrito. E em 99,99% das vezes ele, o atrito, desaparece com o simples hábito de respirar antes de falar.

CEDER MAIS, EM NOME DA PAZ: é libertador perceber e entender que a gente não precisa responder tudo e todos. Não é para se ferir, apenas para eleger os (muitos) momentos em que a leveza vale muito mais do que ter razão.

ELEGER BÚSSOLAS INSPIRADORAS PARA SEGUIR: chance de procrastinação à parte, as mídias sociais são maravilhosas se a gente souber usar com (auto)responsabilidade. O tanto de dica que a gente pode ter sobre qualquer assunto que esteja nos interessando no momento em um passeio pelo Stories, nossa, é uma delícia. Basta editar o que anda acompanhando.

EDITAR QUE CONTEÚDO VAI CONSUMIR: me chame de alienada, mas eu não vou passar o dia recrutando a energia densa que vem com as notícias trágicas. Vida leve tem a ver com um pouco de ignorância – no sentido de ignorar o que não (te) acrescenta.

COMER COMIDA DE VERDADE: já contei lá no instagram @alegarattoni que minha mudança de hábitos tem mais a ver com acrescentar o que é bom do que com proibir o menos saudável. Assim, minha meta é cada vez mais incluir bons alimentos na rotina. 

BUSCAR QUALIDADE NAS “GULOSEIMAS”: até acredito que dá pra ser feliz só a base de grãos saudáveis e suco verde, mas eu não pretendo chegar a este nível! Mas estou reeducando meu paladar – se é pra ter prazer de comer um off-comida que seja com o que vale, como por exemplo um BOM chocolate e não um desses de padaria que é mais açúcar colorida do que qualquer outra coisa! E paladar/organismo mudam rápido. Me surpreendi quando dias atrás comi um pacote de jujubas (meu ponto fraco) e passei super mal.

DIETA PLANT-BASED À NOITE: não sei se um dia cortarei proteína animal, definitivamente não cheguei nesse estágio evolutivo! Mas já percebi que seguir a alimentação à base de plantas na parte da noite me faz acordar com muito mais energia no dia seguinte.

SE APROXIMAR DE QUEM TE ENSINA: na mesma linha das escolhas alimentares, este tópico tem mais a ver com acrescentar do que cortar. Várias pessoas do meu convívio mais próximo não têm nenhum interesse em muitos destes temas que hoje fazem meu coração bater – autoconhecimento, evolução plena, meditação, modelo mental de crescimento… Mas na paralela tenho me aproximado de várias que estão em sintonia com esse meu momento.

LER MUITOS LIVROS: a leitura tem, pra mim, até um certo poder curativo. E é nela que busco apoio para cada nova fase e para cada mergulho rumo ao autoconhecimento.

BUSCAR FONTES DE AUTOCONHECIMENTO: acredito de verdade que se conhecer é o único caminho para uma vida leve. Cada um, cada um, e nunca uma mesma fórmula vai atender a todo mundo – você só saberá a que funciona pra você se… se conhecer! Aqui, vale desde uma palestra TED na internet até um workshop com pessoas que te inspiram (e, na minha opinião, neste quesito, o presencial tem peso dois no efeito).

CUIDAR DOS CINCO SENTIDOS: numa dessas sincronicidades energéticas, dias depois de fazer este post sobre dicas para alegrar os sentidos, li uma crônica da Marcia de Luca (amo!) na revista Claudia de julho falando da importância de pensar nos cheiros, sons e imagens dos quais nos cercamos. Um homespray, fotos de pessoas que você ama, músicas que te deixam feliz, cerque-se disso na sua rotina!

MEDITAR: ainda sou nível pré-principiante, mais esforçada do que bem-sucedida na ação, mas sei que já já isso será mais natural pra mim. Eu amo que a orelha do livro 10% Mais Feliz diz que a meditação tem um problema de marketing, pois os principais representantes falam como se estivessem sempre acompanhados por uma flauta – imagem que acabava afastando uma maioria que não se identificava com o estereótipo em questão. Sinto que isso já começa a mudar e torço para que em breve as crianças aprendam a esvaziar a cabeça já na idade pré-escolar.

Novos hábitos, basta dar o primeiro passo. Porque antes de cuidar do corpo, da pele e dos cabelos, a gente precisa monitorar a própria energia, a própria essência. E que venha agosto, meu mês do coração!

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