31 dias no Rio: dicas de nutrição para um verão mais saudável

por Alessandra Garattoni em 5 de novembro de 2015
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{o especial carioca, que rolou durante o mês de outubro no blog, segue por mais alguns dias com alguns posts extras!}

Não tem jeito: verão no Rio (mais especificamente nas praias cariocas) nos inspira a querer cuidar mais do corpo. Cidades à beira-mar, em geral, despertam esse desejo de buscar melhor alimentação, exercícios, eventualmente até tratamentos – tudo em nome de um, digamos, maior conforto na hora de vestir o biquíni {e atire a primeira água de coco quem nunca se pegou pensando nisso às vésperas de encarar a areia!}.

De olho nesse desejo pré-verão, fomos direto à fonte. Um papo com Isabel Jereissati – uma das melhores nutricionistas cariocas – trouxe dicas de nutrição valiosas para quem quer reduzir o consumo de alimentos industrializados para uma alimentação mais natural. “Pode ser uma mudança brusca de início, mas vai garantir uma melhora na qualidade de vida e no funcionamento do organismo.”, garante Bel.

Isabel Jereissati

Para desapegar dos alimentos industrializados, Bel recomendou algumas trocas saudáveis…

* Troque o refrigerante por… água aromatizada
Para quem não consegue abrir mão de uma bebida adocicada, a água aromatizada pode enganar o desejo por refrigerantes. Combine água natural (ou com gás) com frutas da sua escolha. Deixe a criatividade rolar, aposte em morango, kiwi, laranja, limão siciliano.

* Troque o açúcar branco por… mel
Ambos alimentos são calóricos, mas a questão principal é o benefício proporcionado no organismo. O consumo excessivo do açúcar gera o aumento da insulina, um hormônio altamente inflamatório. Já o mel é rico em propriedades terapêuticas, tratando até gripes e resfriados. Também é fonte de minerais, antioxidantes e probióticos.

* Troque as balas e pirulitos por… uvas/blueberries congeladas
Refrescantes, as frutinhas geladas podem ser boas substitutas dos docinhos nada saudáveis.

* Troque o sorvete por… smoothies naturais
O tradicional sorvete, repleto de açúcar e corante, pode ser substituído por frutas batidas no liquidificador com iogurte sem lactose, iogurte natural desnatado, água de coco e chás.

* Troque seu salgadinho industrializado por… maçã desidratada/chips de couve
Quer um snack para o lanche da tarde? Aposte em couve assada! Fonte de fibra e ferro, a couve pode ser incrementada com temperos, depois é só colocar no forno e pronto. A maçã desidratada também pode ser uma opção. Fonte de fibras, ela estimula a flora intestinal, além de conter antioxidantes que protegem o organismo dos radicais livres.

SERVIÇO
Consultório Isabel Jereissati
tel.: (21) 3986-2777

Candice Swanepoel
inspirou-se?! 😛



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Série mulheres empreendedoras: inspire-se com elas

por Alessandra Garattoni em 5 de novembro de 2015
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A partir de hoje, os posts e perfis de mulheres empreendedoras serão cada vez mais comuns por aqui – é bom se inspirar com histórias alheias e ouvir que experiências diferentes, medos, erros e acertos fazem parte de muitas trajetórias. Pra começar, três exemplos de sucesso: uma assessora de imprensa de famosos, uma dona de marca de brigadeiros e uma empresária expert em conexões de marcas e co-branding em geral {que, mesmo com pouca idade, já tem um currículo recheado de histórias de empreendedorismo}.

mulheres empreendedoras
imagem via Refinery29

Juliana Mattoni, da Ju Mattoni Comunicação, empresa que presta assessoria para Anitta, Fabio Assunção, Bruna Marquezine, Tatá Werneck, entre muitos outros
Antes do negócio próprio: trabalhou na FSB Comunicações atendendo a SulAmérica Seguros como trainee, na Comunicação da Petrobras e na Central Globo de Comunicação, fazendo atendimento à imprensa de dramaturgia
Nasceu para empreender? “Na verdade, nunca almejei ter o meu próprio negócio. A oportunidade surgiu e eu resolvi encarar.”
Deu medo antes de começar? “Pânico. Eu sou muito controladora e ansiosa, então foi bem difícil lidar com a situação de insegurança que é inerente a qualquer começo. No caminho, descobri que eu era mais corajosa do que eu imaginava.”
Dica valiosa pra quem começa {e a crise?!}: tem que conhecer profundamente o seu mercado e o próprio negócio. Qualidade é fundamental – um produto ou serviço mais ou menos já tem de monte por aí. O lucro é consequência de um trabalho necessário (e por isso é importante o estudo de mercado para saber se há espaço e demanda) e bem feito. Não adianta só se preocupar em ganhar dinheiro e deixar o processo de entrega em segundo lugar.
Seu negócio definido em poucas palavras: assessoria de comunicação voltada ao mercado artístico e cultural realizada com planejamento, estratégia e atendimento personalizado.

Ju Mattoni

Patricia Barbieri, do Brigadeiros da Pati, um dos mais requisitados (e deliciosos!) do Rio de Janeiro – e até de NY, já que ela foi destaque com sua barraquinha durante a Brazilian Week!
Antes do negócio próprio: formada e com duas especialidades em nutrição. Antes da formatura, trabalhou com eventos
Nasceu para empreender? “Começou meio sem querer. Trabalhava como nutricionista numa grande empresa e não estava satisfeita com salário nem com o reconhecimento da profissão. Na festa de 70 anos da minha mãe, resolvi fazer os brigadeiros e as pessoas ficaram encantadas. De lá para cá, fiz milhares de cursos, testei inúmeras receitas (e continuo testando) para aprimorar mais ainda meu produto. Por conta da formação em nutrição, o controle de qualidade em tudo que faço é absolutamente rigoroso.”
Deu medo antes de começar? “Medo não, deu pânico total quando decidi largar a nutrição e mergulhar fundo nos brigadeiros. Fazia em casa e, por dois anos, dividi a cozinha e todos os espaços da casa com inúmeras caixas de leite condensado, chocolate e granulado! Depois, ao alugar um espaço micro perto de casa, mais pânico ainda, pois já não estava mais trabalhando sozinha e iria assumir a responsabilidade de aluguel e todos os custos que isso envolve. Em menos de um ano nesse espaço, percebi que não cabia mais e aluguei outro três vezes maior e contratamos mais duas pessoas. Hoje, passados cinco, estamos nessa loja com quatro funcionários e um motorista para fazer toda parte de entregas e compras.”
Dica valiosa pra quem começa {e a crise?!}: “Não tema! Se tiver medo, vai com medo mesmo, a crise está aí para todos, mas, com dedicação e sacrifícios, sairemos dela.”
Seu negócio definido em poucas palavras: a união do amor aos doces e da vontade de crescer – uma empresa que está há quatro anos no mercado, com dedicação a qualidade, sabor, ingredientes super selecionados e produtos com apresentação impecável!

Patricia Barbieri Brigadeiros da Pati

Lelê Saddi, do site WePick e da Lele Saddi Branding & PR
Antes do negócio próprio: trabalhou no Glamurama e na Daslu, onde começou como estagiária e saiu como coordenadora de Marketing. “Foram quatro anos no total lá e com certeza foi a minha maior escola. Ter o privilégio de trabalhar com a Eliana Tranchesi e aprender com ela realmente é inesquecível. É muito importante ter experiências em empresas antes de empreender!”
Nasceu para empreender? “Desde quando entrei na faculdade e comecei a trabalhar em empresas sabia que futuramente queria ter o meu próprio negócio. Provavelmente também tive um pouco de influência da minha família – vi meus pais empreendendo e isso sempre me encantou!”
Deu medo antes de começar? “Menos medo porque eu era muito nova e quando somos novos não medimos muito as consequências de nada. Hoje sou muito mais cautelosa, madura! Mas tenho frio na barriga todos os dias! Empreender exige, é muita responsa!”
Dica valiosa pra quem começa {e a crise?!}: “Eu não faria nada sem ter um bom business plan, estratégia e planejamento!”

Lele Saddi



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Por que dificilmente ganharemos dinheiro com blog

por Alessandra Garattoni em 4 de novembro de 2015
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Foi em algum momento da década passada ainda. Os blogs começaram a ganhar alcances expressivos e suas autoras passaram a ter vozes relevantes no cenário da comunicação. Os resultados que uma marca tinha ao aparecer em um blog, por vezes, eram mais notáveis e até fáceis de ser medidos do que um anúncio de página numa revista. As empresas oficializaram isso e foi então que surgiram as muitas formas de publicidade em blog. Bom pra todo mundo. Quem estava de fora – e muita gente ainda estava – logo se interessou: ‘ei, eu também posso dividir meus looks, compartilhar minhas dicas, escrever meus textos e ganhar dinheiro, isso eu também consigo fazer’.

O mercado inflou. As cifras pagas a um chamado ‘dream team’, que alcançava realmente MUITA gente e de fato trazia muito retorno para os anunciantes, foram ao céu. E tudo isso só aumentou as ilusões em torno da mídia blog, trazendo para a plataforma quem nunca havia pensado nisso como profissão. Aumentou a concorrência, diminuiu a chance de se destacar. As fórmulas despretensiosas que levaram algumas ao topo não serviam de receitas, viralizar de forma programada é algo muito difícil. Mas toda essa introdução sobre os últimos dez anos é para ser a portadora das más notícias: se seu único intuito com a internet, hoje, é ganhar dinheiro, eu recomendaria ter um plano B.

ganhar dinheiro com blog
imagem blogueira via Shutterstock

Não vou entrar no mérito da mudança do público consumidor de informações na internet, no polêmico – e de certa forma bem questionável – suposto grito de liberdade da australiana de 18 anos nem no fato de que necessidades mudam mesmo. Não vou falar que quando se chega ao limite de uma tendência é natural que haja um movimento rumo ao outro extremo (chega de aspiracional fora de alcance?!). Meu ponto de partida para dissertar sobre isso é este ótimo texto do YouPix (clique e leia, mesmo!), referência na área da internet que mudou, ele próprio, sua maneira de compartilhar conteúdo. Entre os sete motivos elencados para explicar por que os anunciantes não respondem seu e-mail e não anunciam no seu blog, tópicos que explicam tecnicamente o percentual de verba destinado a publicidade na internet, a oferta e demanda atual e a teoria que mostra quais são os números realmente relevantes {um banho de água fria pra gente que acha que nosso conteúdo é único e nosso engajamento representa mais do que cem milhões de pageviews – o que muitas vezes é verdade, mas infelizmente não é suficiente}. Nunca tive foco na comercialização publicitária dos meus blogs, então não posso medir por mim, mas é unânime entre amigas blogueiras dos mais diferentes segmentos e tamanhos que a queda no formato publi é notável e significativa. E isso deve representar algo…

Sejamos honestos: entre as poucas blogueiras (segue aquela fórmula das top models, para cada uma Gisele há 1.200.000 modelos nos beliches mundo afora) que compõem o time das cifras ainda bem altas, muitas nem escrevem mais em seus blogs. Elas não ganham mais dinheiro como produtoras de conteúdo, mas sim como personalidades, tal e qual atrizes e top models, cujo carisma costuma estar acima do fato de estarem ou não em cena na TV ou na passarela da Chanel. Tiveram timing, sorte e talento para construírem marcas pessoais que vendem muito além de blogs em si – algumas mantêm o www recheado de textos de colaboradores, outras aparecem eventualmente no publicador do WordPress, mas a manutenção de suas imagens está muito mais nas redes rápidas, sabemos disso. E não, não é uma crítica. Elas vendem, elas entregam, elas têm TODO o mérito de serem as Giseles de sua área e devem ser bem recompensadas por isso. Nenhuma marca paga X, por mais fortuna que pareça X, se o retorno não for 10 X, não nos iludamos! Ganha quem merece e essa verdade deve ser entendida mesmo que não se concorde pessoalmente com os meios ou com as eleitas. É simplesmente um movimento de mercado, negócios!

Gisele

Entre os produtores de conteúdo, muito poucos têm números que impressionam e menos ainda têm um material super diferente de tudo que já existe, diz o texto do YouPix que nos leva a pensar. E é verdade. Muitos, muitos blogs surgiram e seguem surgindo a cada dia. E, mais uma vez, a oferta x demanda toma conta – na década passada, eram poucos blogs e se destacar era um milhão de vezes mais fácil. Nosso texto pode ser incrível, mas não estamos postando nada que já não tenha sido postado.

Quando se lê alguns blogs gringos que falam sobre blogar {alguns com números mensais de pageviews até ‘modestos’, na casa dos 100k ou 200k mensais}, é comum encontrar posts do tipo ‘como faturei doze mil dólares com meu blog neste mês’. Aí você clica e vê que, dos doze mil, tem uns cento e pouco dólares de programas de afiliados ou de Adsense. O grosso da conta vem mesmo de e-books, consultorias e serviços. Ou seja, a receita tem o blog como vitrine, não como meio direto.

Por outro lado…

Se você ama escrever e adora seu blog, não se sinta desestimulado com esse banho de água fria. Espaços na internet sempre serão valiosas vitrines e ótimos meios de comunicação com o leitor-consumidor. Apenas não planeje seu futuro com base em banners e publis, porque eles já são e tendem a ser ainda mais raros para a turma que não entrou na casa das dezenas de milhões. O que fazer então?

moedas
imagem moedas via Shutterstock

1) Pense na teoria número um do branding: escolha nicho, trabalhe foco, especifique. Quanto mais voltado para um tema/público, maior a possibilidade de engajar esse público e fazê-lo entrar no seu universo, se interessando genuinamente por ele

2) Engaje, valorize sua credibilidade, seja confiável: a ética tem sido muito questionada, em todos os veículos, em todas as esferas. Virou diferencial, infelizmente. Não coloque a sua à venda por nada.

3) Comunique-se, saiba ouvir, até como maneira de identificar o que você faz de melhor (caso ainda não saiba nem tenha uma área definida): é com base nisso que saberemos os meios de retorno financeiro que podemos explorar indiretamente com nossa voz na rede.

4) Una foco e engajamento para fazer conversões vendendo produtos ou serviços para este nicho engajado – já tinha publicado sobre o futuro {já presente} da comercialização dos blogs aqui!

5) Tenha no seu blog o melhor e mais transparente SAC do seu real negócio: sabendo usar, não vai faltar (utilidade e propósito)!

Em resumo, acabou aquele sonho de achar que basta sentar todo dia no computador e falar de modas, produtinhos ou inovações para embolsar uma quantia significativa. Também é baixa a probabilidade de se tornar uma nova blogueira-personalidade, até pela quantidade de gente se debatendo pelo mesmo posto. Começar do zero com altas ambições poderá te desestimular antes do primeiro aniversário – e mesmo elas, as blogueiras-personalidades, caminharam uns bons anos até ‘chegar lá’! Mas, sim, dá pra se mexer e oferecer algo mais, usar este espaço como vitrine de outras coisas, criar um trabalho que vá além do seu ponto-com. A bolha dos blogs em si, como já era de se imaginar uns três, quatro anos atrás, explodiu. Ganha quem largou na frente e soube fazer de si um personagem que dá real {e grande, bem grande} retorno às marcas. No mais, não há lastro para tantas cifras! Apenas espaço para pensar fora da caixa e oferecer um trabalho extra.



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