ALE GARATTONI

Carioca em SP, leonina, mãe da MH. Este blog é o meu hobby-recreio e aqui você vai ler posts que agradam aos olhos, à mente, à energia. Com beleza, suspiros e leveza! Cuide de sua alma e inspire-se, para ser & fazer melhor.

Amo Branding

Por que dificilmente ganharemos dinheiro com blog

4 de novembro de 2015

Foi em algum momento da década passada ainda. Os blogs começaram a ganhar alcances expressivos e suas autoras passaram a ter vozes relevantes no cenário da comunicação. Os resultados que uma marca tinha ao aparecer em um blog, por vezes, eram mais notáveis e até fáceis de ser medidos do que um anúncio de página numa revista. As empresas oficializaram isso e foi então que surgiram as muitas formas de publicidade em blog. Bom pra todo mundo. Quem estava de fora – e muita gente ainda estava – logo se interessou: ‘ei, eu também posso dividir meus looks, compartilhar minhas dicas, escrever meus textos e ganhar dinheiro, isso eu também consigo fazer’.

O mercado inflou. As cifras pagas a um chamado ‘dream team’, que alcançava realmente MUITA gente e de fato trazia muito retorno para os anunciantes, foram ao céu. E tudo isso só aumentou as ilusões em torno da mídia blog, trazendo para a plataforma quem nunca havia pensado nisso como profissão. Aumentou a concorrência, diminuiu a chance de se destacar. As fórmulas despretensiosas que levaram algumas ao topo não serviam de receitas, viralizar de forma programada é algo muito difícil. Mas toda essa introdução sobre os últimos dez anos é para ser a portadora das más notícias: se seu único intuito com a internet, hoje, é ganhar dinheiro, eu recomendaria ter um plano B.

ganhar dinheiro com blog
imagem blogueira via Shutterstock

Não vou entrar no mérito da mudança do público consumidor de informações na internet, no polêmico – e de certa forma bem questionável – suposto grito de liberdade da australiana de 18 anos nem no fato de que necessidades mudam mesmo. Não vou falar que quando se chega ao limite de uma tendência é natural que haja um movimento rumo ao outro extremo (chega de aspiracional fora de alcance?!). Meu ponto de partida para dissertar sobre isso é este ótimo texto do YouPix (clique e leia, mesmo!), referência na área da internet que mudou, ele próprio, sua maneira de compartilhar conteúdo. Entre os sete motivos elencados para explicar por que os anunciantes não respondem seu e-mail e não anunciam no seu blog, tópicos que explicam tecnicamente o percentual de verba destinado a publicidade na internet, a oferta e demanda atual e a teoria que mostra quais são os números realmente relevantes {um banho de água fria pra gente que acha que nosso conteúdo é único e nosso engajamento representa mais do que cem milhões de pageviews – o que muitas vezes é verdade, mas infelizmente não é suficiente}. Nunca tive foco na comercialização publicitária dos meus blogs, então não posso medir por mim, mas é unânime entre amigas blogueiras dos mais diferentes segmentos e tamanhos que a queda no formato publi é notável e significativa. E isso deve representar algo…

Sejamos honestos: entre as poucas blogueiras (segue aquela fórmula das top models, para cada uma Gisele há 1.200.000 modelos nos beliches mundo afora) que compõem o time das cifras ainda bem altas, muitas nem escrevem mais em seus blogs. Elas não ganham mais dinheiro como produtoras de conteúdo, mas sim como personalidades, tal e qual atrizes e top models, cujo carisma costuma estar acima do fato de estarem ou não em cena na TV ou na passarela da Chanel. Tiveram timing, sorte e talento para construírem marcas pessoais que vendem muito além de blogs em si – algumas mantêm o www recheado de textos de colaboradores, outras aparecem eventualmente no publicador do WordPress, mas a manutenção de suas imagens está muito mais nas redes rápidas, sabemos disso. E não, não é uma crítica. Elas vendem, elas entregam, elas têm TODO o mérito de serem as Giseles de sua área e devem ser bem recompensadas por isso. Nenhuma marca paga X, por mais fortuna que pareça X, se o retorno não for 10 X, não nos iludamos! Ganha quem merece e essa verdade deve ser entendida mesmo que não se concorde pessoalmente com os meios ou com as eleitas. É simplesmente um movimento de mercado, negócios!

Gisele

Entre os produtores de conteúdo, muito poucos têm números que impressionam e menos ainda têm um material super diferente de tudo que já existe, diz o texto do YouPix que nos leva a pensar. E é verdade. Muitos, muitos blogs surgiram e seguem surgindo a cada dia. E, mais uma vez, a oferta x demanda toma conta – na década passada, eram poucos blogs e se destacar era um milhão de vezes mais fácil. Nosso texto pode ser incrível, mas não estamos postando nada que já não tenha sido postado.

Quando se lê alguns blogs gringos que falam sobre blogar {alguns com números mensais de pageviews até ‘modestos’, na casa dos 100k ou 200k mensais}, é comum encontrar posts do tipo ‘como faturei doze mil dólares com meu blog neste mês’. Aí você clica e vê que, dos doze mil, tem uns cento e pouco dólares de programas de afiliados ou de Adsense. O grosso da conta vem mesmo de e-books, consultorias e serviços. Ou seja, a receita tem o blog como vitrine, não como meio direto.

Por outro lado…

Se você ama escrever e adora seu blog, não se sinta desestimulado com esse banho de água fria. Espaços na internet sempre serão valiosas vitrines e ótimos meios de comunicação com o leitor-consumidor. Apenas não planeje seu futuro com base em banners e publis, porque eles já são e tendem a ser ainda mais raros para a turma que não entrou na casa das dezenas de milhões. O que fazer então?

moedas
imagem moedas via Shutterstock

1) Pense na teoria número um do branding: escolha nicho, trabalhe foco, especifique. Quanto mais voltado para um tema/público, maior a possibilidade de engajar esse público e fazê-lo entrar no seu universo, se interessando genuinamente por ele

2) Engaje, valorize sua credibilidade, seja confiável: a ética tem sido muito questionada, em todos os veículos, em todas as esferas. Virou diferencial, infelizmente. Não coloque a sua à venda por nada.

3) Comunique-se, saiba ouvir, até como maneira de identificar o que você faz de melhor (caso ainda não saiba nem tenha uma área definida): é com base nisso que saberemos os meios de retorno financeiro que podemos explorar indiretamente com nossa voz na rede.

4) Una foco e engajamento para fazer conversões vendendo produtos ou serviços para este nicho engajado – já tinha publicado sobre o futuro {já presente} da comercialização dos blogs aqui!

5) Tenha no seu blog o melhor e mais transparente SAC do seu real negócio: sabendo usar, não vai faltar (utilidade e propósito)!

Em resumo, acabou aquele sonho de achar que basta sentar todo dia no computador e falar de modas, produtinhos ou inovações para embolsar uma quantia significativa. Também é baixa a probabilidade de se tornar uma nova blogueira-personalidade, até pela quantidade de gente se debatendo pelo mesmo posto. Começar do zero com altas ambições poderá te desestimular antes do primeiro aniversário – e mesmo elas, as blogueiras-personalidades, caminharam uns bons anos até ‘chegar lá’! Mas, sim, dá pra se mexer e oferecer algo mais, usar este espaço como vitrine de outras coisas, criar um trabalho que vá além do seu ponto-com. A bolha dos blogs em si, como já era de se imaginar uns três, quatro anos atrás, explodiu. Ganha quem largou na frente e soube fazer de si um personagem que dá real {e grande, bem grande} retorno às marcas. No mais, não há lastro para tantas cifras! Apenas espaço para pensar fora da caixa e oferecer um trabalho extra.

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  1. Paola Scott Em 04/11/2015

    pura verdade!




  2. Julia Em 04/11/2015

    Parabéns pelo artigo, eu já me questionava quando essa bolha iria explodir. Assim como eu acredito que muitos leitores venham se decepcionando com a qualidade de muitos blogs que surgem a cada dia e também com a falta de personalidade deles – é tudo muito planejado, cronometrado. Acho que as blogueiras famosas de fato construiram a fama com base num conteúdo honesto, despretensioso, o que atraiu as marcas e por consequência o grande retorno financeiro.
    Não estou em nenhuma rede social (apenas o Linkedin), leio apenas uns 3, 4 blogs que realmente me interessam (o seu sempre na lista), e tenho visto mais e mais pessoas fazendo o mesmo, buscando mais qualidade no que vê e no que lê… É muito cansativo ver repetição por todos os lados.

    Parabéns pelo blog!

    Que honra, obrigada pela preferência!
    bjobjo
    p.s. também amo o LInkedin, melhor rede atualmente!!




  3. Gabriela Ganem Em 04/11/2015

    Perfeito e muito pertinente.




  4. Camila Em 04/11/2015

    Ale,
    E você sabe que pra quem gosta realmente de escrever,saber que todo esse frenesi criado em torno de blogs deve passar,da uma certa tranqüilidade.
    Saber que tudo deve normalizar nos dá uma certa impressão de que vai ficar só que realmente faz por amor e vocação.
    Eu retomei meu sonho de ser jornalista,através do meu blog.
    A menina que sempre sonhou ser editora da Elle,de formou em Adm. Hospitalar,é uma executiva por formação mas nas horas vagas exerce o jornalismo independente e despretensioso através de um blog de moda,beleza e de tudo o que quiser falar.
    E isso vale muito pra mim!
    Se o adsense render algum dólares,ótimo.
    Se não, tudo certo também.
    Bjs




  5. Fernanda Duarte Em 04/11/2015

    Ale!
    Preciso te dar um abraço apertado!
    Me identifico tanto com seus pensamentos!

    A blogueira australiana (com polêmicas ou não) já traduz o que eu sempre pensei e nunca deixei me levar: redes sociais não são verdadeiras!

    E esse texto? Perfeito, perfeito e perfeito!
    Há tempos eu observava esse desespero querer ser blogueira rica, com conteúdos de baixa qualidade e repetitivos (quem aguentava mais ver “look do dia”? Eu sou do tempo da Cris Guerra, do Hoje Vou Assim. Que conheci por meio do “Para Francisco” e sua história. Mas depois era um festival de look do dia que eu quase morria!)

    Também acompanho somente 3 blogs! E que, por coincidência ou não, são suas amigas! O maravilhoso “Fashionismo” da Thereza, o “Minhas Dikas” da Katia e o seu!!! Só me interesso por esses três! Tem conteúdo, cuidado, diferencial!

    Lembro do “It Girls” que tinha posts sobre etiqueta e língua portuguesa!!!!!! Que fantástico! Eu não entendia como alguém podia preferir ver alguém vestindo roupa em lojas!! Kkkkk

    Sem criticar, é claro! Pq Camila Coutinho, Thassia Naves tem luz própria, carisma, a marca pessoal que vc falou! Isso é incrível! Mas não podemos iludir pessoas que acham que terão o mesmo sucesso delas!

    Ótimo texto, realista e pé no chão!

    Vem aqui para eu te dar um abraço!! Kkkk

    Beijos

    Fernanda

    Obrigada, linda!!
    Por coincidência, estava relendo sua carta linda ontem!
    <3
    bjobjo




  6. Feio Sujo e Malvado Em 04/11/2015

    A internet era outra, antes das redes sociais. Hoje em dia os internautas gastam seus pacotes de dados postando inutilidades e lendo frivolidades. É o caso do rapaz que chega em casa de madrugada e posta que foi tentar cozinhar um miojo mas seu irmão já havia comido o último pacote da dispensa. Ou da garota que, apesar da previsão do tempo prevenir que o dia seria chuvoso e frio, decidiu ir trabalhar com sua sandália nova. E além disso, há esta praga denominada moderador. É comum você teclar por algum tempo a sua teoria favorita para depois voltar ao blog e constatar que seu comentário foi descartado. Daí… que mais há para se dizer?

    Oi Feio, Sujo e Malvado (medo do seu codinome!),
    deve ser frustrante mesmo ter um comentário não aprovado, mas, se você estiver lendo blogs sérios (como eu penso ser o meu), posso te garantir que isso só acontece se você for muito grosseiro ou agredir alguém. Opiniões contrárias com educação são sempre bem-vindas e geram bons debates em blogs transparentes.
    Será que não é o caso de você mudar esse codinome e passar a usar seu e-mail verdadeiro?! Só uma dica, mas ajuda muito, garanto! Bem-vindo ao meu espaço.
    p.s. moderação não é uma praga, apenas uma maneira de manter o nível em uma ferramenta na qual anônimos corajosos podem baixar o nível desnecessariamente!




  7. Adriana Em 04/11/2015

    Estou muito feliz com esse momento verdade verdadeira da Internet. Isso não é destruir sonhos ou contar más notícias. Eu amadureci muito esse ano por deixar de ser ingênua em alguns assuntos e, textos como o seu, estão sendo fundamentais nesse amadurecimento.
    Saudades dos textos sobre língua portuguesa e etiqueta, como a Fernanda falou acima. Saudades de um possível livro It 2 – A missão.
    Bj
    Dri




  8. Helena Em 04/11/2015

    Alê, você é o máximo! Gosto muito dos seus textos, leio tudo com prazer! Comecei meu blog há pouco tempo, e sempre procuro dar dicas de coisas que acho interessantes (sempre rola uma bobeira, mas é bom também né). Seus posts me ajudam sempre a manter os pés no chão em relação a esse mundo de ostentação. Obrigada!

    Beijos,
    Helena




  9. Christine Marote Em 04/11/2015

    Alê,
    Mais uma vez parabéns pelo texto, pela reflexão.
    Sabe que sou sua fã, mesmo do outro lado do mundo.rs
    E tudo que você disse é verdade. Meu blog é extremamente direcionado: China.
    São 5 anos de trabalho e dedicação. Mas a página web até hoje só me deu gastos…rs
    Algum dinheiro, mas nem tanto assim, ganho com assessoria a pessoas que vem visitar a China e palestras no Brasil. E olha que já ouvi diversas vezes que o ‘China na minha vida’ é uma referência no assunto. Fico feliz, mas até ser viral vai uma longa caminhada.
    Desistir, às vezes penso… você sabe o quanto dá trabalho manter um blog, mesmo um pequeno como o meu. Mas a paixão é maior. Amo o que faço, e os ganhos para mim estão aí…
    Claro que dinheiro é necessário, mas não pensem que um blog vai fazer alguém ficar milionário! O exemplo das modelos que usou é perfeito.
    Beijo enorme e espero te encontrar em Fevereiro…rs




  10. Dariane Em 05/11/2015

    Como sempre você é incrível com as palavras. Tenho blog há 5 anos e tudo é feito com amor e dedicação. A produção de conteúdo é algo instigante, e quanto mais escrevemos, mais aprendemos. Não quero desanimar, mesmo sabendo que a “bolha explodiu”! É um processo seletivo: os melhores e mais fortes ficam! Beijos




  11. Mariana Em 05/11/2015

    Oi Ale. Realmente, os blogs de moda das “super bloqueiras” deram uma estagnada. Entro em vários, mas não todos os dias, porque é sempre tudo muito igual, looks do dia montados e excesso de publiposts. Tinham várias meninas que eu adorava, mas depois que passaram a integrar aquela rede de blogs achei que todos eles pioraram muito, mas enfim, nunca comentei nada porque penso que para elas deve valer a pena. Sinto que não tem mais o mínimo de espontaneidade que é o que as diferenciava, no começo. Claro que algumas estão firme e fortes e acho que até já evoluíram do conceito de blog para um outro tipo de plataforma, como é o caso da Camila Coutinho, que acho bem legal, mas não sinto vontade de ler o site dela todos os dias. O seu permanece nesse estilo que eu gostava mais, bem espontâneo, com conteúdos mais criativos, variados. Parabéns. Beijos.




  12. Gabriela Em 05/11/2015

    Também ando vendo os blogs ultimamente muito mais como vitrine (seja da própria pessoa ou do negócio que ela tem). Não sou empreendedora, mas penso que o blog também pode ser um portfolio para conseguir as vagas de emprego que queremos.




  13. Vivendo a vida Em 05/11/2015

    Ale,

    Qual será o futuro das “blogueiras” que vivem de parceria com lojas físicas/virtuais, salão de beleza, dentistas e afins??? Essa bolha também já explodiu???

    Conseguir presentinho é sempre mais fácil (desde sempre) do que fazer a empresa colocar a mão no bolso! Quem quiser viver disso e conseguir dar retorno pro ‘parceiro’ provavelmente vai continuar numa boa. Mas é importante ressaltar que o tamanho do presente sempre foi e sempre será proporcional à audiência e aos resultados do blog – por isso quem já começa de olho nisso tende a desanimar antes de conseguir algo além de um mini-rímel! Tem que ter paixão!




  14. Juliana Lima Em 05/11/2015

    Boa tarde, Ale!
    Obrigada por colocar por extenso tudo que eu “sentia” como leitora/consumidora de blogs. No meio do caminho, mesmo os blogs da super blogueiras perderam a graça. Não sou muito ligada na parte business, mas sinto que o próximo “boom” vai ser dos videos, youtubers etc. Apesar que sinto que o Snapchat tá tirando um pouco o espaço dos videos, meu feeling. Estou certa ou errada, Ale? Dá uma luz! Rsrsrs… Parabéns pelo seu conteúdo! Bjo

    Sinto a volta do foco no conteúdo, em qualquer formato! A ilusão do dinheiro fácil, na verdade, sempre foi muito mais ilusão – poucas ganharam somas relevantes como produtoras de conteúdo (não incluindo ganhos como personagem, ok?!) e o excesso de comercialização já causa mais rejeição do que resultado, falando em linhas gerais.
    bjobjo




  15. Ana Cristina Em 05/11/2015

    Boa noite Alê,
    gostei muito do seu texto, é bom e aborda um assunto muito interessante. Sou fã de alguns blogs, quando era mais nova tive um para chamar de meu. Atualmente tenho pensado em voltar para a blogsfera, mas não tenho esse interesse de ganhar dinheiro com isso. Até porque nunca acreditei que fosse uma tarefa fácil ganhar dinheiro com blogs. Mas realmente ainda estou em cima do muro sobre a ideia de voltar a bloggar e o seu texto me fez repensar e dar uma recuada.
    Será que ainda é válido criar um blog para compartilhar conteúdo ou é perda de tempo?




  16. Mariana Em 25/11/2015

    Muito bom o texto! Concordo em tudo! Vi esse texto da Thereza e acredito que está em sintonia com o seu:

    http://www.fashionismo.com.br/2015/11/os-blogs-nao-vao-a-lugar-algum/




  17. Maria Greca Em 03/05/2016

    Oi, Alê!
    Adorei o texto, mas me surgiu uma questão: O objeto da sua análise, é somente blogs de moda/comportamento ou esta sua visão engloba o universo dos blogs em geral?

    Blogs em geral!
    bjobjo




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