ALE GARATTONI

Carioca em SP, leonina, mãe da MH. Este blog é o meu hobby-recreio e aqui você vai ler posts que agradam aos olhos, à mente, à energia. Com beleza, suspiros e leveza! Cuide de sua alma e inspire-se, para ser & fazer melhor.

Primeira Pessoa

Eu quero ter um milhão de amigos: os parâmetros {fora da realidade} na internet

9 de dezembro de 2014

Ontem li esse ótimo post (tem que ler!) da Gabi, do blog Starving, sobre o mundo paralelo da compra de seguidores e likes em mídias sociais. A prática se tornou algo tão comum que, certamente, muita gente embarca na onda do “todo mundo faz, tenho que fazer também”. E sem querer julgar nem dizer que é errado, eu pergunto: qual o ponto?

Small is the new big
{o pequeno é o novo grande}

A prospecção destas empresas vendedoras de fama também está cada vez mais agressiva. Semana passada, ‘Douglas’ não parou de me enviar e-mails até que eu pedisse pelo amor de Deus para ele me retirar do mailing. Ao dizer apenas que eu não tinha interesse, eu era rebatida com uma tentativa de banho de água fria na minha auto-estima, dizendo que eu tinha poucos likes, que mais seguidores aumentariam minha credibilidade online (?!!), que investindo pouco dinheiro eu poderia ter muito retorno.

Dia desses, li em algum canto que, na internet, temos que enxergar os números como pessoas reais. E que, se você tem 50 seguidores no seu instagram, isso significa uma lanchonete lotada que espera você entrar para ver suas fotos, o que é bastante, é relevante, é bacana. Mas em tempos de números megalomaníacos, ainda que muitas vezes sem lastro real, até a pessoa que tem mil seguidores (uma casa de shows inteirinha querendo ver seu trabalho) passa a se achar impopular.

Nas revistas, de onde eu vim, os números são muito mais modestos. Você sabia que as principais revistas de moda do Brasil têm tiragens de cem mil exemplares? Que publicações que sempre tiveram uma super relevância muitas vezes não atingem milhões – ainda assim são super relevantes? Sabia que, antes desse boom de precisar ter um milhão de amigos, muitas pessoas e empresas se ‘sustentam’ com alcances que, para a turma da internet, parecem o auge da impopularidade?

Não há culpados principais nesse jogo: há oferta porque há demanda, há consumidores porque há referências, há necessidade porque o mercado valoriza, há justificativa porque, no fundo, todo mundo gosta de se enganar e de ser enganado (quem vende, quem compra, quem contrata o popular de mentirinha). E sem culpados não há lição de moral, apenas uma chamada para reflexão.

O intuito deste post é só um: você, com seus seguidores reais que parecem formar um número pequeno, é muito mais relevante do que você imagina! Faça o seu trabalho e, se cair na tentação de achar que precisa de mais e mais, transforme números em pessoas. Será surpreendente entender o alcance real que isso significa…

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  1. Marcela Em 09/12/2014

    Alê, isso era justamente o que eu precisava ler/ouvir hoje! tava super pensando que como o meu blog ainda é beeeem pequenininho (tipo, ele foi criado literalmente há um mês), mas já tem gente falando que eu precisava ter mais de mil seguidores nas redes já. Imagina? Em um mês de blog mil seguidores? A não ser que seja um conteúdo que realmente viralize acho muito difícil um blog em começo de carreira começar assim. Isso porque eu venho de um outro blog, que ficou cinco anos no ar, que não chegou aos mil nesse meio tempo. Imagina em um mês!

    Beijos!




  2. Daniela Brisola Em 09/12/2014

    Difícil falar algo de tão lindo que é seu texto. Acho que muito melhor do que ter números é fazer o que você ama e sente prazer. Amo compartilhar conhecimento e por isso que tenho o meu blog e continuarei atualizando e me dedicando a ele independente do número de seguidores. Obrigada pelos seus textos sempre floreando meus dias.




  3. Adriana Em 10/12/2014

    Vejo muita gente reclamando no próprio instagram que é muito perfil monotemático de alimentação e exercício físico. Às vezes, consigo encontrar uns perfis legais se a pessoa divulga no comentário de alguma foto da Gisele Bundchen, por exemplo. Ou outra celebridade.




  4. Fernanda Salvi Em 10/12/2014

    Concordo plenamente! Cada seguidor que tenho, principalmente no Face onde minha página tem 797 mil, foi pq as pessoas quiseram. Na parte do engajamento, disse tudo! Excelente! Bjs!




  5. Priscilla Garcez Em 12/12/2014

    Oi Ale,

    Primeiramente quero dizer que estou amando todos os seus textos de branding, tanto de blogs quanto de marcas! Eu vou abrir um blog com mais duas amigas e seus posts tem me ajudado muito. Na sua opinião, o impulsionamento de página no facebook vale a pena? Qual a sua opinião sobre essa compra “legítima” de curtidas?

    Parabéns pelo excelente trabalho!

    Beijos!

    Oi Pri!
    Eu não chamaria exatamente de compra de curtidas, ainda que usando o “sobrenome” legítima. Explico: o que o FB oferece nesse impulsionamento nada mais é do que um anúncio. É como comprar uma página de revista ou um banner de site para expor seu produto – você tem a garantia de o exibir para mais pessoas. Para fazer o anúncio de página (uma das modalidades disponíveis), é preciso saber criar esse anúncio – eu tentei umas vezes anos atrás e não senti grandes resultados, provavelmente porque eu não sei mexer/otimizar a ferramenta de segmentação, lance (valor que você paga pelo anúncio, que segue os moldes de leilão do Google Ads – que eu não entendo nada!!), design.
    A outra forma disponível é simplesmente pagar um valor para impulsionar a própria postagem, garantindo que ela seja exibida para mais pessoas do que seria. Eu já fiz isso, com valores pequenos, e não sei se é impressão, mas sinto que na sequência meu alcance orgânico cai muito por vários dias (brinco que é como cassino e o Mark fica esperando você colocar mais dinheiro!). Então decidi que não vou mais fazer! Para garantir bons alcances das postagens para quem já curte sua página eu ainda acredito mais no bom uso da página, com aquelas diquinhas que citei em um post recente da tag dica-blog. Até porque eu acredito mais na exibição da postagem para quem tem REAL interesse e engajamento com a página. Do contrário, são apenas números.
    Mas claro que essa é só a minha opinião! Acredito que algumas pessoas tenham bons resultados com ads, mas é preciso dominar a técnica disso. Para leigos como eu, acho que é dinheiro perdido!
    bjobjo




  6. Narda Em 15/12/2014

    Tá tão chato o mundo virtual hoje em dia né?
    E pra gente, que trabalha com isso, fica cada vez mais insuportável viver nessa área limítrofe entre o pessoal e o profissional.
    Ótimo texto, Ale!
    Beijos




  7. Tales Em 21/02/2015

    Obrigado por este texto, Ale. É muito, muito fácil esquecer que os números na internet devem ser pensados como os números da vida real (porque, né, são vida real!). 🙂




  8. tati Em 15/10/2015

    ADOREI!!!!!!




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