Blog 'Emprego dos Sonhos'



Cinco motivos para ter o seu próprio blog {e a verdade sobre a quantidade de acessos!}

por Alessandra Garattoni em 16 de outubro de 2014
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Até o fim da década passada, as pessoas criavam um blog basicamente por um único motivo: vontade de escrever sobre algum assunto em um espaço público. O alcance das palavras blogadas estava longe de ser tão grande – a audiência que se interessava por esta mídia ainda era mínima, comparada à de hoje. A relevância de um blogueiro para empresas, marcas e profissionais? Praticamente nenhuma. Paixão real e profunda era o que movia as pessoas para estabelecer aquela comunicação com outras pessoas.

Aí veio o boom dos blogs – de moda, principalmente – por volta de 2009, 2010… e virou um negócio de gente grande! Além de todas as vantagens de antes, surgiu a oportunidade de fazer desta mídia uma lucrativa profissão. O que é maravilhoso por um lado e ruim por outro, já que muita gente acaba desistindo de tentar fazer o seu próprio blog porque acha que bem sucedido é apenas aquele que tem um milhão de seguidores e conquista cifras na casa dos cinco dígitos, pelo menos – meta que, verdade seja dita, é difícil e possível apenas para pouquíssimas sortudas & competentes. Daí que fica parecendo que “se não é pra ganhar bilhões, pra que blogar?”. Mas eu te respondo: existem infinitos outros motivos e escrever para menos leitores pode ser, sob certos aspectos, uma bela vantagem (mesmo para quem quer blogar profi$$ionalmente!).

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A MELHOR VITRINE
Durante muito tempo, mostrar seu portfólio para o mundo era um trabalho árduo, uma longa caminhada. Hoje, um blog bem-cuidado mostra seu texto, sua arte, sua curadoria e mais infinitas outras capacidades. Para um número ilimitado de pessoas. E pode usar esta ferramenta para conseguir um emprego, para vender seu produto, para mostrar seu serviço.

EXERCÍCIO DIÁRIO
Tanto faz se é o estilo pessoal, a capacidade de escrita, a técnica da fotografia ou o talento no design: tudo que a gente faz – e observa – repetidas vezes a gente passa a fazer melhor. Um blog é uma chance de exercitar e evoluir diariamente.

AUTOCONHECIMENTO
Enquanto você exercita e evolui, você, querendo ou não, se auto-analisa. Especialmente na escrita, a gente tem uma baita oportunidade de autoconhecimento. É quase uma terapia!

REDE DE CONTATOS
O networking, você já leu em diversos posts por aqui, é fundamental para qualquer carreira, para qualquer negócio. Blogar é fazer parte de um universo forte, grande e muito rico. Saiba usá-lo a seu favor e você só terá bons frutos para colher.

PHD VIRTUAL
Quanto mais específico for o seu blog – a questão do foco sempre ganha destaque nos meus workshops de branding –, maiores as chances de você se especializar naquele universo até o ponto de se tornar uma referência na área. Por exemplo: há trilhões de blogs de moda, mas um blog de gratava borboleta de bolinhas brancas… dificilmente terá concorrente! Tudo que falarem sobre aquele tema tão único será automaticamente ligado ao seu trabalho; tudo que precisarem perguntar sobre aquele assunto será endereçado a você. Escolha um tópico interessante e serão grandes as chances de você ser um prestigiado especialista!

Por que nem sempre é melhor ter muitos seguidores…
O IFB – blog sobre blogar #amo! – publicou um post muito bacana listando sete razões que mostram o lado bom de blogar para uma audiência menor: liberdade de experimentar mais, leitores entusiasmados e menos haters estão entre as vantagens, segundo a matéria!

* Em tempos onde seguidores e curtidas estão à venda em prateleiras virtuais, números por números já começam a ser uma medida mais questionável. Explico: cada vez mais, é o engajamento que conta. E, por engajamento, entenda comentários, interações reais, provas de que aqueles números representam humanos e não robôs. Assim sendo, um post no Instagram ou no Facebook com trinta comentários pode ser maravilhoso se você tem 1.000 seguidores e uma tragédia se você tem 100.000 seguidores. Agências de mídias sociais apontam o engajamento de 2% como um bom número. Escreva com alma para dez leitores e pode ter certeza que seu retorno será muito, muito valioso… Comece já!



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Na TV: nova série para quem ama moda & negócios

por Alessandra Garattoni em 23 de junho de 2014
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Para quem andava curioso a respeito do paradeiro de Maria Prata depois de sua saída da direção da Harper’s Bazaar Brasil, a resposta veio nos últimos dias no instagram: a jornalista, uma das melhores profissionais de sua geração, vai comandar o programa Moda S/A na GloboNews. A estreia acontece no próximo dia 14 e o tema, como sugere o nome, gira em torno do lado business da moda.

Já estou na contagem regressiva. Sou, há tempos, mega fã da Maria – e também mega grata, pois tive a chance de ser sua assistente* durante uma temporada de Fashion Rio há mais de seis anos, quando ela ainda era editora de moda na Vogue (essa experiência e o aval de Maria me garantiram a oportunidade de entrar para o time de colaboradores fixos da revista na época, assinando por quase um ano duas das minhas seções favoritas). Além de talentosa e perfeccionista, ela é generosa e humana, ou seja, certamente vai emplacar mais um sucesso, agora nas telinhas!

{obs. primeira pessoa para quem não enxerga o lado B de um blog: Maria conheceu mais de perto meu trabalho, na época, por conta do então recém-inaugurado ItGirls.com.br. Foi por conta dessa função-vitrine de blogar que ela me contratou para o job temporário que me rendeu um dos meus grandes sonhos profissionais na sequência. Ou seja, bloguem, sempre, com dedicação e cuidado. Fama e fortuna são raros, mas a questão do portfólio está disponível para todos!}

Maria Prata Moda S/A

imagem: instagram revista Glamour



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Sete coisas que aprendi assistindo a TEDs

por Alessandra Garattoni em 20 de junho de 2014
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Assumo: tenho tendência ao vício (por sorte, somente aos bons vícios, ok?!). E nos últimos dias minhas madrugadas têm sido dedicadas ao aplicativo do TED, que compila todas as apresentações deste programa mundial que reúne palestras simples de três a dezoito minutos sobre temas tão variados como design, criatividade, negócios e psicologia. Já tinha visto uma ou outra, mas depois que me apeguei ao app para iPad – vantagem extra: legendas em português! –, entrei em uma quase imersão. E desta imersão em TEDs assistidos (um mix de alguns dos mais famosos com outros que me foram indicados na minha página do Facebook e mais um ou outro que aparecia nos sugeridos de acordo com minhas preferências), surgiram e/ou se fortaleceram alguns insights bastante pessoais, que agora compartilho aqui.
IMPORTANTE: todos os TEDs que me deram as ideias, teorias ou insights pessoais postados aqui estão linkados ao longo texto e eu recomendo FORTEMENTE que vocês também assistam!

ensinamentos TED

RECEITA DO SUCESSO?
Sempre achei que não existia, mas ando cada vez mais convencida de que ele, o sucesso, é um mix de sorte e persistência. Se você não tem muito do primeiro fator precisará de muito do segundo fator – e vice-versa. A esmagadora maioria dos exemplos bem-sucedidos que conheço é insistente profissional! Os TEDs de Richard St. John (este e este) reforçam a persistência entre alguns outros fatores responsáveis pelo sucesso.

RESILIÊNCIA X FRACASSO X SUCESSO
Se você faz o que realmente ama vai sempre voltar a fazer, independente da gangorra que o leva para os extremos de sucesso ou fracasso. Vem desse propósito pessoal a resiliência que nos permite voltar ao ofício e insistir – e insistência, como você leu acima, é sempre uma grande vantagem! Liz Gilbert, autora de Comer Rezar Amar, fala bem sobre isso aqui e aqui.

CALA A BOCA E FAZ!
Essa, admito, foi um tapa bem dado no meio da minha cara. Sempre tive a mania de anunciar meus projetos, ideias, metas e objetivos com o intuito de fazer disso um compromisso mais forte – achando que assim eu me sentiria mais obrigada a ir até o fim. Levei leves broncas (de vocês que me leem!) e até já havia conseguido parar de prometer, mas não de pré-anunciar. Ao provar que o cérebro entende os elogios e as palavras de encorajamento como meta cumprida e se satisfaz apenas com isso (fazendo com que o desenvolvimento propriamente dito se torne quase desnecessário para garantir o prazer), Derek Sivers me fez entender por que já deixei tanta coisa largada pelo caminho. E me fez prometer nunca mais fazer isso (ops, prometer isso conta como uma contradição?!).

O IMPORTANTE É TER PAIXÃO
Postei essa frase no fim de 2013 quando anunciava um novo projeto (ah lá, comentendo o crime acima!). E senti uma espécie de eco dela ouvindo os TEDs de Simon Sinek e Steve Jobs. Ter um propósito pessoal precisa estar bem acima de metas financeiras ou planos de mero sucesso. É importante entender o que te move, qual o motivo que te faz trabalhar em uma ideia e por que você faz o que você faz.

BINGO, EU SOU INTROVERTIDA
Durante muito tempo liguei a palavra introversão a timidez, coisa que sei que não tenho. Mas graças a essa famosa apresentação de Susan Cain descobri que é a introversão a explicação para minha necessidade de ficar sozinha muitas vezes, de preferir um livro ou revista a uma mesa cheia de gente num restaurante badalado e de DETESTAR trabalho em equipe – ainda que esse seja quase um pré-requisito entre os clichês que devemos dizer quando estamos em um processo de recrutamento e seleção. E vi que está tudo bem em ser assim e, mais, que sob certos aspectos tenho uma boa qualidade nessa característica tão renegada nos tempos atuais.

ESTEREÓTIPOS NASCEM DE PREFERÊNCIAS GERAIS
A ideia de que determinado lugar é perigoso (algo que serve também para o comum pensamento de que todas as meninas têm o mesmo cabelo, vestem o mesmo vestido bordado e jantam no mesmo restaurante) tem mais a ver com o fato de que registra-se e mostra-se o que a sociedade quer consumir do que com a realidade. Explico: enquanto Brandon Stanton explicavaem um TEDx, extensão independente do TED – que 99.99% das pessoas são absolutamente normais em qualquer lugar do mundo, entendi de onde vem esse lance dos estereótipos. E apliquei a teoria ao lance de blogs, blogueiras, modas e a combinação de todas estas coisas. Os estereótipos se destacam e ganham mais luz e espaço exatamente porque atendem ao que uma maioria quer consumir. Na prática, isso significa que pra cada post de uma marca, comportamento ou look onipresente (que tanta gente adora rotular como “o que se tornou o universo dos blogs de moda”) existem 99 posts variados de assuntos diversos, feitos por blogueiros diversos. E que apenas não são tão vistos porque atendem mais a nichos do que a um comportamento padrão de desejo e consumo de informação. Resumidamente reforça meu pensamento antigo de que não devemos rotular nada e que todo rótulo estereotipado é 100% falso quando busca atender a uma classe inteira!

EU NÃO ERA VELHA COMO PENSAVA!
A conversa de Stefan Sagmeister era sobre os comprovados benefícios de períodos sabáticos planejados ao longo da carreira, mas foi uma tabela logo no começo do papo que atraiu meu olhar: na estimativa de vida profissional útil, os 25 primeiros anos eram apresentados como “período de formação & aprendizado”, sendo seguidos, então, por 40 anos de trabalho e 15 de aposentadoria. E eu, que sempre me culpei de ter começado minha real carreira aos 27, senti um certo alívio. Eu, que sempre usei meu exemplo pessoal para, de certa forma, acalmar leitoras que me mandavam e-mails ansiosos quase desesperados com seus supostos atrasos de desenvolvimento profissional aos 19, 20 anos (!!!), senti vontade de gritar por aqui que andamos sendo muito exigentes (e exigidos!) com os rumos e momentos que nos guiam até o nosso sucesso. Acabei lembrando do exemplo americano, no qual os estudantes em geral não começam suas vidas corporativas até que se formem na faculdade – o que acontece perto dos 25 anos mesmo (sim, eles fazem estágios, mas, por lá, estágios estão, por definição cultural, muito mais próximos de aprendizado do que de trabalho). Então talvez seja o caso da gente se permitir um pouco mais de tempo até começar a traçar nossa história na carreira definitiva (digo definitiva porque sei que muitas pessoas não podem se dar ao luxo de não trabalhar e não ter uma renda pessoal até esta idade. Mas a questão é que o que se faz pela necessidade do dinheiro até os 25 não precisa ser exatamente o mesmo que vai ser nossa história de verdade depois).

tabela TED

obs. dicas de outros TEDs são muito bem-vindas!



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