ALE GARATTONI

Mãe da Maria Helena, empreendedora e apaixonada por moda e beleza! Aqui é o espaço no qual divido minhas inspirações, minhas referências de branding e minha vida "primeira pessoa" na maternidade.

Emprego dos Sonhos

Só vale empreender? Existe (muita) felicidade na vida corporativa

30 de novembro de 2015

* por Nara Siqueira

Fala-se tanto em empreendedorismo nos dias de hoje que muitas vezes paramos para nos perguntar se esse não seria um caminho mais fácil e/ou o único capaz de trazer realização de verdade. Pelo tanto que lemos e ouvimos por aí, chega a parecer mágico: você abre sua empresa hoje e amanhã está com a conta cheia de cifrões, certo? Errado. Falo isso porque entrei no mercado de trabalho há pouquíssimo tempo, mas já pude vivenciar experiências que me permitiram chegar a algumas conclusões sobre o tema. Chamamos também um time de mulheres (incluindo uma coach de carreira) para darem seu ponto de vista sobre o embate empreender x trabalhar no ambiente corporativo, mostrando por que empregos convencionais também podem trazer propósito e felicidade. E eu também acrescentei o meu…

“O que você quer ser quando crescer?” Certamente, todos nós já ouvimos essa pergunta um dia, sempre acompanhada de um friozinho na barriga e dezenas de incertezas. Ao mesmo tempo, cada vez mais me diziam que eu devia escolher algo que me fizesse feliz e eu realmente gostasse – desse jeito, não pareceria trabalho, seria apenas uma continuação de tarefas que me dessem prazer. “Já sei!”, pensei, “vou ter meu próprio negócio um dia e assim poderei fazer tudo o que quiser e do meu jeito”. Mas, logo no início da faculdade, comecei a estagiar em uma empresa que, obviamente, não era minha. Por ser um empreendimento pequeno, minha chefe direta é a dona dele. Ter esse contato com uma empreendedora fez com que eu pudesse vivenciar os dois lados da moeda (o do patrão e do funcionário) e, assim, chegar à conclusão de que eu não precisaria abrir um negócio para me sentir parte de algo. A empresa não leva o meu nome, mas depende do meu trabalho. Logo, tudo o que faço aqui impacta no funcionamento dela de alguma maneira.

Hoje fala-se tanto sobre empreendedorismo que algumas pessoas criam a ilusão de que é tudo muito fácil, e não é. Tornar-se empreendedor, além te ter uma personalidade específica (espírito de liderança, paciência, muito racionalismo e por aí vai), exige muita dedicação e comprometimento, porque além de um CNPJ você também terá uma equipe e outras mil burocracias para dar conta. Como tudo na vida, há bônus, mas também há lados não tão vantajosos. Eu sou muito feliz em poder dar a mão à AG Branding enquanto vejo ela dando os seus primeiros passos, porque sei que logo ela estará muito maior e mais independente de mim – e isso será sinal de um bom trabalho, o que me deixa tão satisfeita quanto deixa a Ale, dona dela. Dias desses, li uma frase que resume tudo isso perfeitamente: “você nunca será pago o suficiente para amar algo que não tenha sentido pra você”. É isso que busco, e sinto que estou no caminho certo.

Escritório Net a Porter

* Mariana Sabbagk, marketing digital da Chanel
O empreendedorismo é o assunto do momento e realmente há oportunidades incríveis no mercado, mas o fundamental é entender se você tem o perfil e está no momento certo da sua vida de se tornar um empreendedor de verdade. Há alguns anos, eu abri minha marca de nécessaires, a It’s Necessary, e foi um sucesso rápido e inesperado – não havia nada parecido no mercado e a receptividade foi ótima. A marca começou a crescer e chegou num ponto crucial no qual eu precisaria dar um passo maior, contratar uma equipe e tornar essa marca uma empresa de verdade, com funcionários (pois eu que fazia tudo: design, comercial, marketing, comunicação e financeiro). Foi neste momento que parei realmente para ponderar sobre a responsabilidade, prós e contras de ter uma empresa e, pelo momento em que eu estava vivendo, decidi que não era o ideal para mim. Levar a marca como eu estava levando, com os meus horários, minhas tarefas e compromissos, estava ótimo, mas com uma empresa tudo seria diferente: horários, liberdade e sobretudo responsabilidade, especialmente com as pessoas que eu precisaria contratar. Durante seis meses eu analisei muito, pensei demais e tomei a decisão de encerrar as atividades da It’s Necessary e voltar para o mercado de trabalho. Não foi fácil fechar a empresa, especialmente pelos comentários que eram tão positivos, e para voltar ao mercado eu dei vários passos para trás. Eu vi pelo Facebook que uma grande amiga de infância estava contratando uma assistente de marketing para a BO.BÔ e conversei com ela sobre a possibilidade de crescimento – como ela disse que havia a possibilidade, participei do processo seletivo e entrei na empresa, a Restoque S/A. Rapidamente, fui crescendo e, ao fim da minha jornada de dois anos e meio, deixei o cargo de Coordenadora de Marketing Digital das marcas BO.BÔ, Le Lis Blanc e John John para cuidar do e-commerce da Chanel no Brasil. Hoje tenho certeza de que fiz a escolha certa, especialmente quando ouço diversas pessoas reclamando da vida corporativa alegando que seriam felizes tendo seu próprio negócio. Essa certeza vem de saber que todas as escolhas têm seus lados bons e seus lados ruins, e que o que realmente importa é o que é mais condizente com o seu perfil e seu momento de vida. Os dois lados requerem responsabilidades e muita dedicação e isso inclui horários, colegas de trabalho e/ou funcionários, chefes e/ou sócios. E, no empreendedorismo, o fato de trabalhar para si mesma não quer necessariamente dizer que se está ganhando dinheiro para si própria – muitas vezes, e durante anos, acontece apenas o investimento e os frutos financeiros são colhidos após muito tempo. Hoje, eu posso dizer que eu amo o que eu faço, pois tive a sorte de trabalhar numa empresa em que sempre sonhei, na qual admiro a história, a filosofia e a estrutura e me identifico muito, além de estar na área digital, minha paixão (ou vício!). Mesmo trabalhando para outras pessoas, é muito gratificante acompanhar o crescimento da marca como um todo e especialmente da área de minha responsabilidade – a satisfação é a mesma. O que realmente importa é ter a maturidade para entender que tudo na vida tem seu lado bom e seu lado ruim e o importante é se conhecer e entender seus próprios objetivos para tomar a decisão certa!

Mariana Sabbagk

* Andrea Quinteiro, marketing da NK Store
Trabalho há dez anos na NK, onde sou diariamente feliz. Acredito que o ponto inicial para isso seja a admiração pela empresa e principalmente por quem a construiu, a mantém e é a alma do negócio. Essa é a base mais importante de todas as relações. Construir uma carreira corporativa e ser feliz nela exige muita dedicação, esforço, vontade de crescer e menos imediatismo do que se vê hoje em dia. É preciso vestir a camisa e olhar para o negócio como se fosse seu, já que cada funcionário tem um papel fundamental para o seu sucesso. A partir disso, o fato de trabalhar em algo que não é seu passa a ser irrelevante. A valorização interna é algo que sempre me encheu os olhos dentro da NK. Comecei na empresa muito nova e tive a possibilidade de crescer, passar por diferentes áreas, o que me permitiu trazer a visão do que eu já havia vivido para meu dia a dia atual. Isso é um ganho enorme! Essa evolução constante fez com que hoje eu tenha um papel importante em tomada de decisões e que meu trabalho colabore para o crescimento da empresa. É claro que existem os dois lados, positivo e negativo, nas duas situações, mas, mesmo para quem quer ter seu próprio negócio, acho de extrema importância ter primeiro uma carreira corporativa. Você consegue enxergar sob outro ângulo o funcionamento de uma empresa que já existe, as diferentes áreas e setores, o planejamento interno e se isso realmente serve para você. Se servir, você começará sua carreira solo com uma bagagem infinitamente mais rica.

Andrea Quinteiro

* Samantha Simon, coordenadora de moda da MKT Mix
Empreendedorismo é muito mais do que ter seu próprio negócio – é empreender de forma positiva a sua carreira, independente de ser dona ou funcionário. Sou carreirista em empresas de grande porte e tenho certeza que é a melhor escolha que pude fazer, sou muito feliz assim. Não tenho muita paciência para questões financeiras e de recursos humanos, e isso é essencial quando você se torna dona de seu próprio negócio. Sinto-me tranquila em trabalhar para terceiros.

Samantha Simon

* Luiza Souza, editora de beleza da Vogue
Desde o começo da minha carreira trabalho em empresa – já passei por menores e hoje em dia estou numa grande corporação. Em nenhum momento eu me senti menor por estar trabalhando no negócio de outra pessoa. Na verdade, acredito que sou parte de um todo e meu trabalho é vital para que essa empresa vá bem, aconteça. Não que eu me ache – ou ache que alguém seja insubstituível – mas costumo dar tudo de mim para a empresa onde estou pela confiança que me foi dada. Acho que o diferencial da empresa que estou agora, a Globo Condé Nast, é que ela valoriza os empregados e dá espaço para todos brilharem, dando créditos e encorajando que a gente apareça, faça contatos, crie novas coisas para diferentes áreas – e não fique na sombra fazendo apenas o que o job description diz. Já trabalhei em uma empresa com gestores que não valorizam o que eu fazia e era bem frustrante: esse foi um dos motivos da minha saída. Ter um gestor que você admire e que te ensina todos os dias é muito bom. Com o @advoguettes (perfil de instagram do qual é sócia), é a primeira vez que sou dona do negócio. O outro lado da moeda tem coisas boas e ruins e ainda estou começando a engatinhar neste sentido. Ter sócias é maravilhoso, mas pode gerar conflitos. Tem que ir atrás, ninguém vai fazer por você. Tem que querer muito!

Luiza Souza

* Alexandra Sanchez, coach de carreira
Certamente existem algumas habilidades (natas ou desenvolvidas ao longo da vida) que tornam o ambiente corporativo um ambiente mais propício para algumas pessoas e menos para outras. Pessoas com mais resiliência, com maior tolerância às frustrações, maiores habilidades de comunicação e mais proativas tendem a se adaptar melhor ao ambiente corporativo e, portanto, ficam mais aptas a acessar seu potencial para uma carreira bem sucedida. Mas eu defendo uma linha de pensamento que vai além dessa discussão de encontrar a carreira dos sonhos, seja ela empreendedora ou não. Acredito fortemente que a carreira – o trabalho em si – é um caminho de realização e transformação pessoal. É no trabalho (seja ele qual for) que somos estimulados a usar nossos talentos, nossa inteligência e nossa criatividade e, em minha trajetória, tenho observado que as pessoas verdadeiramente felizes são aquelas que percebem o poder de inspiração que o trabalho oferece e trabalham com engajamento e alegria. Independentemente de serem funcionárias ou empreendedoras, todas as pessoas que tive a oportunidade de observar realmente felizes e realizadas enxergam o trabalho como fonte de crescimento, como oportunidade de aprender mais sobre si próprio. Portanto, colocam, com toda energia e entusiasmo, sua contribuição em tudo o que fazem. E é esse engajamento, esse senso de contribuição, que nos faz felizes e realizados. Essas pessoas encontram no trabalho uma profunda satisfação na vida e isso não tem preço.

Alexandra Sanchez

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Emprego dos Sonhos

31 dias no Rio: um papo com ‘o’ RP carioca!

28 de outubro de 2015

Se você mora ou vai ao Rio e quer saber as melhores programações, tem que conhecer Ricardo Dale. Ele é aquele tipo de pessoa carismática, agregadora, que conhece Deus e todo mundo no mundo todo e, não por acaso, fez das suas características o seu trabalho. Ele, que já morou em São Paulo e Miami, se fixou no Rio há alguns anos e, por lá, comanda as listas, festas e eventos mais bacanas e disputados da cidade.

O início da atual carreira foi quase por acaso: ‘Tudo começou cinco anos atrás, quando timidamente organizei uma festa semanal no Bar do Copa, no Copacabana Palace’, conta. ‘Resultou em quase quatro anos e mais de 150 festas, isso sem contar os Réveillons e Bailes de Gala no Carnaval. Foi incrível e, definitivamente, mudou minha vida e a de muitos que ali começaram a trabalhar, principalmente DJs.’ Desde o ano passado, Ricardo tem uma parceria muito forte com a rede Sofitel, na qual, além do posto de RP, faz cross-networking com seus outros clientes: ‘O trabalho tem se estendido por todo o Grupo Accor, um dos maiores no nundo em hotelaria, que, inclusive, comprou o Caesar Park. Atualmente comecei também um projeto no Fasano Londra com o grupo da Geração Alpha, com conteúdo de arte contemporânea em palestras diversas e festas periódicas com curadoria musical.

Ricardo Dale

E não para por aí! ‘O Fashion Mall sempre foi presente em minha vida. Não desmerecendo qualquer outro shopping da cidade, mas pela privacidade e seleção de marcas sempre foi o que mais frequentei. Até porque sempre morei perto e isso também influencia muito. Fiz vários eventos, Vogue FNO, Fashion Trends, campanha publicitária institucional… Recém comprado pelo Grupo Saphyr e com uma nova administração, passamos por uma reformulação incrível, da qual tenho o maior carinho em fazer parte. Não tenho um posto fixo, mas é uma parceria que tem dado muito certo, pois tenho uma identidade muito grande com o público alvo.

Ricardo Dale

* Como você faz para transitar entre grupos tão ecléticos?
Acredito existir uma variedade e riqueza imensa de conteúdo envolvendo arte, hospitalidade, moda e arquitetura/design que é pouco estimulada. Em épocas de crise, é necessária uma reinvenção constante. A partir daí, minha área de atuação se tornou mais abrangente e com grupos tão ecléticos. E eu adoro.

* Quais são as pessoas que nunca faltam nas suas listas?
Gente feliz. Nas minhas particulares ou private clubs, vip areas etc, não tenho como fugir à minha origem. É e sempre será um público muito selecionado. 

* Que tipo de pessoa nunca entra nos seus eventos?
Obviamente num evento privado, corporativo, quem determina a seleção é o cliente. Pessoalmente, não acho que toda festa deva ter um mix de pessoas. Isso é uma hipocrisia. Alguém tem que organizar isso e dizer não. O sim é muito fácil. Qualquer um faz. O não tem uma responsabilidade enorme.

* Qual a receita pra uma lista perfeita de um evento no Rio?
Acredito que uma lista perfeita não exista, mas festa boa é aquela que nunca acaba em briga, confusão. É aquela que todo mundo se diverte, desde a equipe que trabalha aos convidados. É aquela em que o cliente fica satisfeito, que tem DNA e uma função social.  

* Qual seu trabalho/cliente dos sonhos?
Acho que todo trabalho novo, cliente novo é um novo sonho!

Ricardo Dale

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Emprego dos Sonhos

Dez dicas para garantir o primeiro estágio {e ser promovido}

23 de setembro de 2015

por Nara Siqueira*

Pensar no primeiro emprego é algo um pouco assustador: tudo é novidade, você não tem experiência e não sabe exatamente o que lhe espera. Aqui vão dez dicas que podem te ajudar a conquistar {e se manter} o melhor primeiro emprego do mundo!

dicas de carreira Anna Wintour
imagem via WhoWhatWear com as qualidades que Anna Wintour, diretora da Vogue americana, busca em um candidato a funcionário da revista

Antes do processo…

ESCOLHA COM CUIDADO
É clichê dizer isso, mas você precisa amar o que faz. Não se aproveite da ansiedade em conseguir o primeiro emprego para sair se candidatando a qualquer trabalho que aparecer na sua frente. Escolha lugares com os quais você se identifica e aposte em uma vaga que oferece aquilo que você realmente gosta de fazer.

CONHEÇA O LUGAR ONDE VOCÊ QUER TRABALHAR
Se seu sonho é trabalhar na empresa x, busque saber a história dela, como ela funciona, quais os valores, quem são as pessoas que estão nela… É super importante conhecer o lugar para o qual você quer vender seu peixe.

DIGA-ME COMO ESCREVES E EU TE DIREI QUEM ÉS…
Essa dica vale para todos os momentos do seu estágio/trabalho, mas deve começar já no currículo. Não importa se você quer trabalhar em uma empresa que só lida com números, é obrigatório saber escrever. Bom português é requisito para vida!

SEJA VERDADEIRO
Por favor, não coloque no seu currículo que sabe falar mandarim se você não souber. Já imaginou se, em um belo dia, chega um cliente da China na empresa e você é escolhido para atendê-lo?

Durante o processo…

MOSTRE QUE VOCÊ FARÁ A DIFERENÇA
Não tem por que alguém te contratar caso você não tenha nada a acrescentar à empresa, certo? Certamente, não será só você que estará interessado na vaga. Então, para já largar na frente, mostre a que veio: o que você tem e pode fazer pela empresa que ninguém mais fará?

ATENÇÃO AO RELÓGIO!
Não chegue atrasado. Embora nós, brasileiros, não estejamos tão acostumados a cumprir horário, esteja no local da entrevista com antecedência. Se você mora em um lugar com muito trânsito, planeje-se quanto a isso – o entrevistador não vai te esperar.

A BOA E VELHA ‘ETIQUETA’
Vista-se de acordo com a empresa para qual você quer entrar – não dá pra ir de short e regatinha se seu objetivo for uma vaga em uma agência bancária, né? Boa postura, não mascar chicletes e esperar sua vez de falar também são detalhes super importantes.

Depois do processo…

MÃO NA MASSA
Eba! Você foi escolhido e agora está onde queria estar. Parabéns, mas agora é hora de provar que seu chefe fez a escolha certa. Mostre trabalho, leve ideias, seja proativo e solícito – é importante o chefe saber que pode contar e confiar em você.

NÃO TENHA MEDO DE ERRAR
A não ser que você trabalhe diretamente com a vida das pessoas, não tem problema errar. Esse é seu primeiro emprego, então é óbvio que você tem muito a aprender. Mas lembre-se: não dá para persistir no erro. Saiba desculpar-se e empenhe-se ao máximo para acertar das próximas vezes.

ENGAJE-SE!
Como funcionário, seu maior desejo é ver a empresa crescer. Ei, você é parte dela, então se esforce para que ela vá cada vez mais longe. Se o negócio cresce, as pessoas que estão nele também – todo mundo sai ganhando!

* Nara Siqueira é estudante do primeiro ano de jornalismo e faz parte da equipe do site AleGarattoni.com.br desde agosto

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