Cinco lições valiosas pós-parto

por Alessandra Garattoni em 27 de julho de 2014
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Já faz tanto, tanto tempo que minha MH nasceu (embora muitas vezes pareça que foi anteontem) que é até estranho escrever sobre pós-parto. Mas é que só eu sei como coisas que hoje me são mais óbvias do que somar dois mais dois foram, num passado não tão distante, totalmente desconhecidas por mim. Porque tem ensinamentos que a gente não registra mesmo que leia e ouça um milhão de vezes. E a maternidade é repleta deles! Só vivendo e sentindo na pele pra saber…

baby MH

… que a gente nunca vai acertar 100% no enxoval. Vai sobrar de um lado, faltar de outro. Vai comprar aquele item caro que não vai sair da caixa, vai se arrepender de não ter investido naquele outro que teria sido tão fundamental.

… que, pra muita gente (pra maioria, me arrisco a dizer), a amamentação é um desafio. Desafio no sentido que não é tão simples e automático como mostram nas novelas.

… “o bebê tá com frio”, “o bebê tá com calor”, “segura assim”, “tem que fazer do jeito x”. Não tem jeito nem escapatória. Um recém-nascido de mãe de primeira viagem é um ímã natural de palpites – todo mundo que chega perto vai lançar o seu! Por mais que sejam na maior boa vontade (e são!), ouvir todo mundo vai te deixar louca. O melhor antídoto? Um sorrisinho nos lábios e a segurança do tópico abaixo…

… que seu instinto é imbatível! Mesmo a mais inexperiente das mães se descobre uma phd no universo dos bebês tão logo aquela mini-pessoa chega. Inexplicável, indefinível e muito, muito forte e real.

… que tudo que tem de difícil tem de viciante. Não há nada de racional nisso e acredito que seja um dos grandes mistérios do cérebro feminino. Mas, tão logo passa aquele perrengue de readaptação, de novidade, de privação de sono, tudo o que a gente lembra é do cheirinho, da emoção, da delícia de ter um ser miudinho em casa. Perrengues acima descritos são coisas que você até lembra e sabe que passou, mas na química do cérebro apaga toda e qualquer sensação relacionada a eles.



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Férias à vista? Seis dicas de aplicativos úteis para viajantes

por Alessandra Garattoni em 24 de julho de 2014
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Planejar férias é {quase} tão bom como ter as férias em si, né?! Minha veia virginiana me faz, muitas vezes, ter um preview da experiência apenas passeando internet adentro. Ver o quarto escolhido, ter estimativas de gastos com o táxi do aeroporto para a cidade e até investigar como é o atendimento do hotel: tudo isso é possível antes mesmo do embarque. Aplicativos úteis – cada vez mais bem bolados – dão essa mãozinha…

Aplicativos úteis para viajantes

QUE TAL O HOTEL NA VIDA REAL?
Quem assistiu ao filme Um Dia de Fúria e viu o personagem descontrolado reclamar que o sanduíche da lanchonete que não se parecia com a foto exposta sabe bem o que pode causar uma reversão de expectativa! E, muitas vezes, é exatamente o que rola quando entramos no quarto de um hotel depois de ver as fotos do mesmo no site oficial. As imagens ilustrativas são produzidas, têm iluminação especial, tratamento… ou seja, nunca refletem 100% a realidade. Por isso, o Oyster.com é sempre uma boa pedida: alimentado pelos próprios usuários, ele tem uma base de dados completíssima com vários quartos de infinitos hotéis espalhados mundo afora. Com cliques – e visão – de hóspedes.

TAXÍMETRO AMIGO
Vale a pena contratar um motorista para ir até o lugar x? Como saber se o taxista não está inflacionado minha corrida? Qual o preço do táxi do aeroporto até meu hotel? Viajantes planejados costumam ter todas estas perguntas. O World Taximeter tem as respostas! Coloque os endereços de partida e chegada e ele calcula o valor, considerando quilometragem, trânsito, bandeira 2 e o que mais houver.

TESTE PRÉ-EXPERIÊNCIA
Deixar na mão do destino ou da sorte para saber se acertou – ou não – na escolha de um hotel é um movimento arriscado (quem aguenta dormir e acordar por dias na escolha errada?!). Estatísticas não mentem e os reviews de sites como TripAdvisor são a prova disso. Nenhum top cinco estrelas é perfeito, mas convém ver o que dizem as piores avaliações. Se cinco, dez pessoas falam algo, é provável que se trate de verdade. Daí cabe a você decidir se aquele ponto é relevante ou prioritário na sua escala de decisão. Eu, pessoalmente, gosto de staffs atenciosos e comprometidos em atender bem o cliente e coloco isso à frente, por exemplo, de um banheiro grande e até de uma vista deslumbrante (falando de extremos, claro!). Para fazer o teste de staff, gosto de, antes da reserva, enviar um e-mail para o atendimento ao cliente com uma pergunta aleatória. A rapidez e o tom da resposta dão sinais poderosos do que há ali.

ONDE ME HOSPEDO?
Especialmente se vou a uma cidade que não conheço, gosto de fazer uma pré-pesquisa no Expedia. Antigamente, ele também oferecia tarifas bem mais atrativas do que as do site oficial do hotel; hoje elas já se equiparam mais e eu sempre prefiro fazer a reserva direta sem intermediários (não sei se é impressão, mas sinto que o hotel valoriza mais). Mas, ainda que não pra ter ofertas especiais, o Expedia é uma ajuda poderosa para a cotação geral de preços – dá pra ver por região, por preço, por estrelas e ja traz nota-média dos reviews de hóspedes. Decido por ali e vou ao site oficial finalizar (se as condições por ele forem melhores, claro que fecho no próprio! Já usei algumas vezes e tudo correu bem).

TARIFAS ÓTIMAS PARA CORAJOSOS
Essa dica eu nunca testei, porque não sou tão arrojada a ponto de fechar uma reserva sem saber exatamente o que estou reservando – nem tão segura pra optar por algo que não pode ser cancelado. O Priceline tem um campo de Express Deals (além de um leilão que não sei bem como funciona e uma área como a do Expedia), que são tarifas super vantajosas em hotéis variados. O único porém? Você não vê o nome do hotel, apenas uma região determinada e o número de estrelas. Só depois de fechar o negócio, numa política que não permite cancelamento nem alterações, recebe seu endereço. Quem usa costuma recomendar!

O PARAÍSO NA ESPERA
Voo com uma conexão mais demorada no caminho? Sim, um lounge (a nova denominação para as salas vips de aeroporto) pode ser uma boa pedida. Se você acha que apenas as passagens em classe executiva/primeira ou determinados cartões de crédito te permitem acesso a esse oásis, está enganado! Em muitos aeroportos, por um valor médio de U$ 50, você garante um passe de entrada. O que, em alguns casos, vale cada centavo – até porque o lounge sempre tem wi-fi, comidinhas e mimos incluídos. Quer saber as opções no seu caminho? O aplicativo LoungeBuddy faz a lista completa de cada aeroporto solicitado, com a descrição, preço, vantagens e eventualmente até fotos e reviews. Ele traz também as opções que só são abertas a membros de cartões de crédito ou donos de status elite em programas de milhagem. Preencha estes dados no seu perfil (se for o seu caso), e estes já aparecerão na lista automaticamente.

p.s. a imagem abaixo é um print da minha tela reservada para apps de viagens (desconsiderando a última linha, claro! até porque a última coisa que eu usaria nas férias é um aplicativo de corrida!).

apps de viagem no iPhone



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Por que você deve se importar com branding

por Alessandra Garattoni em 22 de julho de 2014
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Durante muito, muito tempo, todo mundo achou que, para posicionar uma marca, bastava bolar uma frase bonita que explicasse a missão e definisse o conceito. Todo mundo achou que usar marketês e palavras bonitas seria suficiente para que o consumidor enxergasse exatamente o que a empresa quer ser. E todo mundo achou que bastava usar estratégias ativas de marketing para deixar tudo isso claro – gritando em publicidade, em ações nos pontos de venda, em slogans aleatórios e em muitas e muitas palavras ditas e escritas de todas as formas.

Mas sejamos sinceros: quem é que, no dia a dia, se importa com – ou sequer lê – aquele parágrafo bonito que a empresa produziu para definir sua missão? Se uma marca se auto-denomina como tradicional, mas tem uma mídia social com linguagem moderninha de internetês, qual é a imagem mais provável que você terá dela? Se uma marca se auto-denomina como exclusiva, mas está à venda em qualquer esquina, qual é a imagem mais provável que você terá dela? Se uma marca se auto-denomina como clássica, mas só tem em suas araras as estampas do momento, qual é a imagem mais provável que você terá dela? Qual a mensagem mais forte, a dita em palavras de auto-denominação ou a que está ao alcance de seus olhos em uma observação rápida?

campanha Tiffany

Vale dizer que, nos casos acima, é bem possível que você, diante de tamanho impasse entre o proclamado e o real, tenha uma confusão mental na hora de entender “qual é a da marca” – e acabe nem conseguindo formar uma ideia. Mas, se tivesse que optar por uma imagem, com absoluta certeza teria na sua mente – até de forma inconsciente – aquela que você enxerga. É aí que entra a ideia de branding…

Brand significa marca. E marca é, na verdade, a imagem que o consumidor faz da empresa (ou de um ser humano, porque é importante dizer que todo esse conceito se aplica também a pessoas físicas). Não adianta querer gritar uma coisa se suas ações indicam outra. A leitura externa vai depender muito mais do que é visto de verdade – lembre que ninguém tem tempo nem interesse para ler conceitos. O branding é exatamente o ato de construir uma imagem de marca na mente do consumidor. São as estratégias subliminares que você pode assumir na intenção de, digamos, manipular a impressão que o outro terá. Ao contrário do marketing, cuja estratégia é falar, o branding tem a missão mais difícil de fazer o outro falar. No caso, falar que aquela pessoa ou empresa é exatamente o que ela ambiciona parecer.

campanha Tiffany

É claro que a gente não manda no cérebro do vizinho e não tem o poder de definir 100% o que vão enxergar na gente ou na nossa empresa. Mas, a partir do momento em que se compromete estrategicamente com esse objetivo, tudo indica que qualquer um consegue manipular o pensamento alheio, sim! Do lado de cá desse jogo, o que dá pra fazer é ter cuidados, ações e estratégias que ajudem a fazer com que pessoas liguem a marca a determinados atributos ou lembranças. Com persistência, com coerência, com inteligência.

Vale dizer que a ideia do branding – processo que faz a construção da marca – não serve apenas para comunicar a imagem e os atributos que você deseja. Uma empresa com estratégias bem alinhadas consegue se tornar reconhecível sem precisar de palavras. Pense naquele cheiro característico que faz você identificar que uma peça é da marca x ou naquela tipologia que faz você identificar que está lendo a revista y sem precisar ver nenhum logo ou identificação formal. Ou ainda em quando você identifica o autor de um texto, o artista de uma obra ou o arquiteto de um projeto só de olhar, sem que você precise ser exatamente um expert em arte ou arquitetura – mas apenas porque o estilo da pessoa, de tão autoral, sussurra sua marca.

campanha Tiffany

Em linhas gerais, pense no branding como o processo que, por meio de algumas estratégias, vai comunicar uma imagem de marca e fazer com que a mesma seja reconhecida à distância. Todo o resto é mal-entedido ou atribuição errada à palavra!
em breve: post “O que NÃO é branding!”, com as confusões mais comuns sobre o termo!

p.s. as imagens que ilustram este post são {como muitos já devem ter identificado, apesar das mesmas não trazerem logos ou palavras} de campanhas da Tiffany & Co., uma das marcas mais poderosas – digo em termos de branding! – do mundo. Esse exemplo mostra muito bem todas as teorias que descrevi neste texto. Ela se faz identificada apenas com o uso de cores (o famosíssimo azul já até ganhou o nome da marca como sobrenome), de um padrão estético, de peças autorais. Sua sacolinha é enxergada a quilômetros de distância. Nestes casos, o branding é tão forte que qualquer produto ou imagem similar (#Inspired) será definido como “tipo Tiffany”. Imaginam a força que isso tem para uma empresa?

campanha Tiffany



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