Por que você deve se importar com branding

por Alessandra Garattoni em 22 de julho de 2014
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Durante muito, muito tempo, todo mundo achou que, para posicionar uma marca, bastava bolar uma frase bonita que explicasse a missão e definisse o conceito. Todo mundo achou que usar marketês e palavras bonitas seria suficiente para que o consumidor enxergasse exatamente o que a empresa quer ser. E todo mundo achou que bastava usar estratégias ativas de marketing para deixar tudo isso claro – gritando em publicidade, em ações nos pontos de venda, em slogans aleatórios e em muitas e muitas palavras ditas e escritas de todas as formas.

Mas sejamos sinceros: quem é que, no dia a dia, se importa com – ou sequer lê – aquele parágrafo bonito que a empresa produziu para definir sua missão? Se uma marca se auto-denomina como tradicional, mas tem uma mídia social com linguagem moderninha de internetês, qual é a imagem mais provável que você terá dela? Se uma marca se auto-denomina como exclusiva, mas está à venda em qualquer esquina, qual é a imagem mais provável que você terá dela? Se uma marca se auto-denomina como clássica, mas só tem em suas araras as estampas do momento, qual é a imagem mais provável que você terá dela? Qual a mensagem mais forte, a dita em palavras de auto-denominação ou a que está ao alcance de seus olhos em uma observação rápida?

campanha Tiffany

Vale dizer que, nos casos acima, é bem possível que você, diante de tamanho impasse entre o proclamado e o real, tenha uma confusão mental na hora de entender “qual é a da marca” – e acabe nem conseguindo formar uma ideia. Mas, se tivesse que optar por uma imagem, com absoluta certeza teria na sua mente – até de forma inconsciente – aquela que você enxerga. É aí que entra a ideia de branding…

Brand significa marca. E marca é, na verdade, a imagem que o consumidor faz da empresa (ou de um ser humano, porque é importante dizer que todo esse conceito se aplica também a pessoas físicas). Não adianta querer gritar uma coisa se suas ações indicam outra. A leitura externa vai depender muito mais do que é visto de verdade – lembre que ninguém tem tempo nem interesse para ler conceitos. O branding é exatamente o ato de construir uma imagem de marca na mente do consumidor. São as estratégias subliminares que você pode assumir na intenção de, digamos, manipular a impressão que o outro terá. Ao contrário do marketing, cuja estratégia é falar, o branding tem a missão mais difícil de fazer o outro falar. No caso, falar que aquela pessoa ou empresa é exatamente o que ela ambiciona parecer.

campanha Tiffany

É claro que a gente não manda no cérebro do vizinho e não tem o poder de definir 100% o que vão enxergar na gente ou na nossa empresa. Mas, a partir do momento em que se compromete estrategicamente com esse objetivo, tudo indica que qualquer um consegue manipular o pensamento alheio, sim! Do lado de cá desse jogo, o que dá pra fazer é ter cuidados, ações e estratégias que ajudem a fazer com que pessoas liguem a marca a determinados atributos ou lembranças. Com persistência, com coerência, com inteligência.

Vale dizer que a ideia do branding – processo que faz a construção da marca – não serve apenas para comunicar a imagem e os atributos que você deseja. Uma empresa com estratégias bem alinhadas consegue se tornar reconhecível sem precisar de palavras. Pense naquele cheiro característico que faz você identificar que uma peça é da marca x ou naquela tipologia que faz você identificar que está lendo a revista y sem precisar ver nenhum logo ou identificação formal. Ou ainda em quando você identifica o autor de um texto, o artista de uma obra ou o arquiteto de um projeto só de olhar, sem que você precise ser exatamente um expert em arte ou arquitetura – mas apenas porque o estilo da pessoa, de tão autoral, sussurra sua marca.

campanha Tiffany

Em linhas gerais, pense no branding como o processo que, por meio de algumas estratégias, vai comunicar uma imagem de marca e fazer com que a mesma seja reconhecida à distância. Todo o resto é mal-entedido ou atribuição errada à palavra!
em breve: post “O que NÃO é branding!”, com as confusões mais comuns sobre o termo!

p.s. as imagens que ilustram este post são {como muitos já devem ter identificado, apesar das mesmas não trazerem logos ou palavras} de campanhas da Tiffany & Co., uma das marcas mais poderosas – digo em termos de branding! – do mundo. Esse exemplo mostra muito bem todas as teorias que descrevi neste texto. Ela se faz identificada apenas com o uso de cores (o famosíssimo azul já até ganhou o nome da marca como sobrenome), de um padrão estético, de peças autorais. Sua sacolinha é enxergada a quilômetros de distância. Nestes casos, o branding é tão forte que qualquer produto ou imagem similar (#Inspired) será definido como “tipo Tiffany”. Imaginam a força que isso tem para uma empresa?

campanha Tiffany



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Novidade {que amo} para bebê no Brasil

por Alessandra Garattoni em 17 de julho de 2014
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Amo, amo essas sincronicidades. Na semana passada, quando postei sobre enxoval de bebê, citei um “sabonete amarelinho da Johnson’s que só era vendido nos Estados Unidos” como o meu favorito da vez. Comprei quando MH ainda estava na barriga e nunca tinha usado, estava esquecido no armário do banheiro dela, mas acabei enviando-o para a escolinha e fiquei surpresa como ele era mais cheiroso e deixava o cabelo dela mais soltinho e macio do que com o que eu usava em casa. Já, inclusive, planejava fazer um mini-estoque na próxima viagem.

Sabonete Johnson's Baby RN

Pois bem, a fada madrinha foi rápida e direta: hoje recebi uma caixa de lançamentos da Johnson’s Baby no Brasil e… lá estava o tal produto! A mesma linha inclui ainda hidratante, óleo de limpeza em versão recém-nascidos (usei tanto aquele rosinha básico da marca quando MH ainda era bebê e não podia usar outros produtos…) e lencinhos umedecidos. Em tempo: por aqui, o sabonete sai por R$ 13,50.

Excelente notícia, um peso a menos na mala de viagem!

Kit Johnson's Baby RN

{O produto foi enviado pela assessoria da Johnson’s Baby. O texto reflete minha opinião pessoal e nenhuma compensação financeira foi recebida. O post não envolve nenhum tipo de ação comercial (política do blog).}



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Alerta-desejo: scarpin super decotado

por Alessandra Garattoni em 15 de julho de 2014
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De todas as muitas febres grifadas da moda, ao menos uma marca über-famosa nunca mexeu tanto com minha cabeça: Louboutin – sim, quem tem memória mais afiada certamente vai lembrar que já escrevi bastante sobre ela, especialmente no {it!} passado, mas é algo que sempre me serviu mais como notícia e radar de tendência do que como desejo pessoal, sabe? Até hoje, verdade seja dita, apenas um sapato de monsieur Christian havia me arrebatado (e, ainda assim, por aqui o tal Pigalle adorna mais o meu armário do que os meus pés).

Louboutin Iriza

Toda essa introdução é pra dizer que pela segunda vez a marca francesa me pega de jeito. E é capaz de pegar mais gente por aí… O culpado? É esse aí de cima! Atende pelo nome de Iriza o modelo mega decotado que deixa os pés quase nus (ao menos levando em conta que é um scarpin e não uma sandália!) e super femininos.Rosie Huntington-Whiteley, Kate Hudson e Emma Stone desfilam os seus por aí – e aumentam o coeficiente de desejo. Que tal?!

famosas e Louboutin Iriza



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