Branding: a diferença entre ter produto & ter marca

por Alessandra Garattoni em 26 de março de 2015
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Falta a visão de que esse negócio te dá dinheiro lá na frente, porque é muito mais sólida a vantagem competitiva de ter marca do que ter produto. O produto chinês te mata. Se eu fosse vender chinelo competindo com o preço do chinelo chinês, a gente não estaria nem conversando agora. A gente tem marca, não produto. É uma diferença enorme.
Marcio Utsch, presidente Alpargatas (Havaianas), na Época Negócios

Havaianas internacional
{campanha Havaianas mercado internacional}

Li, no último domingo (22.03), esse trecho acima em uma entrevista muito bacana com o presidente da empresa dona da marca Havaianas. Em apenas um parágrafo, ele torna clara a diferença entre você vender um produto e ter, de fato, uma marca fortalecida. Este ponto é sempre tópico inicial dos meus posts #AmoBranding e dos meus workshops: sem estratégias de branding, qualquer negócio se torna refém da relação oferta x demanda e dificilmente conseguirá vender – e crescer – sem entrar numa briga insana por preços cada vez menores (reflexo de uma concorrência cada vez maior).

Como hoje todos sabemos, a marca Havaianas é super poderosa, desejada, consumida em todo o planeta. Ainda que não seja {especialmente no exterior} um chinelo barato. As pessoas querem seus pares de Havaianas, consciente ou inconscientemente, por todos os atributos subliminares que eles trazem – e não apenas pela funcionalidade de um chinelo. Com isso, ainda que surjam milhares de outras empresas vendendo produtos similares, ela não perde facilmente fatias de mercado. Ainda que existam novos fornecedores com preços inferiores, ela não deixa de vender para quem a deseja.

Se você tem ou planeja ter um negócio, tome o caso da Havaianas como um exemplo para a diferença entre funcionalidade e marca. Se diferenciar é preciso!

Havaianas Brasil
{campanha Havaianas mercado brasileiro}

LEMBRETE SOBRE OS WORKSHOPS AG BRANDING: estão definidas as datas das turmas do 1º semestre no Rio e em SP! Quem quiser receber o aviso do início das inscrições por e-mail um pouco antes da abertura oficial {divulgada na data indicada no blog e nas redes sociais} pode enviar já uma mensagem para os endereços abaixo. Valor e programação seguem os mesmos das primeiras edições – clique aqui para conferir estas informações completas.

aviso workshop AG Branding 2015



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Por que tenho comprado livros na Amazon Brasil

por Alessandra Garattoni em 25 de março de 2015
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Quem lê o blog {e/ou já assistiu ao meu workshop de branding} sabe que sou uma entusiasta da Amazon – aquele tipo de cliente que, de tão satisfeita e fiel, se torna uma garota-propaganda espontânea da empresa. Quando foi anunciada a chegada do grupo ao Brasil, comemorei e torci para que logo começassem a vender também produtos físicos (nos primeiros tempos, havia apenas a venda de e-books, como o meu!). Por aqui, o site local ainda não ganhou a mesma força que o global tem no mundo. Mas, ao menos pra mim, tem sido a primeira opção na hora de comprar livros online. Por três motivos…

livraria

1) Tal e qual acontece no Amazon.com. a política de preços e descontos é agressiva. Quem ganha com isso é o consumidor final! Em três pedidos que fiz lá, simulei um comparativo e a diferença de valor era significativa.

2) Pedidos acima de R$ 69 (R$ 99, no Norte/Nordeste) têm frete grátis. Mesmo em compras abaixo deste valor, o frete cobrado (ao menos aqui para SP) foi bem baixinho – compradores habituais de e-commerces não curtem muito pagar frete!

3) No comecinho, o prazo de entrega aparecia como ‘três ou quatro dias’ para o meu CEP – e isso quase me fez desanimar de experimentar. Mas desde o primeiro pedido, recebi minhas compras no dia seguinte. Em menos de 24 horas!

DESVANTAGEM: infelizmente o catálogo de títulos ainda não tem a mesma variedade de outras concorrentes, mas acredito que seja uma questão de tempo para que isso deixe de acontecer.

p.s. para o caso de restar alguma dúvida, ratifico que o post é 100% espontâneo e sem nenhum envolvimento comercial! Trata-se apenas de mais uma dica válida que achei bacana compartilhar! #AmorPuroVerdadeiro



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A marca que é a alternativa {mais discreta} à Hermès

por Alessandra Garattoni em 25 de março de 2015
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A primeira vez que vi – e ouvi falar de – uma bolsa Moynat foi, há uns três anos, nos ombros de Sarah Lerfel, a visionária fundadora da Colette, multimarcas francesa que é considerada uma das lojas mais cool do mundo. A marca, aliás, é um resumo de tudo aquilo que a gente sempre lê sobre o estilo das francesas: atemporal, clássica, não-reconhecível, exclusiva, livre de logos aparentes… uma bolsa menos óbvia, para resgatar esta tag que andava esquecida aqui no blog!

Moynat Réjane

Sarah, por conta de seu trabalho à frente da Colette, tem acesso ao que há de mais bacana e exclusivo na moda, então seu radar é sempre poderoso e deve ser levado em conta. Não lembro mais qual modelo ela usava na foto do instagram que me inspirou para este post (com enorme delay!), mas, hoje, re-pesquisando sobre a marca, elegi a Réjane como minhas favorita – é esta que ilustra o post.

Moynat Réjane

Curiosidade extra? A Moynat foi fundada em 1849, mas foi fechada nos anos 80 e só voltou em 2011, pouco depois de ser comprada pela LVMH – grupo da Vuitton. Nos bastidores, há quem diga que a aquisição é reflexo do desejo de Bernard Arnault {dono do grupo} de ter ‘sua própria Hermès’.
Em tempo: os preços não deixam muito a dever à Hermès. A Réjane é vendida por, no mínimo, 3.200 euros (!!!), valor do modelo pequeno. Mas, ao menos por enquanto, tem a vantagem de, ao contrário de Birkins, ser tão exclusiva como seu preço!

Moynat Paris



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