Aquilo que não fez falta nos últimos anos….

por Alessandra Garattoni em 21 de novembro de 2014
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…provavelmente nunca fará! Esse é meu lema maior daqui pra frente. Já tinha ouvido essa sentença um milhão de vezes a respeito dos nossos acervos de roupas, mas, vejam vocês, foi preciso uma mudança de laptop para me fazer entender a verdadeira ideia por trás do acúmulo desnecessário que a gente tende a fazer na vida – com roupas, com pessoas e… com arquivos de computador!

Explico brevemente: há uns dois ou três meses, comprei um novo laptop. E, pela primeira vez na vida, não fiz a transferência imediata de todos os arquivos do velho, algo que era minha primeira providência nesses casos há uns dez anos. Trouxe uma ou duas pastas com o que eu de fato uso no dia a dia e só. Hoje precisei usar um programa que só tenho no antigo e quase não consegui: lotado, o sistema andava na velocidade de uma tartaruga. Daí que, em coisa de dois minutos, me baixou “a louca da arrumação” e decidi jogar sem dó os excessos para a lixeira. O que era pra ser uma limpezinha acabou por se transformar em um laptop zerado. Sim, zerado, todos os seus arquivos foram para a lixeira (ok, uns 5% foram guardados, por apego, lembrança ou necessidades ocasionais, no meu Dropbox, mas no computador em si nada restou além de músicas e fotos). Cópia de e-mail de namorado do século passado, cartas de demissão imaginárias, projetos infinitos e montagens de fotos com gente que nem lembro mais quem é: fiz um passeio nostálgico, mas percebi que nada daquilo tinha ou poderia vir a ter utilidade pra mim. Aquele arquivo acumulado por dez anos se transformou em pó. E eu senti um alívio real.

Nunca fui medrosa para fazer outros tipos de baixas – cosméticos, roupas e até pessoas aí incluídos –, mas a inédita faxina ultra-radical desta madrugada me inspirou. Amanhã abro o armário e dou sequência ao lema “aquilo que não te fez falta nos últimos anos provavelmente nunca fará!”, abrindo mão da calça maravilhosa que não sai do cabide há oito anos e do vestido curtíssimo que foi bom enquanto combinava comigo. Porque o computador-ex-tartaruga tá rodando na velocidade de uma Ferrari. E isso é um belo parâmetro-indicativo de que abrir mão do passado aumenta a velocidade e a eficiência do presente.

baixa nos arquivos do computador
{imagem meramente ilustrativa: via Pinterest}



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A melhor mãe que eu posso ser

por Alessandra Garattoni em 20 de novembro de 2014
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Sou uma mãe-blogueira ou blogueira-mãe – que é como a gente descreve as mulheres que, como eu, se aproveitam de suas vivências pessoais de maternidade para escrever sobre o tema na internet e estender a experiência. Uso, nas minhas mídias sociais, a descrição “mãe em tempo quase integral”. Vira e mexe digo que abri mão de muita coisa desde o nascimento de MH (o que, ok, nem de longe é uma mentira). Mas, de repente, sem saber bem como ou por que, estou me sentindo uma farsa! Esse papel de full time mom não pode ser meu.

Talvez eu morda a língua (não seria a primeira vez) e mude radicalmente de ideia (vindo de mim, não surpreenderia ninguém!), mas, até hoje, vinte de novembro de 2014, eu ainda não cheguei a vivenciar na pele a tal culpa materna – posso até ter repetido algo do gênero como um clichê que a gente coloca sem perceber no discurso, mas, indo bem a fundo, eu me sinto ok de ser a melhor mãe que eu posso ser. Não sou a melhor mãe do mundo nem compito nesse ranking, mas dou tudo que tenho e talvez mais um pouco. E acho que é suficiente.

Noves fora, eu adoro quando minha mãe está em São Paulo e eu posso trabalhar ou assumir qualquer compromisso off-maternidade sem ter que me preocupar com horário. Eu amo quando MH está bem sob os cuidados do pai e eu consigo estender um almoço com uma amiga sábado adentro, como fiz no último fim de semana. Não, não me joguem pedras, mas eu sinto vontades aleatórias que nem sempre incluem livrinhos lúdicos e as músicas da Galinha Pintadinha – colocar um fone de ouvido e ouvir outros tipos de som em volume máximo, por exemplo. E, geralmente, sinto apenas alívio de ter um momento para a minha – mais rara, mas ainda habitual – introspecção.

A mesma mãe que nunca quis ter babá e que, nos primeiros dois meses, não deixou ninguém trocar uma fralda da filha hoje aceita de bom grado quando o pai ou uma vovó assumem a última mamada. Ou a primeira, enquanto eu sigo dormindo. E talvez eu devesse me envergonhar de pensar assim ou, ao menos, de confessar isso em público justamente no meu blog de maternidade. Mas, com vontades, necessidades e planos que extrapolam a área de brinquedos e muitas vezes me levam pra bem longe, me acho normal, absolutamente normal. Talvez até não seja o 100% certo, provável que não seja o esperado de alguém que se descreve como mãe em tempo quase integral (o “quase” tem valor na frase!), tomara que não venha jamais a ser insuficiente. Mas sou a melhor mãe que posso ser.
p.s. talvez você ache esse post algo normalíssimo, talvez você nem entenda o que poderia ser motivo de culpa; talvez você me julgue, talvez enxergue mesmo o tom de “que vergonha” que eu previ. Talvez ache tudo um exagero – para um lado ou pro outro. Tudo vai depender das diferenças entre as infinitas nuances da maternidade. E está tudo certo!

Ale e MH



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Três dicas para criar sua marca

por Alessandra Garattoni em 20 de novembro de 2014
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Não importa qual o ramo do negócio, não importa se o foco da empresa é produto ou serviço, não importa se o conceito é em cima de uma pessoa física ou jurídica: construir do zero uma marca forte nunca é tarefa fácil, rápida ou simples. Mas a boa notícia é que com ações muito básicas – tão básicas que às vezes são esquecidas ou subvalorizadas – dá pra encurtar a trajetória e evitar perda de tempo no percurso rumo à marca!

criar sua marca

1º) SEJA ESPECÍFICO {E LITERAL} COM O CONCEITO
Parece pra lá de óbvio, mas é preciso saber exatamente que tipo de negócio para que tipo de público com que tipo de objetivo você quer lançar. Não para escrever aqueles blablablás de “missão da empresa” – que você já viu aqui que não interessam de verdade pra ninguém –, mas para introjetar que tipo de metas e que tipo de ações você precisa assumir na sua caminhada. Sem jamais perder o foco, sem jamais passar mensagens erradas. Colocar no papel de forma super explicada e literal (só pra você mesmo) ajuda na hora de criar sua marca!

2º) PESQUISA DE MERCADO
Não é verdade que pra ter sucesso você precisa ser o primeiro a fazer alguma coisa. Existe um conceito chamado “inovação incremental”, que é quando você não inventa do zero, mas melhora processos já existentes e cria um produto ou serviço único. Quem não lembra que, em algum momento, o Facebook já foi descrito por nós como “uma rede social tipo Orkut”? O grande x da questão é olhar o que já está sendo feito e enxergar o melhor/pior, buscando melhorias, ajustes e correções. A falta de pioneirismo pode ser uma desvantagem, mas saiba aprender com os erros do concorrente e vire o jogo a seu favor.

3º) COM QUEM VOCÊ ANDA?
Parcerias podem ajudar muito ou atrapalhar mais ainda. É importante manter a coerência (com seu conceito, aquele lá do primeiro tópico) e fundamental saber que cada associação traz atributos – positivos ou negativos – para a sua marca. Na prática, significa dizer que ligar seu nome a uma empresa caloteira ou a uma grife com público completamente diferente pode causar uma confusão na cabeça de quem começa a “ler” as entrelinhas do seu conceito.

E VEM AÍ O WORKSHOP AG BRANDING NO RIO…
Empreendedores, profissionais liberais, blogueiros e quem mais se interessar por estratégias de criação e posicionamento de marca: depois da 1ª edição e da 2ª edição, vem aí a 3ª chamada para o meu workshop de branding, desta vez no Rio de Janeiro. Vai ser no dia 17 de dezembro, das 17h às 20h, no Leblon. A programação e o início das inscrições estarão aqui no blog na próxima segunda-feira (24.11), passe aqui pós-feriadão e garanta uma das 45 vagas!



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