Sobre o que chamam por aí de maternidade-ostentação…

por Alessandra Garattoni em 1 de outubro de 2014
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Desde que escrevi um polêmico – e muito mal interpretado – texto sobre julgamentos de maternidade no ano passado, eu prometi não sacudir mais esse vespeiro que é o universo das mães. Não precisava disso, não preciso disso. Respeitar as diferenças, algo que eu tanto prezo, significava me calar e escrever apenas sobre a boia bonitinha, as tabelas de tamanhos de roupa e um ou outro post em primeira pessoa sobre a nossa vida (minha e de MH). Mas sabe aquele lance que basta você prestar atenção em uma coisa pra ela começar a aparecer ininterruptamente em sua vida? Tipo quando você está grávida e começa a ver grávidas por todos os lados ou quando você marca uma viagem para a Conchinchina e começa a ver dicas da Conchinchina em tudo que abre pra ler. Isso existe e tem até um nome no marketing, esqueci qual é….

Mas voltando ao que me perseguiu até que eu não mais conseguisse segurar os dedos. Primeiro foram umas aspas aqui. Depois um texto acolá. Por fim, uma repetição de desabafos e acusações mais adiante. “Não, a gravidez não é um momento feliz, a barriga não te permite se sentir bonita e sua relação com seu marido fica tudo, menos equilibrada quando nasce a criança”. Muita gente começou a dizer isso, até pra se defender – compreensivelmente – daqueles estereótipos de comercial-margarina que envolvem essa fase. E, em parte, me junto a estas pessoas contra todo e qualquer estereótipo aterrorizador no esquema “se tudo isso não foi lindo e perfeito pra você, você tem um problema”. Ora bolas, cada cabeça uma sentença; cada casa uma história.

Da MESMA maneira que eu acho um absurdo partir do princípio que todo mundo tira de letra a gravidez, a amamentação e o começo de uma vida em família, eu acho quase criminoso acusar de mentirosa quem afirma que, sim, a gravidez foi a fase em que sentiu mais bonita, a amamentação foi absolutamente natural e o amor em família foi tão instintivo como mostram as mocinhas das novelas. Minha gente, quando é que a gente vai começar a aceitar que simplesmente as pessoas – e suas realidades – são absolutamente diferentes? Quando é que a gente vai entender que não há, nesse mundo, possibilidade real de avaliar a verdade do outro com base na nossa experiência pessoal? Quando é que a gente vai admitir que cada um tem uma história, uma bagagem, uma verdade?

Maternidade (vida pessoal em geral) não é uma ciência exata em que tudo se sai da mesma maneira para todo mundo. A gente chega ao mundo com uma bagagem e, ao longo dos anos, vai enchendo-a com mais e mais repertório. Tudo isso, somado à personalidade e até mesmo ao próprio instinto, vai chegar a um resultado diferente na hora de fechar as equações da vida. Dizer que o filho dorme a noite inteira desde dois meses não é ostentação. Dizer que o filho ama vagem e agrião não é vontade de se exibir. Dizer que o casamento foi fortalecido no momento do parto não é sinal de mentira no ar. E ter que esconder tudo de bom que existe ao nosso redor, pra não pagar de mentiroso ou exibido, é coisa de doido!

Pra umas a gravidez é mais fácil do que o parto, pra outras a amamentação é mais difícil do que a bomba hormonal do pós. Pra umas, o sono do bebê não é desafio, pra outras a alimentação da criança nunca deu trabalho. Tem as que têm dificuldade em todos estes departamentos e há as sortudas abençoadas que tiram tudo de letra. E tá tudo certo, a gente só sabe do nosso, não do “do vizinho”. Julgar e acusar o que acontece da porta pra dentro da casa de alguém, seja pra mais ou pra menos, apenas demonstra uma certa arrogância de achar que a sua história é o – único – modelo de exatidão do mundo.

Gravidez Ale



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Tabela de tamanhos de sapatos de bebê e criança pelo mundo

por Alessandra Garattoni em 30 de setembro de 2014
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Tudo bem que eu estou há muito pouco tempo neste universo da maternidade, mas, até semana passada, eu não tinha IDEIA da numeração de sapatos de bebê e criança pelo mundo. Toda a informação que eu tinha era a de que minha pituca, 16 meses, calça o tamanho 20/21 do Brasil. Na minha primeira parada da viagem para NY, fui a Nike comprar tênis para ela – o Free em versão Kids é o paraíso, levinho como nenhum sapato que ela teve até então (e a leveza é super importante em sapatos para piticos que acabaram de começar a andar).

Por sorte – e por quantidade de clientes verde-amarelos, certamente –, os vendedores da Nike novaiorquina já sabiam exatamente qual era o equivalente ao 20 brasileiro. Mas enquanto o atendente entrava para buscar mais modelos, me deparei, ali na parede colada à porta pro estoque, com uma tabelinha bastante interessante: ela traz os tamanhos nos EUA, na Europa, na Inglaterra e na América do Sul (que bateu direitinho com o tamanho Brasil da minha MH).

Boa fonte de consulta na próxima viagem…

tamanho de sapatos de bebê



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Quando um blog de beleza vira um negócio além do blog

por Alessandra Garattoni em 29 de setembro de 2014
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A trajetória de Emily Weiss na internet é muito inspiradora: ela lançou seu IntoTheGloss.com em setembro de 2010, quando o mercado já apresentava certa saturação, e ainda assim transformou-o no mais influente blog de beleza da rede - literalmente, pois, no começo deste mês, o prestigiado ranking Signature9 apontou o ITG como o site com maior poder de influenciar compras, que tal?! Pois o que começou como um blog em primeira pessoa se transformou em um portal com vários editores e se prepara, agora, para dar origem a um… e-commerce? Marca própria de beleza? Assinatura de produtos de beauté?

Ainda é difícil saber exatamente qual o foco do Glossier,  mais nova empreitada de Emily. A moça parece ter decidido aproveitar seu poder de fazer com que outras moças comprem infinitos blushes e esfoliantes (palavra de uma dessas outras moças, Emily torna minhas viagens bem mais onero$as!) para ganhar diretamente com isso. Entre postagens e mais postagens no instagram @glossier, dá pra saber que o novo business já tem uma equipe de 15 pessoas, um frasco de produto e uma identidade visual bastante forte. Em meio a muitos novos teasers, foi postada uma provável embalagem oficial. Devo dizer, Emily Weiss tá pensando direitinho em branding!

Glossier



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