A nova revista das ex-editoras de moda

por Alessandra Garattoni em 29 de agosto de 2014
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Crise no mercado editorial de moda? Será mesmo? Depois do Net-a-Porter, é a vez de outro e-commerce levar seu conceito para as bancas: já está à venda a segunda edição da revista impressa do Editorialist. O site – sobre o qual você leu aqui logo que foi lançado – tem foco na venda de acessórios deluxe e é comandado por duas top editoras da Elle americana (Kate Davidson Hudson é uma das minhas musas-absolutas de estilo).

Editorialist setembro 2014

E, por falar em revistas gringas de moda, a temporada de september issues reforça ainda mais a teoria de que os tempos de crise no mercado editorial parecem ter ficado pra trás. A Vogue americana registra 856 páginas – um pouco menos que as edições de 2012 e 2013, mas, ainda assim, um volume expressivo. Larguras de bíblia à parte, a capa que ganhou meu coração nesta leva é a versão para assinantes da Bazaar americana, estrelada pela neta de Audrey Hepburn. A revista é o quase-oposto da mesma edição que chega às bancas em versão estrelada por Lady Gaga – taí, capas diferentes pra uma mesma revista são estratégia comum, mas com rostos diferentes em cada versão eu nunca tinha visto! E qual é a sua september issue favorita neste ano?!

Bazaar setembro 2014



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Dicas, links e informações úteis para viagem com bebês

por Alessandra Garattoni em 28 de agosto de 2014
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Estudiosa – e semi-virginiana – que sou, fiz uma bela pesquisa ao planejar a primeira viagem internacional da MH. Internet (e Google!) adentro, é possível encontrar todos os tipos de respostas e muitas experiências reais escritas em primeira pessoa – o blog da Adriana Miller, uma viajante convicta, segura e mãe de uma loirinha muito fofa, é ótima referência. Para não ser (muito) repetitiva, vou reunir aqui apenas um top 5 objetivo do que eu tinha dúvida. Na medida para pesquisas rápidas…

bebe a bordo

1) A regra dos líquidos (normalmente proibidos em embalagens acima de 100ml em voos internacionais) se flexibiliza se há pequenos viajantes. Mamadeiras, pó para fórmula (aqueles potinhos com divisórias para três medidas de pó são ótima pedida), água, leite materno e remédios líquidos podem ser levados a bordo desde que em quantidade compatível com a duração do voo
{consulte sempre o site da companhia aérea e dos aeroportos por onde passará}

2) Importantíssimo: o passaporte brasileiro atual não tem filiação (alguém me explica por quê?!), então, além dele, você precisa levar certidão de nascimento ou carteira de identidade da criança.

3) É possível solicitar alimentação especial para o bebê/criança na companhia aérea. Mas acho prudente levar também seus próprios quitutes para emergências – claro que prefiro que MH se alimente bem, mas dez horas de voo não são o melhor momento para explicar pra uma criança de um ano que ele deve comer sopa de legumes e não biscoito maizena!

4) Agora um parênteses super pessoal: vejo muitos posts recomendando levar “a casa” na mala de mão. Sei que viajar com criança requer mais bagagem (eu era do tipo que nem mala de mão levava!), mas acho que dá, sim, para conter exageros. Um milhão de brinquedos, um milhão de trocas de roupa e um milhão de remédios podem dar uma sensação de segurança (e se ela for indispensável pra você se sentir bem, vá em frente!), mas têm grandes chances de serem mais peso do que real necessidade. Talvez eu me arrependa de não ter ouvido esse conselho, mas não pretendo exagerar no acervo, não.
{iPad salva-pátria, cobertor, duas trocas, fraldas, lencinhos, protetor descartável, biscoitinhos, mamadeiras com pó de fórmula, Tylenol, rinossoro e termômetro: não devo ir muito além disso!}

5) Coloquei ontem na minha página no Facebook este bilhete fofo inspirado em três casos gringos que eu havia lido. Pretendo colocá-lo em saquinhos transparentes acompanhado de chocolates e distribui-lo para as fileiras mais próximas. Eu já fui uma não-mãe e sei que uma criança pode incomodar quem não tem nada a ver com aquela história – até escrevi sobre isso no começo da minha gravidez. Enfim, acho que não custa demonstrar que, ainda que eu não consiga garantir a paz, me importo com quem está em volta.

bilhete avião



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O que {não} é branding!

por Alessandra Garattoni em 27 de agosto de 2014
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Tudo indica que branding vai ser a palavra it da vez (trocadilho e duplo sentido incluídos na frase!). E, como toda palavra da moda, essa tem recebido definições 100% equivocadas, exemplos absolutamente errados, usos pra lá de impróprios. Você já leu os posts sobre a definição, sobre um exemplo real e sobre o motivo pelo qual o branding é importante para todos. Mas agora, neste quarto e último post da série de teorias básicas, é hora de ler sobre o que NÃO é branding…

branding

BRANDING NÃO É MARKETING
Ok, esse processo é, sim, uma das ferramentas ligadas ao marketing. Mas enquanto ações de marketing são pontuais, o efeito do branding é constante, contínuo. Fazer um evento, vestir uma celebridade, anunciar em uma revista são movimentos com começo, meio e fim – por mais que a tendência do (bom) marketing seja fazer vários destes movimentos consecutivamente, cada um tem um ciclo próprio. Com o branding construído, a voz do que você quer dizer vai falar sozinha, independente de ações diárias (claro que a manutenção é importante aqui também, mas não é algo pontual ou delimitado).

BRANDING NÃO É (SÓ) DESIGN
A identidade de uma marca tem muito a ver com sua imagem, com sua estética, com seus padrões gráficos. Para o lado de ser visualmente reconhecível (um dos objetivos do branding) a imagem é tudo; para comunicar os atributos que fortalecerão sua marca, é preciso muito, muito mais. Um processo de branding envolve palavras, ações, escolhas, in-fi-ni-tos detalhes e… também design!

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BRANDING NÃO É “HYPE”
Se uma pessoa chega do nada, sabe-se lá de onde, senta numa primeira fila de desfile (olha que hype!), assiste, levanta e vai embora, é certo que ela não formou absolutamente nenhuma imagem, nenhuma marca pessoal. Criar o próprio branding – pessoal ou profissional – está muito além de fazer uma dessas coisas que a massa acha super cool. Sem embasamento real, não se sustenta uma imagem. Ou seja, “ferver” até pode ajudar, mas tem que trabalhar também!

BRANDING NÃO É LAVAGEM CEREBRAL
“Compre Batom, compre Batom…”. O famoso slogan de chocolate (taí uma estratégia de branding, grudar uma frase pra sempre na cabeça das pessoas e virar sinônimo de uma expressão) brinca com o lance da hipnose para colocar algo na cabeça de alguém. Mas esqueça essa ideia se o intuito for criar uma marca. As pessoas vão conceituar algo – ou alguém – com base no que veem, com base no que concluem, com base no que percebem. Tudo absolutamente subliminar. Palavras soltas e conceitos repetidos não garantem sucesso (a gente não manda na imagem que a mente alheia vai formar a respeito da gente – no máximo colabora)!

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p.s. o que é branding, o que não é branding, exemplos reais de sucesso, erros comuns no processo de criação de marca e mais inspirações para quem quer conhecer mais sobre o tema estarão na 1ª edição do Workshop AG Branding, que acontece neste sábado (30.08) em São Paulo. As vagas deste estão esgotadas, mas novas edições (incluindo o Rio) estão previstas.

imagens: “pescadas” no Pinterest (já me acompanha por lá?!)



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